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Música: Am I Evil

por Rei Bacalhau, em 31.08.14

Em termos gerais, não gosto de superstições. Sou pouco aberto a discutir assuntos que não tenham pontas objectivas por onde se pegar. Sou um excelente ouvinte de tais palermices, mas a única coisa que obterão de mim é um vago "Não sei muito desse assunto..." ou um mais directo "Não discuto que não consegues provar."

 

Quem observa o Passado e o Presente da humanidade ficará desampontado por saber que sempre e ainda somos assim, o que me permite inferir que o Futuro sugere-se logicamente negro. Pode-se argumentar, as pessoas têm direito a acreditar no que quiserem, é inerentemente humano ser-se subjectivo e parcial. Sim, isso não discuto, as pessoas têm direito até de expressar as suas superstições. Sejam de religião, super magia negra ou futebol, toda a gente tem direito a invocar o "azar", o "Diabo", o "Sócratas" ou o "Pinto da Costa" como a fonte dos seus males.

 

Tudo bem.

 

O meu problema começa quando as superstições afectam inocentes, seja psicologicamente, socialmente, ou, no caso bárbaro que quero apresentar hoje, fisicamente.

 

Sabe-se, por cultura geral, que um dos métodos de diversão dos povos europeus bárbaros era queimar bruxas. Devia ser um excelente espectáculo imagino, entretenimento para a família toda e constructor de carácter! E porquê queimá-las? Porque o Diabo andava na altura a possuir pessoas para realizarem rituais e tal. Era melhor livrarem-se daquilo para sempre, não vá o Diabo tecê-las! Lógica infalível e totalmente determinante.

 

Superstições bucólicas e outras tristezas à parte, vamos à música!

 

Obviamente que o tema de hoje deverá de alguma maneira relacionar-se com o monte de parvoíces que acabei de fazer descarrilar pela internet. Eis uma música inspirada na última execução legal de bruxas nas Ilhas Britânicas, em 1727. Pelo menos, oficialmente, pois não acredito que depois desse período não tenham havido execuções públicas não oficiais, também chamadas de linchamentos. A vítima chamava-se (provavelmente, não é certo) Janet Horne. A sua filha também era suposto ter ardido, mas conseguiu escapar antes de ser entregue ao inferno literal.

 

O agrupamento chama-se Diamond Head, que eu não conhecia, mas que pela época em que apareceram (meados dos inícios dos 80's) fazem, de certa maneira, parte da NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal), contemporâneos portanto dos meus queridos Iron Maiden. A verdade é que a música tem o sentimento exactamente certo para passar ao ouvinte o tom maléfico da peça, começando logo pela excelente introdução, muito grave e quase ritualística. Depois descamba para um metal mais normal, nunca perdendo, no entanto, aquele gostinho a fel diabólico. A letra parece contar a história da perspectiva da filha que viu a mãe morrer e então aparentemente jurou vingança. Isso já não sei confirmar, o Wikipédia não diz nada sobre isso. Deve ter sido liberdade artística. Lá para o meio, um solo mítico à anos 80.

 

Divirtam-se então com Am I Evil, dos Diamond Head:

 

 

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publicado às 17:27


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por Rei Bacalhau, em 24.08.14

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publicado às 00:00


Música: Seven Seas of Rhye

por Rei Bacalhau, em 17.08.14

Acho que já passa algum tempo desde a última vez que falei de Queen num post de música. Hoje vou-vos falar da mítica terra de Rhye.

 

O nome não é familiar? Ou talvez seja!? Bons conhecedores já estarão a pensar na música Seven Seas of Rhye, dos Queen, e têm absoluta razão para o fazer. 

 

A música fala então da terra de Rhye, e na sua fantástica mas incompreensível letra tem-se a noção de um conquistador que deseja Rhye e os seus sete mares, provavelmente simbolizando todo esse mundo. Para atingir isto, esse conquistador enfrenta, sem temor algum, todos os obstáculos que se lhe colocam à frente, aplicando o domínio pela força, se necessário! De notar que Rhye é um mundo imaginário inventado pelo Farrokh... err.. perdão, pelo Freddie e pela sua irmã (nota: não encontrei nada que suporte esta última frase, mas lembro-me de ter lido isto algures).

 

Dando mais ênfase à letra da música, admito que foi-me absolutamente impossível compreendê-la na íntegra sem visitar uma daqueles sítios da internet com a letra da música. Uma das razões é a falta de vocabulário inglês, que não me permitia perceber todas as palavras, deixando-me apenas a imaginar o que é que poderia ser, substituindo-a por um "na na na" ao reproduzi-la vocalmente. Ah! mas assim que consegui decorá-la passei a cantá-la a altos brados no chuveiro (ou mais discretamente se houvesse a possibilidade de estar alguém a ouvir). Compreende, caro leitor, que algumas frequências vocais atingidas pelo Roger Taylor não são possíveis para o mortal comum.

 

A nível de instrumentação, acho que não me surpreendeu nada quando descobri que a música apareceu no segundo álbum da banda, quando estavam a cimentar o seu estilo de rock pesado (eu até gostaria de dizer heavy-metal, mas há alguns puristas que dizem que o heavy metal são coisas muito específicas e qualquer coisa que saia daqueles acordes ou não sei quê já não pode ser considerado heavy metal; enfim, deixo essa discussão para depois). Estranhamente, pelo espírito infudido na música, quase nos dá a sensação de estar num barco pirata a conquistar os mares e a saquear portos indefesos ao som dos ventos e dos trovejares e dos gritos e dos cânticos e dos canhões!

 

Se é verdade que os Queen foram das primeiras bandas que conheci, já que o álbum dos "best of" tocava regularmente em casa à medida que fui crescendo, também é verdade que nunca ouvi as músicas com a atenção devida. Esta, em específico, estava esquecida para o final do álbum, o que é uma pena pela importância que tem em demonstrar o que é que os Queen faziam antes de se virarem para as massas e para o pop-rock. O álbum Queen II é importantíssimo nesse aspecto, e Seven Seas of Rhye é apenas a primeira música de várias que colocarei aqui, caso haja pachorra, ao longo do tempo.

 

Seven Seas of Rhye, dos Queen, para ouvir, e ouvir de novo:

 

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A morte de Robin Williams

por Rei Bacalhau, em 12.08.14

Arrepiei-me quando vi a notícia da morte do Robin Williams. Ainda há uns dois dias tinha estado a falar dos filmes dele com um colega meu. Foi um maldito dum balde de água fria!

 

Alegadamente suicidou-se, o que me mete pena, porque não gosto do conceito do suicídio, e nunca imaginaria o Robin a fazê-lo. Enfim...

 

A internet explodiu com a notícia, compreensivelmente. Este será apenas mais um dos milhões de mensagens, textos, posts e afins que invadirão a comunicação social nestes dias. Espero ansiosamente os especiais de tributo nos canais de filmes, para talvez finalmente ver alguns filmes dele que nunca vi.

 

Há uma cena de um filme que para mim traduz o que é o Robin Williams. O filme é Mrs. Doubtfire, na simples, mas clara, cena dos dinossauros:

 

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publicado às 14:24


Música: The Amazing New Electronic Pop Sound

por Rei Bacalhau, em 10.08.14

A Internet é uma entidade muito bonita, ao mesmo tempo que é perigosa. Tomem como exemplo todas as coisas aleatórias que se conseguem ver  mesmo sem querer. Os vídeos seguintes não são para os fracos de estômago nem para para os comicamente falecidos. É um humor diferente, decerto, mas não deixa de ser humor.

 

Quando me mostraram este vídeo pela primeira vez não pude deixar de ficar impressionado com a qualidade técnica do mesmo e com a completa ignorância da anatomia humanóide. A músiquinha também não ficou nada mal!

 

 

Assustados? Esperem que há mais. Se ir a uma loja dá nisto imaginem o que é que acontece quando notam que estão atrasados para uma reunião:

 

 

Ok, já chega de brincadeira, vamos ao que interessa. Caso tenham ouvido, terão notado que uma das componentes que dá maior graça aos vídeos é a música que acompanha o misterioso e desfigurado homem gelatinoso. São agradáveis de se ouvir e adicionam ao contexto exactamente o que ele precisa: ainda mais parvoíce! Qual não é a minha surpresa quando descubro que as músicas são de 1968! Intrigado, fui imediatamente descobrir mais.
Aparentemente existe um álbum inteiro deste tipo de música electrónica estranha e doida, composto por um tipo chamado Jean-Jacques Perrey, que, segundo dizem, foi um dos pioneiros na utilização de sintetizadores para fazer esta música que denominarei de parva (mas muito muito bem composta).

Ouçam lá então às versões originais das músicas dos vídeos acima:

 

The Little Ships:

 

 

 

The Mexican Cactus:

 

 

 

Anseio impacientemente pelo próximo vídeo deste género. Se tal não acontecer ver-me-ei forçado a fazê-lo eu mesmo. Entretanto, se calhar posso passar o tempo a ouvir o álbum inteiro!

The Amazing New Electronic Pop Sound, de Jean-Jacques Perrey! Até vou pôr um sorriso contente! :-D

 

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publicado às 13:51


Música: Do You Feel Like We Do

por Rei Bacalhau, em 03.08.14

O que é que se pode dizer sobre Frampton Comes Alive? Um álbum que fundamentalmente marcou a música. É a história de como um artista relativamente desconhecido, em termos gerais, se tornou uma das pessoas mais famosas do mundo musical do rock. A cultura pop tem várias referências ao álbum, sendo que se diz que "toda a gente tem este álbum!". Existem inúmeras listas dos melhores albuns ao vivo, e quase todas têm lá este álbum (estranhamente na minha pesquisa só vi o meu adorado Made in Japan uma vez, mas isso é outra história).

 

Uma das músicas mais icónicas para mim do álbum tem de ser Do You Feel Like We Do. Mostra o estilo muito próprio do Peter Frampton, com os seus efeitos e pedais da guitarra e voice box e tal (admito, não percebo muito desse equipamento estranho com que ele faz os fantásticos sons da parte instrumental).

 

No entanto, não é o único instrumentalista com relevância na música, como o próprio Peter Frampton diz:

 

Bob Mayo, on the keyboards, Bob Mayo!

 

Isto depois de um excelente solo de teclas, preparando a multidão para as maluquices do Peter. Já agora, Bob Maionese. Nome mítico.

 

Vejam lá se percebem o que é que num raio é que o Peter Frampton "diz" com os seus efeitos. Nos sites de letras musicais existem discrepâncias enormes nas interpretações que as pessoas dão, ao ponto deles discutirem o verdadeiro conteúdo lírico da música.

 

Bom, ja terão com certeza dificuldades em ouvirem 14 minutos de música, por isso não maço mais. 

 

Peter Frampton, com o épico Do You Feel Like We Do:

 

 

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publicado às 22:56


O Paradoxo

por Rei Bacalhau, em 01.08.14

 

Debruço-me na janela, esperando que a pedra fria do parapeito e a brisa leve da noite de Verão me arrefeçam. Não está particularmente calor, e portanto concluo que os meus calores têm outra origem. Eu diria que são provenientes da incandescência que ruge pelo meu ser, como se todos os meus poros bafejassem vapor. Limpo a testa e tento distrair-me olhando para o horizonte pintado de lampejos.

O ambiente urbano é um espectáculo digno de poetas e outros líricos a estas horas da madrugada. As luzes, eléctricas e maquinais na sua natureza, tremeluzem e dançam como se vivas. O oceano de prédios, por contraste, mantém-se firme e resoluto ao lutar contra as forças gravíticas que o tentam derrubar. É um oceano, sim, perceptualmente infinito, confuso, feio, mas também um claro sinal da teimosia e determinação humana. A esta hora, no entanto, é um oceano morto, salvo alguns clarões repentinos e breves de quando alguém, algures, acende uma luz por uns instantes, para logo a seguir voltar para o conforto da cama.

O que eu não daria por uma noite de descanso. Uma noite em que as minhas preocupações fossem as de um mortal comum. Quem me dera preocupar com o projecto que tem de ser entregue com máxima urgência no final da semana. Quem me dera preocupar com as compras que tenho de fazer. Quem me dera preocupar com o jogo de futebol no fim-de-semana. Quem me dera preocupar com os conflitos bélicos no mundo. Com a fome, com as injustiças, com tudo o que a televisão barafusta para as nossas mentes.

É-me tudo irrelevante.

Olho então para o oceano, e tento visualizar mentalmente os seus seres adormecidos e escondidos. Questiono-me como é que tanta gente consegue viver as suas vidas em família? Como o conseguiram? Qual o segredo?

O meu pensamento é interrompido pelo rolar pesado de um comboio, que se ouve mesmo estando tão longe da linha ferroviária. Quando passou, o barulho desvaneceu-se de volta para o ruído suave constante típico de uma cidade. Não se ouve nada em particular, mas também não há silêncio.

O que eu não daria por silêncio. Algo que pusesse um fim às minhas discussões e reflexões mentais. Algo que me dissesse a solução para a minha aflição, tão banal, e mesmo assim tão perigosa. Algo que me permitisse voltar a ouvir o mundo como sempre o havia ouvido.

Noto movimento na rua. Escondo-me, pensando que é alguma alma infeliz a voltar para casa a estas horas, pois não quero ser visto de tronco nu empoleirado numa janela. Suspiro de alívio quando me apercebo que é apenas um gato. Eis que, de repente, observo um fenómeno invulgar, pelo menos para mim. Surge mais um felino, e quando os vejo entreolharem-se penso que vão iniciar alguma luta feroz, como é hábito. Tal não acontece. Pelo contrário, aproximam-se e trocam carícias ternas, esfregando as cabeças reciprocamente. Foi um momento tão aleatório e inesperado que duvidei da minha sanidade, como já tenho feito tantas vezes nos tempos recentes. O som de um carro a aproximar-se retorna-me à realidade, servindo de prova que nem tudo é fruto da minha imaginação, já que os amantes separaram-se rapida e nervosamente, escondendo-se ou num arbusto ou debaixo de um automóvel estacionado.

O que eu não daria para ser um animal. Eles que vivem uma vida tão mais binária que os humanos. Ou sobrevivem ou não. Não têm nenhum género de meio-termo complexo para a sua existência. Mesmo que o tivessem, provavelmente não teriam consciência disso. São tão mais livres de problemas afectivos como os que acontecem aos humanos. Como os que acontecem comigo.

Perco-me de novo no horizonte, silencioso.

 

 

 

Recordei o dia de hoje. Começou como todos os outros. Fui acordado de um sonho que não queria ter tido pelo despertador cacofónico. Transpirado e cansado, arrastei-me da cama e lavei a cara sofregamente, na esperança dessa acção me acordar para o dia que se iniciava. A intenção não frutou o resultado desejado e então cambaleei pela casa, procurando completar as tarefas rotineiras e banais das manhãs. Felizmente, a natureza dessas tarefas permitiu-me completá-las mecanicamente, sendo que a minha mente estava presa no assunto do costume.

Por contraste, mais tarde, já no contexto profissional em que é necessária concentração máxima para atingir um nível de produtividade aceitável, o meu bloqueio mental generalizado não é bem-vindo. Por outro lado, também não me consigo preocupar em demasia com isso, pela mesma razão.

Mais uma vez mudando de contexto, desta vez para um mais académico, dirigi-me para o meu estabelecimento de ensino. A distância cada vez menor ao meu destino gera sempre algumas reacções incontroláveis. O meu passo torna-se incrementalmente nervoso. A minha respiração torna-se ofegante. A minha garganta seca e forma um nó. Sinto o coração a acelerar por cada metro andado.

Chego à sala de estudo e os meus olhos saltam excitadamente pelas caras dos meus colegas. Fingi estar cansado de andar, mas na verdade estava a suspirar de alívio. Cumprimentei todos alegremente, pois os meus maiores receios não se confirmaram. Tal facto amenizou o meu sofrimento, pelo menos temporariamente.

Sentei-me e acalmei-me. O meu corpo voltava lentamente ao seu estado normal, sem as manifestações físicas que o haviam caracterizado ao longo do dia. Respirei fundo e comecei a trabalhar nos meus estudos. Pela primeira vez em muitos dias, os meus dedos voaram pelo teclado, torturando as teclas ritmicamente. As frases construíam-se rapidamente e o trabalho avançava.

Isto durou pouco tempo. Notei sombras a aproximarem-se da porta, ao mesmo tempo que as vozes começavam a ser perceptíveis. Temi o pior. O meu batimento cardíaco disparou num rasgão de adrenalina que me invadiu o corpo. Entrou um grupo de raparigas, alegres, risonhas e barulhentas.

 

Entre elas estavas tu.

 

Congelei, totalmente atónito. Arrepios perfuraram-me a pele. Suores frios brotaram-me pelas costas abaixo. Os meus músculos tornaram-se flácidos e irresponsivos. Um colega perguntou-me algo que eu não consegui responder, balbuciando desajeitadamente algumas sílabas incompreensíveis, mesmerizado como estava.

 

Sentaste-te ligeiramente à minha frente como que para me provocar despropositadamente. Escusado será dizer que não consegui trabalhar mais, ofuscado por ti. Tenho ideia de terem falado comigo algumas vezes ao longo da tarde, e é provável que eu tenha respondido na altura, mas não me consigo lembrar. Os meus olhos eram para te ver na tua beleza subjectivamente perfeita. Os meus ouvidos eram surdos aos sons que não envolvessem uma conversa tua. O meu olfacto almejava capturar a tua essência quando a brisa leve percorria a sala. Desejei tanto aproximar-me e fazer conversa de circunstância, do mais banal possível. Poder apreciar-te de mais perto. Fazer com que notasses em mim como eu te noto.

As horas passaram e a coragem necessária nunca surgiu. O que é que me fazes que torna a vida tão difícil quando estás por perto?

Não me devia ter perguntado isto, pois como por telepatia, começaste a arrumar as coisas para te ires embora. Entrei em pânico. Se por um lado não suporto ter-te na minha proximidade, por outro lado não há nada mais que eu deseje. Deixei-te ir na última oportunidade que tinha para te dizer alguma coisa. Abandonaste a sala como havias entrado, e o mundo tornou-se pálido e abatido. A atmosfera já não era alegre, nem de expectativa, nem de nós no estômago. Era agora de desconsolo, de desespero e de raiva, tudo causado pelas minhas falhas.

 

Encontro-me aqui então, a mirar o horizonte. A reflectir no que poderia ter feito. A conjurar cenários que nunca acontecerão. A imaginar como tudo poderia ter sido, desde o momento em que te vi até agora. A remoer-me pelos erros estúpidos e infantis que cometi. Apesar de tudo, acho que consigo chegar a uma conclusão paradoxal depois de tudo o que passei:

 

Não consigo viver contigo.

 

Mas também não consigo sem ti.

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publicado às 01:09



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