Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Top Secret: o velho Sueco

por Rei Bacalhau, em 30.10.13

 

Há relativamente pouco tempo vi um filme non-sense dos anos 80 chamado "Top Secret!" com, imaginem lá, o Val Kilmer no papel principal. O filme é a gozar com os filmes genéricos de espiongagem na Segunda Guerra Mundial e tem várias partes e personagens memoráveis.

 

Uma dessas partes  é quando o herói e a miúda vão a um contacto pedir ajuda. Esse contacto é um idoso Sueco, supostamente, e a miúda, que por acaso também fala sueco vai falar com ele. Já perceberão porque digo supostamente. Por agora vejam a cena do filme e se alguém perceber sueco não estrague a piada ainda.

 

 

Estranho, não? Para os que não falam sueco, não se preocupem. Existe um mito que diz que a linguagem sueca parece inglês dito ao contrário, por isso os criadores deste filme decidiram criar esta cena genial em que o diálogo é na verdade inglês perfeitamente normal e as acções é que estão todas a ser feitas ao contrário, como poderá ser óbvio desde já.
Mostro-vos agora a cena ao contrário (ou da maneira correcta?.. não sei, é confuso) e digam-me se não é preciso uma paciência do caraças para fazer isto bem feito. Reparem que alguns efeitos sonoros estão agora ao contrário porque esta cena é o filme a andar para trás. Ou frente.. SEI LÁ!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:17


Música mais pobre

por José da Xã, em 27.10.13

Faleceu Lou Reed! 

 

Vi-o em 1998 na Expo. E jamais esqueci o espectáculo.

 

A música ficou hoje mais pobre. Morreu aos 71 anos um dos grandes músicos do século XX.

 

 

 

 

Também publicado aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:49


Música: When the Levee Breaks

por Rei Bacalhau, em 27.10.13

Em 1927 houve uma enorme inundação no Mississipi. Chuva, diques a abarrotar, pessoas desenfreadas, estragos, caos caos caos! Ainda hoje tem alguns dos recordes de inundações daquela área. O que é que faz os americanos continuarem naquela zona ultrapassa-me. Eu teria já deixado aquilo para os crocodilos. Perdão, jacarés.

 

A verdade é que a zona do Sul dos EUA tem uma coisa boa, entre várias más:

 

Pretos.

 

O blues nasceu por aqueles lado e seria de esperar que houvesse sentimento suficiente para gerar músicas desse estilo com a tal inundação. Bem dito, bem feito, e em 1929 uma dupla fez a música "When the Levee Breaks" a contar a história horrível de ter de lutar contra a Natureza. Ei-la a seguir:

 

 

 

Não parece grande coisa? Bom talvez não. Mas não é esta música que quero apresentar hoje.

 

Nos anos 60, alguns grupos começaram a levar o blues e o rock em direcções novas. Black Sabbath, Jimi Hendrix, Procol Harum, ZZ Top, enfim, muitos. Um dos mais influentes, no entanto, foram os Led Zeppelin. Robert Plant, o vocalista, mostrou grande interesse nos blues desde sempre e os álbuns sempre tiveram essa presença.

 

A vantagem dos Led Zeppelin é que eles realmente sabiam tocar os seus instrumentos e ser criativos mesmo quando faziam covers de músicas. Mostro-vos a versão deles de "When the Levee Breaks", do 4º álbum. Tentem comparar e compreenderão como eu gostaria que houvesse uma maneira objectiva de avaliar música para colocar os Led Zeppelin muito perto do topo sem grandes problemas.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:07

Foi ontem lançado o novo álbum de BD, com mais uma aventura de Astérix. A espectativa criada à sua volta foi imensa, para uma história que, infelizmente, não mostrou estar ao nível de aventuras anteriores, especialmente daquelas em que Goscinny teve a responsabilidade dos textos. Torna-se assim ainda mais óbvio que, após a morte de René, dificilmente os diálogos ganharão a qualidade e o fulgor incutidos pelo argumentista.

 

Desta vez a aventura decorre na Escócia, para onde Astérix e Obélix partem, levando consigo numa barca um natural da terra dos Pictos.

Devorei a noite passada a versão portuguesa e neste pressuposto não sei até que ponto a tradução consegue ser fiel ao texto original. Porém o que li achei no mínimo estranho e como direi… pobre.

 

Quem, como eu, lê as aventuras de Astérix para mais de quarenta anos é natural que me tenha habituado aos nomes das diversas personagens: Ordalfabétix, Cetautomatix, Bonemine e outros. Todavia os tradutores acharam por bem “aportuguesar” aqueles nomes gauleses. E como ficaram mal… muito mal.

 

A nova dupla Ferri/Conrad não conseguiu dar nova vida a Astérix e seus amigos. Os desenhos são fiéis, todavia a história é no limite um clichê já visto e usado em episódios anteriores.

 

E é uma pena! Faltou claramente originalidade e arrojo.

 

Vai ser mais um livro que ali vai ficar na estante sem ser relido. Uma aposta perdida pela editora.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:48


O Mau

por Rei Bacalhau, em 24.10.13

O Mau.

 

Não necessariamente o maléfico.

 

O lado Mau é sim o inimigo do lado Bom. Ambos competem constantemente pelo controlo do corpo. Quantas vezes não pensamos em fazer uma acção e subitamente mudamos de ideias, seja para o "melhor" ou para o "pior"? O mau proporciona um balanço essencial para o humano, e eu explico porquê, porque não deve parecer muito óbvio.

 

O objectivo de cada animal é nascer, sobreviver e procriar. Cada animal faz o necessário para sobreviver no ambiente hostil em que se inserir. O humano não é excepção, apesar de ter condicionantes e factores que complicam esta sobrevivência, nomeadamente o facto de sermos um bicho que vive em sociedade. Neste caso a sobrevivência não se trata apenas de adquirir alimento e protecção. Trata-se também de obter as máximas vantagens possíveis utilizando a sociedade como recurso.

 

Pensemos num exemplo:

 

Um indivíduo é colocado numa situação em que tem de fazer uma escolha, que chamamos normalmente de ética. Essa escolha pode-lhe dar uma promoção na carreira profissional. Não existe desvantagem individual em fazer essa escolha. Peço-vos que pensem, apenas com o que vos disse, o que é que fariam na mesma situação?

 

Se pensaram em tomar a decisão sem grande hesitação então é o vosso lado Mau a funcionar. Somos mesmo assim, vemos uma vantagem ou uma oportunidade e toma-mo-la. Mas então porque é que lhe chamo o lado Mau? Nós beneficiámos da decisão!

 

O problema é o lado Bom.

 

O que eu disse é que não havia desvantagem individual, ou seja, para o indivíduo em questão. Não disse que não haveriam outros afectados. No caso presente eu estava a pensar em alguém que sobe na carreira à custa de outro. Um bocado cliché, mas preferi simplificar o exemplo para melhor compreensão. Contudo, se assumirmos uma pessoa equilibrada, o Bom interviria antes do Mau poder actuar, porque o Bom tem ética e sabe que há certas coisas que não se fazem em sociedade.

 

Será que esta conversa toda implica que um indivíduo vive bem sem o lado Mau? Não, pois tornar-se-ia ingénuo e facilmente enganado e maltratado por outros que fossem "Maus". 

 

É óbvio que o Mau toma muitas vertentes. No geral eu diria que o nosso lado Mau é aquele que subconscientemente não queremos mostrar em público e que estamos mais confortáveis a demonstrar, estranhamente, na presença de pessoas com quem temos mais confiança: amigos e família, por exemplo. Talvez sintamos que existe compreensão ou toleração por parte dos nossos semelhantes, não sei... 

 

O ponto forte do Mau é que torna a vida mais confortável para si mesmo e não tem limitações sociais para dizer/fazer o que quer. É muito inteligente/esperto e muito poderoso e normalmente numa pessoa desequilibrada é muito difícil para o Bom o controlar. Por outro lado essas também são as suas fraquezas, porque a longo prazo poderá vir a prejudicar-se pelo resultado das suas acções, se não forem realmente bem planeadas mas sim espôntaneas.

A nossa vida é uma luta constante entre o Bom e o Mau. Mas há alturas em que ele não são o pior inimigo um do outro.

 

Ainda falta o Feio. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:57


Astérix - Uma nova aventura para (muito) breve!

por José da Xã, em 22.10.13

Uma das minhas paixões de leitura é sem qualquer dúvida a Banda Desenhada.

 

Teria talvez pouco mais de meia dúzia de anos quando o meu pai me ofereceu o meu primeiro livro da 9ªarte. O álbum tinha como herói o Lucky Luke e entitulava-se "Fora da Lei".

 

Com este livro abriu-se em mim uma espécie de caixa de Pandora para a Banda Desenhada. Rapidamente passei para o "Tintin" muito por força dos próprios fascículos. Devorei também toneladas de Mundo de Aventuras e outras publicações do género. Até que um dia, descobri... Astérix.

 

Um herói à minha medida. Acompanhado do seu fiel amigo Obélix e do canino Ideiafix, mais tarde, as aventuras do irredutível Gaulês, tem-me acompanhado pela vida fora. A morte prematura em 1977 de Goscinny, que contava 51 anos, trouxe aos diálogos um orfandade jamais recuperada, não obstante as diversas tentativas para repor aquele humor quase perfeito, que o escritor francês conseguiu impor.

 

No próximo dia 24 de Outubro será mundialmente lançado a mais recente aventura do gaulês de longos bigodes. Astérix entre os Pictos tem como epicentro da história a velha Escócia, mas pouco ou quase nada mais se sabe sobre este último livro.

 

Os textos são da autoria de Jean-Yves Ferry enquanto os desenhos passaram pela mão de Didier Conrad. Uma nova dupla que sob o olhar sempre atento de Uderzo, tentam fazer renascer talvez dos grandes heróis de Banda Desenhada. Uma aposta assaz complicada tendo em conta os níveis que Astérix alcançou. E não se pense que o irredutível gaulês é uma persionagem apenas para crianças. Longe disso!

 

Por isso sinto uma inabitual euforia em véspera do lançamento mundial.

 

 

Pode ser lido também aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:02


Música: Every Breath You Take

por Rei Bacalhau, em 20.10.13

 

Uma das nações mais recentes do mundo tem milhões de habitantes, de todos os calibres sociais, com um comércio elevado e um nível de qualidade de vida duvidoso. Não, não falo do Sudão do Sul. Falo sim da nação Facebook.

 

Quando criei uma conta no Facebook fi-lo por necessidade prática. Quando deixei de o precisar, abandonei-o, obviamente. No entanto, começo a perceber que um indivíduo integrante numa sociedade tão absorvida por uma rede social não pode ser criança ao ponto de pensar que terá o mesmo nível de oportunidades como o outro que tem Facebook. Por isso mesmo hoje voltei a activar a minha conta para me manter a par de algumas coisas eventualmente importantes. Felizmente o Facebook tem mecanismos para filtrar todo o lixo cultural colocado lá pelas pessoas, porque senão seria insuportável.

 

A sociedade evolui e não podemos parar, correndo o risco de sermos atropelados.

 

Por hoje fico por aqui, e fecho com o hino nacional do Facebook, interpretado pelos Police, "Every Breath You Take". Tenham em atenção a letra e perceberão.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:25


Filosofia barata? - II

por José da Xã, em 18.10.13

"O hábito não faz o monge" - Provérbio popular

 

 

As sociedades modernas têm tendência para valorizar a imagem acima de qualquer outra qualidade do ser humano. O que cada um veste, o relógio que usa ou o carro que conduz podem ser indícios de uma determinada forma de estar.

 

A experiência que a vida me tem demonstrado não se rege por esses parâmetros, bem pelo contrário. Com demasiada frequência vemos gente de aspecto apresentável mas que não passam de tristes personagens, enquanto haverá quem se apresente publicamente de forma menos formal e seja deveras rico em postura e filosofia de vida.

 

Todavia... há um mínimo. Mas o que corresponde esse mínimo? É na tentativa de responder a esta pergunta que vamos saltitando de opinião.

Assim, há quem considere que a imagem não conta mas a competencia técnica, não estando em destaque as tatuagens, as rastas ou os percings. Todavia uma gravata bem ajustada numa camisa imaculada ou um corte de cabelo bem curto, em detrimento de competência e qualidade técnica, são pressupostos perfeitos para algumas empresas.

 

É neste dilema que vamos remando, permanentemente. Uma dúvida quase existencial, sem uma verdade absoluta nem uma certeza confirmada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:41


Filosofia barata?

por José da Xã, em 15.10.13

Ninguém é perfeito.

Esta é uma verdade tão enraizada no nosso pensamento que não há quem a ponha em causa.

 

Mas será mesmo verdade?

A perfeição é, tal como outros valores, fundamentalmente uma avaliação, que advém da sociedadade onde cada um se encontra inserido. Ser perfeito não quer dizer obrigatoriamente que não cometemos erros, mas somente que alguém aprecia a nossa postura ou o nosso pensamento.

 

Teologicamente falando Deus é perfeito. Todavia criou o homem à sua imagem e semelhança e a quem estimulou o pecado original. Ora isto raia a contradição... Alguém perfeito jamais faria algo tão imperfeito quanto o ser humano.

 

Mas optando por uma forma pragmática de ver este tema direi que a perfeição sugere-nos, quase sempre, uma postura cândida e serena, uma visão do mundo pacifista e acolhedora, uma sensação de bonomia e calma.

 

Mas poderá esta filosofia ser aplicada a todos nós ? Em termos concepcionais direi que sim, em termos factuais creio que não!

O ser humano é tão diverso, tão repleto de ínfimos pormenores que ninguém consegue ser tudo que a perfeição exige.

 

Por isso todos temos um pouco de bom e de mau.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:59


Música: Sharp Dressed Man

por Rei Bacalhau, em 13.10.13

Os "Tres Hombres"...

 

 

Há que haver uma data de paciência para aguentar estar com as mesmas pessoas numa banda durante mais de 40 anos. Os ZZ Top são dos que cometem tal proeza, tocando os três juntos ainda hoje desde 1969. A música deles é puramente comercial e não tem necessariamente aquela qualidade orquestral que as bandas inglesas têm. Acho no entanto que compensam essa falta com estilo, tanto musical como físico. 

 

As músicas deles são para dançar, para se conduzir a altas ou muito baixas velocidades, dependendo. Qualquer coisa no mundo fica mais "fixe", no sentido altamente coloquial da palavra e que no entanto se aplica tão bem aqui, com uma música dos ZZ Top no fundo. Barbas até ao peito, óculos escuros e videoclips baseados sempre em carros e raparigas giras fazem esta banda representar indiscutivelmente o que é ser norte-samericano.

 

Para o melhor e pior.

 

Se por acaso se quiserem rir um bocadinho têm aqui uma cover, com um baterista muito especial.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:19

Pág. 1/2




calendário

Outubro 2013

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D