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Música: Self Esteem

por Rei Bacalhau, em 25.05.14

Estou-me a sentir estranhamente adolescente hoje. Nada acalma mais as indisposições adolescentes do que punk rock de medíocre qualidade. Felizmente os anos 90 estavam cheios disso, com a segunda grande geração de bandas de punk a infectar a pouca noção mainstream restante de música que havia.

 

Uma dessas bandas eram os Offspring, que ainda me faz sentido ouvir nos dias de hoje por razões nostálgicas. Não tenho razão absolutamente nenhuma para gostar de Offspring, mas como é daquelas bandas que cresci a ouvir, até passa, apesar da qualidade instrumental e a duração das músicas serem horríveis em comparação.

 

A música que ponho aqui deles é uma grandalhona relativa. Com quatro minutos e tal de duração, pode-se assumir que eles já estariam cansados quando acabassem de a tocar. Eu até diria que é das melhorzitas deles porque o vocalista dá sempre a noção de ser um tolo completo, como é descrito nas letras da música, o que até dá um toque de realismo à coisa.

 

"Fuck the power" e essas coisas à punk e tal. Cuidado comigo que sou um rebelde e catano!

 

The Offspring, com Self Esteem:

 

 

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publicado às 16:44


Música: Bat Out of Hell

por Rei Bacalhau, em 18.05.14

Devo dizer que as ligações que os artistas na indústria da música fazem uns com os outros permitem dar a conhecer novos temas sem grande esforço. Vou dar um exemplo:

 

Há uns tempos atrás vi numa série (aquela da força especial no Hawai) uma aparição especial de Max Weinberg num papel secundário. Quem é Max Weinberg, perguntam-se? Inicialmente, há muitos anos atrás, só o conhecia como o baterista da banda do programa do Conan O'Brien, no qual ele entrava às vezes nas inúmeras parvoíces típicas do mesmo. De vez em quando ele tinha de se ausentar para ir tocar com a banda a sério dele, que era a E Street Band, que era a banda de apoio ao Bruce Springsteen. 

 

Conclusão: Max Weinberg é um baterista mítico por ter tocado com o The Boss.

 

Voltando um bocado atrás, a aparição dele na tal série fez-me recentemente ir ver a página de Wikipédia dele. Muitas coisas já sabia, mas houve um nome que me saltou à vista, e as ligações que falei anteriormente começarama formar-se. Reparei que o Max Weinberg tinha trabalho com um artista chamado Meatloaf. Sim, existe um artista com esse nome e daqui a nada poderá ser óbvio porquê. Este nome pareceu-me familiar porque sabia que já o tinha visto algures...

 

Uma banda de paródia chamada Tenacious D, formada por Jack Black e Kyle Gass, fez um dos filmes mais brilhantemente parvos dos anos 90 chamado "Tenacious D: The Pick of Destiny". Logo nas cenas iniciais, uma criança que adora o rock é impedida de o ouvir pelos pais austeros. O pai é nada mais nada menos que esse tal Meatloaf. Também nessa cena inicial aparece um dos grandes míticos deuses do rock, literalmente, pois estou a falar de Ronnie James Dio. Aliás, até vou mostrar essa cena:

 

 

Sim, tem asneiras, e então? Eu bem disse que era uma música de paródia.

 

Estão a ver como daqui eu poderia ir para uma música do Dio, por exemplo. Estas ligações que a Internet ajuda tanto a estabelecer são vitais para se conhecerem novas bandas, especialmente quando pensamos que já conhecemos os anos 70 muito bem.

 

Não podia estar mais errado.

 

O início de carreira de Meatloaf foi marcado pelo seu maior sucesso, o álbum Bat Out of Hell, produzido por Jim Steinman, do qual apresento a música com o mesmo nome. Quando fui à procura de coisas do Meatloaf fiquei agradavelmente supreendido por haver uma música de quase 10 minutos. Mais supreendido fiquei quando a treta da música não me saía da cabeça.

 

Ouçam lá então, Bat Out of Hell, cantado por Meatloaf:

 

 

Mas não acaba aqui, porque a surpresa maior estava para vir. Nos anos 90 é óbvio que o Meatloaf já era mais velho e gordo e tal, mas nunca na vida pensei que também o fosse nos anos 70. O próximo vídeo é o videoclip da música que não tem a parte introdutória grande como a música original. Tem no entanto uma boa demonstração de porque é que o artista se chama Meatloaf, ou em português, rolo de carne. Ele é mesmo massivo para um vocalista de uma banda de rock. Isso não o impede de todo de se mexer muito dramaticamente por todo o lado, apesar de concordar que ele parecia um doido com algumas das caretas que faz.

 

Enfim, eram os anos 70.

 

Mal comparado, quase que posso dizer que ele é o Chris Farley do mundo da Música. Ou será ao contrário...?

 

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Música: The Bangin' Man

por Rei Bacalhau, em 11.05.14

Etimologicamente, o verbo "bang" em inglês já tinha significado duplo pela altura em que a música que apresento hoje foi criada. É portanto perfeitamente razoável assumir que a letra da música foi pensada com uma boa quantidade de insinuações sexuais. Digo isto especialmente porque estou a falar de uma banda como os Slade. Oficialmente a música é suposta ser sobre o estado em que tipicamente os membros da banda se encontravam nos hotéis depois de uma noite de festa, e como eram acordados na manhã seguinte pelos serviços de quartos. No entanto, o tal significado duplo do verbo "bang" dá que pensar.

 

Ah, a romântica vida de um roqueiro!

 

A música é um excelente exemplo que como o Noddy Holder tinha uma das vozes mais míticas do rock. Tenho sempre especial prazer em colocar vídeos dos Slade por causa das roupas absolutamente loucas que eles usavam em palco!

 

Com ou sem insinuações, apresento The Bangin' Man, dos Slade:

 

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Música: Tunnel of Love

por Rei Bacalhau, em 04.05.14

Em termos cronológicos, os Dire Straits são das bandas que gosto e ouço regularmente que mais se aproximam dos dias de hoje. São, para mim, das poucas bandas de rock "puro" que os anos 80 têm. Note-se que esta década foi marcada pelo crescimento do heavy metal como conceito diferente de rock (o que nos anos 70 seria absurdo dizer). Por outro lado, haviam ali uma data de estilos a aparecer na área do rock, com bandas como os U2 ou os The Police, com coisas alternativas a adicionar à história da Música. 

 

Se não fosse pelos Dire Straits, o rock&roll simples poderia ter ficado para trás, esquecido.

 

O que por outro lado não quer dizer que eles não fizessem coisas mais complexas. Imagine-se lá uma música de 8 minutos a ter sucesso suficiente para ser tocada na rádio na íntegra. A única que conheço que tinha conseguido fazê-lo até à altura foi a Stairway to Heaven dos Led Zeppelin. Eis que há uns tempos eu próprio estava a ouvir a minha rádio do costume e começaram os sons iniciais bastante característicos de uma música que conhecia, mas que de maneira nenhuma poderia estar a ser tocada. Era, de facto, para minha surpresa, Tunnel of Love dos Dire Straits. Fiquei em choque quando várias vezes me dei a olhar para o relógio para verificar se realmente iria tocar toda. Todo o tema tem uma instrumentação que pessoalmente adoro, desde a bateria aparentemente constante que de repente nos impressiona com uma cavalgada rítmica de pratos, até ao sublime e longo solo de guitarra final do Mark Knopfler, que parece que poderia durar perpetuamente.

 

Facto estranho é que esta música, por ter 8 minutos, não parece ser a melhor candidata a ter um videoclipe. Ora, se calhar era mesmo para contrariar, mas o que acabou por acontecer é serem criados DOIS videoclipes para a mesma música. No entanto, cada um é mais estranho que o outro, o que na verdade implica que no total são 16 minutos de parvoíce.

 

Vejai por vós próprios. Tunnel of Love, dos Dire Straits:

 

 

Nesta outra versão o áudio está horrível, mas é só para terem noção do videoclip:

 

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Dos anos 70... para agora!

por José da Xã, em 03.05.14

Nos meados do anos 70, a música em Portugal saltitava entre o Punk de Sex Pistols ou The Ramones, o revivalismo com Saturday Night Fever ou Grease ou o glam rock dos Slade. Obviamente que os Pink Floyd, Rolling Stones, Deep Perple e outras grandes bandas residiam num patamar muito acima e eram quase intocáveis.

 

Porém outras músicas ou outras formas de fazer música surgiram no nosso mercado. Para além do celebérrimo Mike Oldfield e o seu lendário Tubular Bells, também os Krafwerk de origem, naquele tempo, na Alemanha Ocidental, surgiram com diversos discos e rapidamente se tornaram um sucesso, especialmente naquela franja de jovens que não se identificavam com outros tipos de música.

 

Gosto de alguma música electrónica, mas concordo com alguns melómanos quando afirmam ser um tanto repetitiva. Todavia o tema que segue abaixo era, no meu tempo de estudante, muito ouvido e foi um enorme sucesso.

 

 

 

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publicado às 22:07



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