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Música: Carry On My Wayward Son

por Rei Bacalhau, em 23.02.14

Kansas: Carry On My Wayward Son

 

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publicado às 12:00


Música: The Call of Ktulu

por Rei Bacalhau, em 16.02.14

Os Metallica tiveram uma importância muito grande na história da música recente. Ainda hoje há muitos que dizem que quem não ouve Metallica não sabe o que é metal. Bom, tudo bem, cada um com a sua. Na verdade a única coisa que os Metallica realmente ajudaram foi em fazer o metal algo muito mais agressivo do que era antigamente. Recentemente mostraram-me uma daquelas listas parvas das 100 melhores bandas de metal de sempre e é óbvio que os Metallica estavam no top 5. Eu nunca ligo muito a essas listas subjectivas feitas por "alguém", mas houve algo que me irritou, que foi o facto de nesse top 100 nem estarem bandas essenciais de metal como eram os Queen ou Uriah Heep. Lá está, como disse, os Metallica e afins abalaram as estruturas do que era metal e transformaram-no numa coisa completamente diferente. Foi a partir desta altura que o metal passou a estar associado ao negro e ao gótico e essas parvoíces todas.

 

O vocalista também não é o meu preferido, apesar de admitir que a sua voz fica bem nalgumas músicas. Passemos então à única coisa que realmente os safa: a instrumentação.

 

Os Metallica gostavam de fazer sempre uma música instrumental nos seus primeiros álbuns (ou mais recentes não sei porque não os ouvi). The Call of Ktulu, do segundo álbum Ride the Lightning, é um exemplo. É uma referência óbvia à estória de nome parecido escrita por H.P. Lovecraft, "The Call of Cthulhu", que retrata o conto de um culto que adora uma entidade cósmica mais velha que o tempo, cujo nome mais parecido que os humanos conseguem dizer é Cthulhu. Este culto quer trazer Cthulhu de volta para o mundo para causar caos e destruição e todas essas coisas do costume.

 

Ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh wgah'nagl fhtagn

 

Esta era a frase usada pelos cultistas para adorarem o seu semi-Deus. Mal sabiam eles que quem ia libertar Cthulhu eram uns marinheiros por acidente, ao terem chegado à ilha onde ele estava preso. Creio que a leitura do conto todo deve ser bastante interessante.

 

Voltando aos Metallica, como a música deles é puramente instrumental podemos ser nós a imaginar o que está a acontecer. Desde já a música tem um constante tom grave, maligno, inicialmente até de suspense. Ora ouçam lá:

 

 

Este primeiro minuto gosto de imaginar como o prelúdio do caos que está prestes a acontecer. Um explorador penetra numa espécie de caverna, por exemplo, ou um edifício de arquitectura estranha, ansioso pelo que o esperará ao tornar a esquina. Eis que se depara com a besta.

 

Caos!

 

O monstro imediatamente acorda e levanta-se, destruindo grande parte do tecto. Grandes rochedos aterram com violência no chão, aumentado os tremores que o próprio demónio gerava. Os gritos ensudecedores chamavam por jactos de fogo de partes desconhecidas. Os relâmpagos contrastavam com a escuridão imensa que se havia colocado. A entidade, uma coisa feia, enorme, de aspecto humanóide, mas colossal, com cara coberta de tentáculos como se fosse um polvo, o corpo disforme coberto de escamas e com asas, como se se tratasse de um dragão. 

 

Rugiu novamente e o tecto desabou completamente. A tempestade que se havia colocado já só permitia ver uma silhueta do leviantã! Eis que ele pára, como que contemplando o mundo à sua frente, pronto para ser submetido à sua vontade. Que destruição e sofrimento iria ocorrer a partir daí! Oh! que ser, que irradia tal maleficência! Que será do futuro quando confrontado com uma criatura que não conhece o conceito de tempo?

 

Cthulhu estava livre. E o universo tremia, assustado.

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publicado às 16:21


Carta de S.Valentim nunca entregue

por Rei Bacalhau, em 14.02.14

"Não me aches estranho por escrever estas palavras. Não posso dizer que seja meu hábito expressar-me assim, antes pelo contrário. Espero não te incomodar com o conteúdo desta carta. A todo o momento em que redijo estas frases parte do meu ser quer impedir-me de o fazer. Grita por mim para voltar à razão, mas há coisas que nem eu consigo controlar, aparentemente. Outrossim, a outra parte do meu ser diz-me para avançar.

 

E portanto redijo, sim, não sabendo porquê, não sabendo durante quanto tempo, não sabendo se alguma vez lerás isto.

 

Não posso dizer que me lembro da primeira vez que te vi fisicamente. Terá, muito provavelmente, sido numa altura banal em que não tinhas a minha atenção. Terás passado por mim numa conversa irrelevante que eu estivesse a ter com alguém. Talvez tenhas entrado na mesma sala onde eu estava a estudar. Talvez te tenha visto de relance na cantina. Talvez tenhas apanhado o mesmo autocarro que eu. Não sei. Não me lembro mesmo. A verdade é que te consigo imaginar em todas essas situações e mais algumas. 

  

Peço desculpa por dizer isto, mas inicialmente eras-me indiferente. Mais uma que por ali andava. Eu fazia a minha vida normal sem grandes interrupções e tudo parecia correr-me bem. Eu estava no primor das minhas capacidades produtivas e sentia-me imparável. Eu conseguia um tal grau de concentração que nem barulho nem fome nem frio nem outras irritações me conseguiam impedir de realizar os meus objectivos. Nem mulheres, confesso-o. Os meus colegas babam-se pervertidamente ao passar um grupo inocente de raparigas, com ambos os grupos com as hormonas a fervilhar. Eu não. Nunca! Fingia, claro, para não parecer mal, mas nunca senti atracção física. Eu era, e sou, mesmo assim, conhecido como um misógino e é provável que quem acreditasse nisso estivesse certo. Sempre o fui e agora sofro irremediavelmente com isso, por não saber controlar certos impulsos.

 

Permite-me fazer um pequeno aparte: eu trato o meu corpo horrivelmente mal. Acredito piamente no poder da mente sobre o corpo e portanto qualquer sensação proveniente de um qualquer orgão era suprimido. Eu conseguia controlar a sensação de frio, conseguia passar muitas horas sem comer ou sem outras necessidades vitais, conseguia privar-me de luxos pelos quais a carne ansiava. Eu era senhor de mim próprio; eu controlava-me! Sabes... eu ria-me sarcasticamente desses que eu na altura chamava de iludidos, que depositavam uma quantidade tão grande de energia física e mental nesse conceito que sempre tanto me enojou: o amor. Que divertido era vê-los despedaçados depois de acabarem uma paixão. Que horrível era vê-los a sacrificar o seu tempo precioso para tentar atrair uma parceira. Que confuso era vê-los a sair porta fora apressados, de telemóvel na mão, como se de alguma maneira tivessem sido fustigados agressivamente por um capataz invisível, quando na verdade era apenas uma chamada simples de trocas de ternuras. Que irónico é ver-me, agora, forçado a engolir os meus risos, castigado pela minha arrogância, obrigado a suportar a vingança do corpo sobre a mente.

 

E começou tudo tão simplesmente.

 

Apareceste casualmente num dia, acompanhada dum conhecido comum, que tratou de formalmente nos apresentar. Quando prosseguiste caminho não foste devorada visualmente pela matilha de lobos da qual eu fazia parte. Nem um comentário sequer. Não te acharam o mínimo interesse. Apenas eu mantive o olhar. Tinhas algo especial que não consegui identificar. Os gostos variam muito e se calhar aí, sem eu conscientemente saber, nesse dia comecei a formar o embrião dos sentimentos pelos quais passo agora. Eu ia vendo-te, de dia para dia. Tens uma graça feminina que me parece rara. Tentas tão desesperadamente mostrar-te quando o que na verdade te distigue é a pureza com que falas e com que fazes tudo. O mais simples gesto, como apanhares a caneta que caiu, é feito levemente e de forma quase divertida. Nesta altura desconcentravas-me temporariamente quando aparecias, mas aí esses lapsos não me causavam transtorno. Eu estranhava claro, que querendo estar absorvido no trabalho me fazias momentaneamente virar a cabeça.

 

Tudo piorou quando partilhámos pela primeira vez uma conversa, casual e banal como todas as outras em termos de conteúdo, mas marcante para mim em termos de contexto. Eis-me ali, num grupo de conversa, frente-a-frente com esta criatura bela e singela, que parecia retirada dum daqueles grandes poemas épicos da Antiguidade descrevendo as Musas. Enfim, como disse, uma conversa perfeitamente normal. Nem me lembro do tema, na verdade, mas com certeza algo a ver com uma disciplina qualquer. Falou-se mal de um professor e espontaneamente disse um comentário inteligentemente pejurativo sobre o mesmo. Fiz a tertúlia rir-se, tu inclusive. Que sensação foi ver-te sorrir, mesmo que apenas por gentileza. Que choque me causou esse instante, quando finalmente me apercebi que o embrião de que falei há pouco tinha crescido sem eu reparar. Havia-se infiltrado em todos os meus sistemas. Apoderou-se das minhas funções corporais, pois eu tremia só de estar na tua presença docemente intimidadora. Tomou posse dos meus sentidos, pois queria apenas falar contigo, olhar para ti, ouvir-te.... tocar-te. Ahh... quis fazê-lo tanto! Um toque simples na tua mão, bastar-me-ia. Sentir-me-ia para sempre ligado a ti.

 

Contudo, a minha guerra interior começava agora. Conseguiste destruir as minhas barreiras sociais, o muro de acesso ao meu ser. Mas eu temia. Com certeza que nunca passarias pelo meu guarda espiritual, que mantém vigilância constante sobre o que eu faço. Esse controlador que tanto me protege como me limita. Ele nunca deixaria um motivo tão fraco como uma mulher estragar os meus objectivos a longo prazo. Aparentemente, não tinha razões para temer. Nunca contei com o que farias a seguir: tu própria contaste uma piada inteligente, com um quantidade de sarcasmo maravilhoso e belo, como eu nunca sonhei possível uma mulher fazer. Que perfeição! Que graça! Como é que tal criatura pode existir, num mundo governado por barbarismo!? Destruíste as defesas do meu guarda, que se riu a bom rir, e conquistaste um lugar mais próximo do meu núcleo: quem eu realmente sou!

 

Nunca ninguém tinha chegado tão longe! E precisamente nesse momento, a conversa acabou e seguiste para outros lados. Terias com certeza mais algo para fazer.

 

O meu sonho desmoronou-se, deixando-me num estado desorientado. Que sentimento horrível me deixaste! Depois de tanto caos que a tua passagem deixou na minha mente não consegui trabalhar durante muito tempo, talvez uma semana inteira! Pensei muito sobre estas novas sensações que sentia. Eu, que nunca tinha tido necessidade de contacto feminino, estremecia agora sempre que via uma silhueta humana que tivesse a mínima parecença com a tua. Que querida e profunda cicatriz me fizeste! Digo mais! Uma autêntica ferida aberta da qual eu sangrava pensamentos que nunca pensei ter guardados. Procurava a tua cara em todos os cantos. Fazia longos passeios na esperança de aleatoriamente te encontrar.

 

Não te preocupes, não tens de ter medo, não tenho intenções más! No entanto, não deixo de perguntar-me se todos estes comportamentos serão normais ou os de alguém pervertido. Não o sei dizer, nem o consigo descobrir. Não saberia como perguntar isso a alguém mais experiente nestes assuntos do que eu. Nem sei se conseguiria uma resposta objectiva e clara do significado disto tudo.

 

Felizmente ou infelizmente, não tenho bem a certeza, há uma barreira que não conseguirias ultrapassar. Nem tu, que já chegaste tão longe. É que há algo que deverias saber, se já te disse tanto. Algo suficientemente forte para saber que nunca partilharei nada mais que conversas casuais contigo. Algo que sempre me impedirá de aproximar de ti...

 

Acho que nunca disse isto a ninguém. Acho que nunca sequer escrevi estas próximas palavras. Este pensamento que me perdura há tanto, que me tormenta diariamente. É-me incrivelmente doloroso, como se estivesse a usar pela primeira vez um músculo que nunca usei. Arrepio-me e torço-me angustiado só de pensar nesta tão simples expressão. Custa-me imenso escrever isto mas... eu... eu acho...

 

Eu amo-te.

 

Está dito. A grande razão pela qual nunca te poderei ter é porque te amo. Peço desculpa por não ser claro. Tenta compreender, eu nesta condição não posso desejar mais nada para além do teu bem. O preço que eu te faria pagar caso, por milagre ou outro tipo de intervenção dos deuses, me aceitasses, seria demasiado alto. Nunca estarias preparada para lidar com alguém como eu. Eu, um tóto antipático sem auto-estima, um porco machista, um eterno inútil, um mero saco de carne e osso malcheiroso, putrefacto por dentro. Eu tratar-te-ia mal. Pior do que alguma vez alguém como tu mereceria. Eu conheço-me. Eu sei-o!

 

Não penses nisto como uma tragédia, peço-te! Eu sou o único culpado, pois apenas eu me causei isto. Trágico seria ver a tua face sem o teu brilho habitual. Trágico seria pensar que deves estar presa por minha causa. Isso roçaria o blasfemo! Deves ser feliz e continuar a tua vida na ignorância de que num momento, algures, houve alguém que te amou loucamente.

 

Continuarei com certeza a ver-te. Ficarei sempre nervoso nessas alturas, com parte do meu ser a querer declarar-se no momento, e com outra parte a ansiar que te vás embora, esperando evitar acções perigosas como a que referi. Espero que nunca te apercebas deste teu admirador secreto, como tão infantilmente me designarei, como se estivéssemos na escola primária.

 

Rio-me agora. Pensei que por ser dia de S.Valentim conseguiria dar significado a este meu problema. Pensei que escrevendo esta carta me fizesse sentir melhor. Talvez apenas precisasse de desabafar! Não me parece que tenha resultado pois o sentimento ainda está lá, colado à profundezas do meu ser. É óbvio que nunca verás esta carta. Fui-me apercebendo à medida que a escrevi que nunca a poderias ver. O risco de quereres saber quem eu sou seria demasiado grande, mesmo que fosse puramente por curiosidade.

 

A minha batalha interna acabou. Vejo-me derrotado por ti, sem o saberes. É provável que venha a endoidecer se o tempo não me curar desta doença amorosa que me pegaste. Eliminarei imediatamente esta carta assim que acabar de assinar. Agradeço-te, na verdade. Com tanto que me deste que pensar e tanto que me ensinaste fizeste-me ver que a minha vida pode ser mais dinâmica. Uma pequena faísca pode causar uma enorme explosão espiritual, como me aconteceu. Agradeço-te por me destruíres completamente!

 

Atenciosamente teu, na tua ignorância,

 

Um admirador."

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Música: Don't Fear the Reaper

por Rei Bacalhau, em 09.02.14

O título pode ser um tanto assustador, mas a mensagem transmitida pela música de hoje explica-o. 

 

Os Blue Öyster Cult tiveram grande parte dos seus sucessos nos anos 70 e 80, sendo bastante importantes pela influência que de certeza tiveram em bandas posteriores. São em quase tudo uma banda "normal" dos anos 70, com excelente instrumentação ao longo da carreira (tanto que de certeza não será hoje a única vez que falarei deles, se eu mantiver esta parvoíce semanal).

 

No entanto, há uma coisa que os distingue do rock normal da altura. Algo que, na altura, os aproximava de bandas como os Pink Floyd ou Uriah Heep: o foco nas letras. Na verdade, esta banda teve vários escritores que contribuiram para o toque especial que quero referir. 

 

A música de hoje é Don't Fear the Reaper, de 1976. Uma música muito simples, mas com um significado profundo, ainda mais com o dia de S.Valentim a aproximar-se. Pela letra eu diria que se deve referir a dois amantes que são separados pela morte de um deles. Trágica como é, a história não acaba aí. Tal como com o Romeu e a Julieta, o amor entre os dois não se desfaz. Na verdade, ultrapassa fronteiras metafísicas e quebra as barreiras de vida e de morte!

 

A frase "Don't fear the Reaper" é sinal disso mesmo, em como a morte não é o final, nem é o início, mas sim a continuação. Os dois amantes podem voar livremente num mar de paixão, sensualidade e companheirismo. O espaço e tempo tornam-se irrelevantes quando tal harmonia espiritual é atingida....

 

 

 

 

Ok, já não aguento mais. Não consigo de todo escrever mais de tanto rir, olhando para o que acabei de escrever. Acho impressionante que haja pessoas que vão neste tipo de tretas sentimentais como se fizessem o mais perfeito sentido do mundo. Aliás, referi o S.Valentim por isso mesmo, pois nas redes sociais irei ser inundado por este tipo de textos e frases clichés que banalizam tanto algo como é esse crime lógico, o amor.

 

Ah, mas faço notar que a música continua a ser excelente. Aqui têm então Don't Fear the Reaper, dos Blue Öyster Cult.

 

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Música: Bourrée

por Rei Bacalhau, em 02.02.14

A melhor altura para se fazerem covers de músicas de outros artistas é quando essas músicas já não têm direitos de autor. Se o autor tiver morrido há uns séculos este processo fica facilitado.

 

É o caso de Johann Sebastian Bach, que já viveu e morreu há algum tempo, e que tem uma peça famosissíma chamada Bourée. A peça foi originalmente criada para o alaúde, mas nos dias de hoje quase todos os guitarristas, amadores ou profissionais, a conhecem. Eu não sou grande conhecedor de música mais clássica e muito menos sei ouvi-la como deve ser, mas esta composição parece-me ser mais popular do que as grandes composições orquestrais da altura. Ora oiçam lá:

 

Deverá ser instantaneamente familiar para qualquer pessoa.

 

No entanto, houve um aspecto que certamente deve ter confundido um certo indivíduo. Ora, o problema é que, como disse, esta música foi composta para o alaúde. Isto pode causar confusão em inglês, pois alaúde diz-se "lute". É bastante provável que Ian Anderson, dos Jethor Tull, tenha compreendido mal e ouvido "flute", porque em 1969 os Jethro Tull fizeram isto:

 

Bourée, dos Jethro Tull:

 

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