Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




I

por Rei Bacalhau, em 30.11.13

Nunca pensei em ver-me nesta situação aterradora. Sinto que estes possam ser os meus últimos pensamentos. Como é que pudemos deixar as coisas chegar a este ponto? Ele tinha razão, eu não devia ter apoiado o Outro nas suas maluquices. Agora não sei o que será de mim. Este está aqui ao meu lado, morto, feito num oito, totalmente destruído. Ele pensava que era a único que O conseguia controlar, e suponho que de certa maneira era. Eu sei de certeza que não o consigo fazer sozinho. Mesmo assim vejo agora o quão errado estávamos. Nem este sabia o quão realmente poderoso o Outro é e isso acabou por ser o seu fim. E que cena horrível foi. Agora está tudo descontrolado.


Aliás, acho que o ouço... deve ter acordado.. oh não... e agora!? Bela merda! Porra mas para onde posso ir? Tou aqui preso com ele! Oh com mil diabos! Deixa-me ver, será que consigo... não... e assim?... não.... porra! Ai ai... Vá lá, vá lá! Ok, calma, talvez consiga surpreendê-lo quando ele vier... Mas como...? Ai ai... alguma coisa, uma saída, qualquer coisa!


Era tarde demais. De facto, o seu fim aproximava-se e ele sabia-o. Não tentou resistir... seria inútil.
















Então? Vamos brincar?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:36


Despressurização

por Rei Bacalhau, em 30.11.13

Tenho andado a pensar... na situação do país...

 

Há tantas coisas erradas que é impossível uma qualquer pessoa descrevê-las extensivamente. No entanto, eu não gosto de falar dos 1001 problemas existentes por aí. Já foram identificados duma maneira ou doutra por vários comentadores e analistas e tal.

 

"Ah, temos desemprego...", "Ah, as pessoas estão a ficar pobres...", "Ah, o país não tem economia porque isto e isto e isto".

 

Para mim nada disso interessa. Não se podem combater sintomas quando se tem uma doença horrível. Tem de se ir à raíz do problema.

 

O GRANDE problema de Portugal são os próprios portugueses. Sofrem todos de algum tipo de deficiência mental. Eventualmente não uma que lhes impossibilite a vida normal, mas uma deficiência que lhes remove o senso comum. Maior parte de nós já nascemos e somos moldados por essa doença. No fundo, o que quero dizer é que estamos perpetuamente tramados até não termos uma revolução cultural.

 

ACALMEM-SE! Eu não estou aqui a dizer um 25 de Abril. Se alguma coisa esse evento só estragou o que podia ser um bom sonho.

 

ACALMEM-SE! Eu não sou defensor de ditaduras. As ditaduras só são eficazes quando o povo é fraco, e durante mais de 50 anos foi o que aconteceu. Ainda bem que houve um 25 de Abril, mas o objectivo não era sermos a causa da nossa destruição ainda mais rápido do que com uma ditadura.

 

Eu não vivi a ditadura. Não vivi os anos posteriores. Eu nasci numa altura em que Dragon Ball era a minha maior preocupação. Mas a História, com os factos distorcidos ou não, devia ser estudada e compreedida. Há certas decisões que não se podem fazer sem se pensar nas consequências.

 

Façamos uma analogia:

 

Trazem para casa um cachorro bebé. Atam-no imediatamente numa sala sem nunca poder interagir com o exterior. Toda a sua vida ele será miserável. Chamemos-lhe Azarado.

 

Trazem para casa um cachorro bebé. Deixam-no andar livre pela casa, a fazer o que ele bem entender, porque ele deve ser livre. Nunca o disciplinam, antes pelo contrárrio, mimam-no. Chamemos-lhe Sortudo.

 

Passados 10 anos soltam os dois. O que é que acham que vai acontecer? A quem é que me estou a referir em cada um dos casos? O que é que realmente devia ter sido feito?

 

O Azarado representa os Portuguese pré revolução. Nunca conheceram outra vida que aquela de dificuldades e agora um mundo inteiro espera-os. O mundo não está preparado para ter compaixão para com os ingénuos e aproveita-se imediatamente. Eu não sou economista, mas não acredito que algumas das escolhas que os nossos "líderes" ao longo do tempo fizeram foram as mais bem pensadas (eventualmente foram bem pensadas pelos economistas dos outros países). É certo que termos entrado para a UE ajudou a desenvolver o país, mas a que custo?

 

O Azarado rodeou-se do melhor que o mundo novo tinha, para não ficar para trás, mesmo ficando aquém das suas possibilidades. As consequências a longo prazo não são uma preocupação.

 

O Sortudo são as novas gerações, começando pelas que não viveram em ditadura. Como nunca são disciplinadas é fomentado um sentimento de irresponsabilidade e delegação e soluções sub-óptimas. O nojento "desenrascanço". Estes também não sabem ver consequências a longo prazo e mesmo que soubessem, não saberiam o que fazer.

 

E é assim... o nosso país é feito de Azarados e Sortudos, e todos são deficientes mentais. Eu não sou excepção, eu sou Sortudo. Consigo contar pelos dedos de uma mão o número de portugueses que conheci que não são imbecis totais. Não é com meia dúzia de pessoas que o país de torna melhor, nem que elas tivessem no poder. Os portugueses têm a teimosia horrível de se manterem na sua zona de conforto e não gostam de mudança, mesmo que estejam sentados numa cadeira de pregos como os faquires.

 

Não estarão claramente convencidos, por isso só posso recorrer à derradeira arma que os portugueses tanto temem: a lógica. Tentemos ser objectivos então. Eu não sou economista, não sou gestor, não sou nenhuma das profissões que alguém que está no poder deveria ser. Eu trabalho com computadores e por isso há certas coisas da maneira como se governa este país que acho bastante estranhas. Eu diria que vou dizer bastantes barbaridades (lá está, por não ter uma perspectiva ampla do que é o mundo), mas tentem acompanhar e corrigir-me, se for preciso/possível:

 

O papel real do governo:


Qual é o papel do Governo? Segundo as políticas dos dias de hoje parece-me que as pessoas pensam que o papel do Governo é a de resolver todos os problemas do país e envolver-se em todos os assuntos. Pensemos nisto um momento... As pessoas esperam que o Governo providencie: saúde, educação, serviços públicos, segurança, cultura, lazer, transportes públicos, segurança social, etc. etc. etc.... Parece-me pouco razoável. Aliás, parece-me absolutamente irrealizável que um país se consiga construir baseando-se apenas no Governo. Quem ouve as

pessoas falar fica com a impressão de que o Governo tem de ser o maior responsável pela geração de emprego. E igualmente tem de ser o Governo a tratar de todos os resíduos sociais gerados nos dias de hoje (sejam de que forma forem).

 

Eu digo o contrário. PARA MIM, o papel real do Governo é manter uma infraestructura social e administrativa que SUPORTE serviços, mas que não os PROVIDENCIE necessariamente. Há alguns serviços públicos que o Governo DEVERIA ter de ser responsável por, por exemplo a recolha de lixo, bombeiros, polícia, serviços administrativos e tal. No geral, serviços que TODOS beneficiem por existir.

 

Na minha visão não deveria ser responsável por coisas do estilo saúde, educação, cultura e afins. Esses implicam ou escolha ou necessidade esporádica e não me parece justo estar a pedir que as pessoas paguem despesas que não são na verdade delas. 

 

Vejamos a saúde: imagine-se que não existem hospitais públicos. Caos, não é verdade? As pessoas não conseguiriam ter cuidados médicos se precisassem. Não necessariamente. Se todos os hospitais fossem privados existiria concorrência entre eles, o que em princípio aumentaria a qualidade ou diminuiria o preço dos serviços prestados. Compreendo que este é um assunto mais complexo do que a maneira que o estou a pôr, mas há que concordar também que as pessoas abusam do sistema de saúde como está nos dias de hoje.

 

Vejamos a educação: um dos problemas do nosso país é que, paradoxalmente, as pessoas estão demasiado educadas. Há muitos que com certeza diriam que não lhes interessa a escola para nada, e nem interessa aos pais eventualmente pagar por escolaridade obrigatória. Óptimo! Não eduquem os filhos! Portugal precisa de mão de obra barata para realizar trabalhos no sector primário, já tão esquecido ao longo dos anos. Claro, chamam-me deficiente mental por sequer pensar em tal coisa, mas esta ideia parece-me mais lógica do que obrigar alunos que NÃO QUEREM estudar a fazê-lo e gastar dinheiro no processo. Portanto, por mim, escolas eram todas privadas também. Estou perfeitamente ciente que isto gera elitismo na sociedade e parece que voltamos ao século XIX, mas se virem bem isso acaba por acontecer à mesma, pois o ensino público não pode ser grande coisa se estivermos a educar macacos.

 

Nem me ponham a falar de cultura... Porque carga de água é que se subsidia arte, seja ela pintura, teatro ou pífaro? Aliás, a pergunta é porque é que o Governo faz isso? Qual é o fundamento lógico para isso? Ser artista é uma profissão como qualquer outra e se ele não tiver sucesso então temos pena. Os artistas devem conseguir ganhar dinheiro sozinhos e NUNCA NUNCA se deve envolver o Governo nisso.

 

Enfim, entre outras situações... Quero chegar à conclusão que o Governo deve ser como uma prateleira, conseguindo suportar todos os serviços que se quiserem mas nunca se preocupando com o estado deles, querendo apenas conservar a sua integridade estrutural.

 

 

Crime:

 

É bárbaro ainda vivermos numa sociedade assolada por crime, seja de que forma for. Pior que isso é beneficiar os criminosos pelos seus erros, prendendo-os e alimentando-os à custa dos impostos. Não me falem em segundas oportunidades... O quão difícil será pensar nas consequências de cometer um assalto, ou cometer fraude ou esses N crimes que as pessoas fazem CONSCIENTEMENTE. Não. As segundas oportunidades são para os que fazem um erro sem querer e não para os que fazem de propósito. Pessoalmente acho que Portugal não devia ter que se preocupar com prender criminosos. É agarrar neles e colocá-los noutro sítio onde não chateiem ninguém (não estou a dizer para matá-los, com mil diabos!). Chamem-me extremista, mas a verdade é que vocês vão deitar o lixo fora todos os dias por uma razão. E já nem falo da fraqueza que são as forças de segurança pública.

 

 

 

Tinha mais que escrever, mas sinto que já desabafei o suficiente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:13


Música: Morning Dew

por Rei Bacalhau, em 24.11.13

Mais um exemplo duma preferência minha por uma cover de uma música sobre a original.

 

Em início dos anos 60, uma tal cantora chamada Bonnie Dobson (que confesso, não conhecia), escreveu e cantou uma música posta num cenário pós apocalíptico em que só restam um homem e uma mulher no mundo. Um deles pergunta-se o que terá acontecido às pessoas todas e exprime desejo de ir passear no orvalho da manhã (Morning Dew). O outro diz que tal não é possível e que não se devia preocupar mais com as pessoas.

 

Ora, naquela época isto só implicava o Apocalipse causado por armas nucleares, Guerra Fria e tal.

 

Ouçam lá o original:

 

Entretanto, umas quantas dezenas de bandas fizeram covers desta música, cada um ao seu estilo. Aparentemente, a mais famosa foi dos Grateful Dead. Pessoalmente não gostei muito, eventualmente por estar habituado a uma outra versão muito mais mítica, para mim. 

 

Os Nazareth, no seu primeiro álbum fizeram uma cover também. A diferença para mim é que dá-me a sensação que eles conseguiram fundir-se com a música muito mais eficazmente, enriquecendo-a com o seu estilo hard rock e dando-lhe uma muito maior sensação de desespero e insanidade à situação, construindo o clímax ao longo de 7 minutos de instrumentação épica (umas boas colunas de baixos são aconselháveis).

 

Sem mais demoras, Nazareth, com Morning Dew:

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:39


Música: Whisky Train

por Rei Bacalhau, em 17.11.13

Gostaria de mostrar uma música dos Procol Harum. São uma banda mais amplamente conhecida pela "Whiter Shade of Pale" e por causa disso mesmo quero demonstrar outros estilos que eles conseguiam abordar. Neste caso, todos.

 

Whisky Train é uma música muito estranha. Tem um riff de guitarra persistente, interrompido apenas pelos solos. O baterista não pára quieto, dando inclusive uso intensivo a uma peça chamada de cowbell (por parecer exactamente isso, um sino de vaca, assumindo que sabem qual o som). Esta combinação, mais o baixo, claro, cria efectivamente uma música de heavy metal de primeira geração, como gosto de chamar ao estilo (era 1970, portanto até faz sentido). A letra, por contraste, parece uma letra que se encontraria numa música de blues, ou algo do género.

 

Não sei, não vos parece estranho, no bom sentido? Ora ouçam lá:

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:44


O Feio

por Rei Bacalhau, em 17.11.13

O Feio....

 

 

 

O mais fraco e ao mesmo tempo mais forte dos nossos subconscientes. Normalmente está adormecido, ou melhor dizendo, posto em coma pelo Bom e pelo Mau. O Feio, fazendo jus ao nome, é o nosso lado horrível, monstruoso, nojento e pervertido. Não conhece regras, é inteiramente espontâneo e animalesco. De facto, é o que ainda herdamos, como tem obviamente de ser, dos nossos antepassados primatas. Responde no fundo sobre os elementos químicos do nosso corpo, sendo que as suas acções, descontroladas, são puramente de reacção. não existe nenhum raciocínio sobre o mundo em que habita. Este é o lado que é a nossa maior fraqueza, que a tantas más decisões pode levar, se não for impedido pelo senso comum (ou o Bom ou o Mau).

 

O melhor exemplo que posso dar são as pessoas insanas. No fundo o que lhes aconteceu foi terem perdido ou um ou dois subconscientes e terem ficado com o Feio. Só o Bom ou o Mau não são suficientes para controlar a besta que é o Feio, e portanto uma pessoa começa a comportar-se pouco razoavelmente. Todos os dias, nos transportes públicos vêem-se pessoas desequilibradas. É verdade que alguns comportamentos erráticos por parte de algumas pessoas pode ser atribuido ao lado Mau, mas neste caso estou a falar daqueles comportamentos mesmo selvagens e desenfreados que se vêem por aí. Uma coisa seria ser mal educado, por exemplo, como em princípio o Mau faria. Outra coisa é ficar parado numa estação de metro completamente imóvel a olhar para as pessoas com cara de psicopata.

 

O Feio é aquele lado que, numa pessoa equilibrada, muito raramente sobe à nossa superfície social, pois nós conscientemente o suprimimos. Às vezes poderá quebrar as barreiras e obrigar-nos a fazer alguma acção mais inconsciente, mas a regularidade dessa situação deverá ser mínima. No entanto, existe uma situação em que o Feio se desforra: nos sonhos. Apesar de não ter controlo sobre o corpo ainda consegue assim torturá-lo com imagens dos seus maiores medos e desejos inalcançáveis. 

 

O Feio não tem pontos fortes. Apenas fracos. É a nossa última ligação ao reino animal e aos comportamentos primais e talvez essa seja a única razão pelo qual eu ache que este lado possa ser necessário (doutra maneira não teríamos instinto para agir em situações perigosas). Mas de resto, também acho que provavelmente poderíamos viver sem ele.

 

No fundo, é óbvio que o Feio tem muito que se lhe diga.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:24


Música: The Clansman

por Rei Bacalhau, em 10.11.13

Não, não estou a falar de nenhum livro do KKK.

 

Nos anos 90 o filme Braveheart, do Mel Gibson, foi tão mítico que conseguiu a proeza de inspirar os Iron Maiden a compor uma música sobre o tema. Essa música tem tudo o que faz os IM tão adorados por mim: a voz poderosa do Bruce, as secções de harmónicas dos guitarristas, Steve Harris a ser fenomenal como sempre, 8 ou 9 minutos de música um ritmo aluncinante e por último, Nicko McBrain.

 

Nicko é um dos melhores bateristas ainda no activo e como o resto dos IM, só melhorou com a idade. Para além de ser o elemento mais simpático da banda, é também um dos membros mais importantes pelo ritmo que consegue manter ao longo de várias horas num concerto. Não acreditam? Tentem ouvir o que ele faz com UM bombo, em vez dos normais dois bombos que esses fraquinhos do metal dos dias de hoje (e mesmo já na altura) maioritariamente usam.

 

Grande performance ao vivo destes (na altura) quase cinquentões, com "The Clansman"!

 

A música não é para meninos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:04

Há uns dias atrás deu nas notícias que a nossa taxa de natalidade está igual ao que era em 1900. É um dado que a mim me preocupa mais do que as crises económicas, apesar desta baixa natalidade ser muito provavelmente consequência da crise. Enquanto que todas as classes sociais puxam o que resta deste país naufragante para si próprios, esqueceram-se das crianças e como elas, independentemente de serem muito chatas, são vitais para o futuro do país.

 

Se não há crianças, não haverão alunos nas escolas a curto prazo, e a longo prazo a economia ruirá outra vez por falta de pessoas. Ou isso ou somos invadidos por mais imigrantes.

 

Seja como for, estou disposto a combater essa tendência. Pessoalmente não posso fazer nada, mas posso sempre incentivar, com a ajuda de um homem, já falecido, que sozinho conseguiu um "boom" de natalidade mundial nos anos 70. Esse mítico, Barry White. Não preciso dizer mais nada.

 

Agradeçam-me depois, vamos ao trabalho!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:37



calendário

Novembro 2013

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D