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Música: Fluff

por Rei Bacalhau, em 28.12.14

No caos e cacofonia do ano novo, eu provavelmente estarei a ouvir isto, para começar bem um ano que se sugere... desafiante.

 

Black Sabbath, com Fluff, uma música instrumental. Não se preocupem, não morde.

 

 

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publicado às 00:32


A prenda perfeita

por Rei Bacalhau, em 25.12.14

"Obrigado pelo dia, mas faz-se tarde e se calhar devíamos ir para casa", disse ele.
Ela, sorridente e brilhante, respondeu afirmativamente, e adicionou:
"Para a semana é Natal, sabes? Já pensaste que prenda vais dar-me?" A pergunta foi feita com alguma terna malícia, sendo que ela mordiscou os lábios excitadamente enquanto esperava ansiosa por uma resposta dele.

A pergunta abalou-o, pois não tinha sequer pensado em tal coisa ainda. Permaneceu pensativo durante uns instantes, mas os olhares expectantes dela forçaram-no a fabricar rapidamente uma resposta. Finalmente:

"Mas tu esperas que te dê alguma coisa é?", respondeu então de sorriso aberto e jocoso, evadindo temporariamente a pergunta, colocando-a em ainda maior suspense. "Pronto, vá, posso apenas dizer que vais gostar do que te vou dar, de certeza!"

Ambos coraram, permanecendo imóveis, intercruzando fixamnete os olhares, sorrindo parvamente, babados pelos sentimentos e pela química emocional óbvia que se mostrava quase palpável entre os dois. Despediram-se timidamente, faltando aos dois as palavras belas que a situação aclamava por. Ainda lançaram uns olhares furtivos pelo meio das ruas à medida que se afastavam um do outro.

Ele havia mentido. Não tinha pensado em prenda alguma para lhe dar, mas não quis ser apanhado na situação embaraçosa que a verdade implicava. Seja como for, teria uma semana para pensar na prenda perfeita para ela. Seria com certeza tempo suficiente para descobrir alguma coisa no universo quase infinito de possibilidades.

A semana passou-se muito mais rapidamente do que ele imaginou que seria possível. Deu-se consigo a dois dias do Natal sem ainda ter uma prenda adequada para ela, sendo que ele queria impressioná-la com algo verdadeiramente inesquecível. O assunto não lhe havia saído da mente durante todo aquele período de tempo, mas sempre que tinha uma ideia, alguma voz na sua cabeça dizia-lhe porque é que poderia não resultar. E então hesitava. No seu desespero, aproveitou a folga do dia 23 para ir a um centro comercial rapidamente.

Nada lhe parecia original. Nada lhe parecia belo, Nada lhe parecia divertido. Nada lhe parecia interessante, Nada lhe parecia inesquecível. Nada lhe parecia ser merecedor do título de prenda para ela. Derrotado e assustado, arrastou-se pensativamente para casa, preocupado com o que lhe iria dizer daí a dois dias.

Véspera de Natal. O pensamento nela iluminava-lhe a mente, mas também o relembrava do dia imediatamente posterior, em que tinha combinado com ela um bocado antes do almoço para a tal rápida mas significativa troca de prendas. Ele olhava e procurava nervosamente no computador, por uma ideia, por qualquer coisa, qualquer pensamento, qualquer objecto, mesmo que simples, que fosse digno. No limite de desistir, encosta a cabeça à secretária e fecha os olhos por um momento.

Quando os volta a abrir, visualiza imediatamente um caderno com uma quantidade de rascunhos e folhas brancas, por escrever. Intrigado, começa a congeminar uma ideia. Ele pega no caderno e coloca-o à sua frente, passando-lhe a mão por cima como que para o aquecer e preparar. Dançando habilidosamente uma caneta pelos dedos, contempla por uns bons minutos a folha branca expectante e nervosa.

Subitamente, começa a escrever.

Não compreendeu que sentimento o levou a escrever aquele texto, mas serviria como uma prenda perfeita, ou melhor dizendo, "a" prenda perfeita. Como será que ela reagiria?

Natal. A manhã foi alegre com a família a abrir os presentes: as roupas, os sapatos, os livros, as músicas, as electrónicas variadas, as luxúrias, os doces, e afins... Pouco antes do almoço lá sai ele ao encontro dela. Não moram muito longe um do outro, por isso decide ir a pé. A mente vai-lhe perturbada, mas o envelope guardado religiosamente no bolso dá-lhe algum conforto. O texto lá estava, passado a limpo na sua letra redonda e bonita para a de um homem.

"Lá está ela."

O coração ruge num bater mais acelerado, e ele teme que a voz lhe trema ao proferir o discurso preparado, apesar das inúmeras vezes que foi ensaiado na sua cabeça. Ela aguardava no outro lado da estrada, naquele jeito gentil que ele tanto lhe admirava. Cruzou a estrada. Pegou-lhe corajosamente nas mãos e beijou-as, para enorme embaraço dela, que não conseguiu disfarçar um sorriso de pura felicidade. Tentado reganhar o controlo, ela faz a pergunta temida:

"Então a minha prenda?"

Um estrondo enorme acorda a vizinhança num sobressalto. O condutor de um carro adormeceu por um piscar de olhos e ao acordar deparou-se com alguém na passadeira. Desvia-se para o passeio instintivamente, em vez de travar. Nele, um casal cumprimentava-se, não se apercebendo imediatamente do perigo em que estavam. O rapaz pega rapidamente na rapariga e afasta-a, empurrando-a para fora do perigo, não tendo ele próprio tempo para se escapar. O carro ceifou-o.

A dor não lhe era muito perceptível. Nestes seus últimos momentos a sua preocupação era em procurá-la, querendo garantir o seu bem-estar. Alegra-se quando a vê mexer-se no meio do caos dos destroços criados pela passagem do automóvel, aparentemente ilesa. Esboça um sorriso com dificuldade. "Tanto tempo andei à procura de uma prenda, e afinal acabei por dar-lhe aquela que ela não se conseguirá mesmo esquecer."

"Dei-lhe a minha vida."

Num último esforço, coloca a mão no bolso e desastradamente retira o envelope. Hesita por um instante, e solta-o no ar, misturando-se rapidamene com o lixo na rua.

"Já não és preciso. Afinal não eras a prenda perfeita."

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publicado às 01:29


Música: The Trooper

por Rei Bacalhau, em 21.12.14

Mais uma dos Iron Maiden, como já começa a ser recorrente. Desta vez tenho uma razão muito específica para o fazer.

 

Fez este ano, em Outubro, 160 anos que passaram da batalha de Balaclava, no contexto da Guerra da Crimeia. Essa batalha inspirou um tal Lord Alfred Tennyson, aparentemente famoso na literatura inglesa, a escrever um conjunto de versos que percorreram maio mundo depois da sua publicação, chegando inclusive aos soldados que lutavam ainda na Guerra. Eu não poderia deixar passar 2014 sem "celebrar" o acontecimento.

O poema conta a história de uma carga corajosa e audaz (para não dizer estúpida), feita pelos 600 homens e cavalos da Brigada Ligeira da Cavalaria Inglesa.

Precisamente, o poema chama-se "Charge of the Light Brigade", e os eventos que levaram a ela são os errados, mas para os homens, ordens são ordens. Realisticamente falando, cavalaria ligeira não foi feita para realizar cargas frontais directas contra um inimigo fortificado.

Resumidamente, por uma falha de comunicação, a Brigada foi ordenada a fazer uma carga sobre uma bateria de artilharia inimiga, sendo expostos no entanto a fogo de todos os flancos. Os homens sabiam que a ordem não poderia fazer sentido, pois seria um massacre, mas isso não os impediu de a executar rigidamente, sendo que estamos a falar de um exército profissional.

Não vou transcrever o poema inteiro aqui, mas recomendo lerem se puderem. É relativamente fácil encontrá-lo na Internet. Vou colocar aqui apenas um excerto:

 

"When can their glory fade?
O the wild charge they made!
All the world wondered.
Honour the charge they made,
Honour the Light Brigade,
Noble six hundred."

 

A pergunta fica no ar. Quando é que pode a glória de tal carga desvanecer? 

Aparentemente nunca. Em 1936 fizeram o primeiro (acho eu) filme inspirado na carga. No anos 80, os Iron Maiden fizeram uma música cujo personagem principal é um dos soldados a fazer a carga. The Trooper é das músicas mais conhecidas dos IM, sendo uma constante no concertos. O Bruce tipicamente veste um casaco que os soldados ingleses usariam e agita a bandeira inglesa. Mas a instrumentação! Steve Harris dá o ritmo galopante necessário, pois sentem-se os cascos das centenas de cavalos no seu baixo. As guitarras adicionam o caos e barulho do inferno pelo qual aqueles homens passaram. E o Nicko... bem, nem preciso dizer nada.

Nos concertos dos IM aparecem imagens do tal filme de 1936. Houve uma alma bondosa no Youtube que decidiu juntar os dois num só momento de puro êxtase e adrenalina. Mete-me pena que tenham de ter morrido cavalos para se fazer esta mítica cena, mas na altura não haviam gráficos virtuais new associações de protecção de animais para o impedir.

 

Repito-me, leiam o poema. Para os preguiçosos, aqui está The Trooper, dos Iron Maiden:

 

 

 

Reparem particularmente neste vídeo como no minuto 2:06 existe um momento tão enriquecedor de todo o espírito da carga.

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Música: Strange Kind of Woman

por Rei Bacalhau, em 14.12.14

Já quase tenho uma tradição de partilhar todos os anos uma música do Álbum. A primeira vez foi em 2012, quando ainda escrevia coisas destas no Facebook, antes deste blog existir sequer. Imaginem lá o que é este formato de texto no Facebook. Era do pessoal arrancar os cabelos. Na altura foi a Lazy, provavelmente a mais relevante do álbum, para mim. Em 2013, já aqui no blog, foi a Highway Star, cheia daquele ritmo alucinante.

Faz então agora em Dezembro 42 anos que o Made in Japan, dos Deep Purple, foi lançado (apesar de ter sido gravado em Agosto de 1972). 

Visto que é um álbum ao qual volto recorrentemente, é quase apropriado dizer que é a minha meretriz musical. Como tal, desta vez a música será relacionada com esses assuntos mais... fálicos.

Strange Kind of Woman é o quinto tema do álbum, sendo a precursora directa da Lazy, já mencionada. Diz-se que a música era para se chamar Prostitute, já que a letra é exactamente sobre isso. Originalmente a música teria pouco menos de 4 minutos.

Na versão Made in Japan, tem mais do dobro disso. Perguntam-se então, com certeza, mas que raio é que eles fazem para a música durar tanto mais tempo?

É infame a relação que Ian GIllan, o vocalista, tinha com o Ritchie Blackmore. Basicamente, pode-se dizer coloquialmente, andavam sempre às turras um com o outro, tanto dentro como fora do palco. A questão é que no palco a rivalidade era mascarada em momentos musicais prolongados como o presente em Strange Kind of Woman. A certa parte da música os dois entram num dueto para se tentarem superar um ao outro. O vídeo que vou mostrar é dos anos 80, mas demonstra o que quero dizer:

 

 

Claro, por ser um álbum ao vivo, os solos instrumentais têm obrigatoriamente de ser prolongados e criativos. No entanto, sinta-se a energia que é emanada quando toda a banda volta para o ritmo original da música para acabá-la.

E no fundo, como sempre, Ian Paice, o incansável baterista.

Eis então, Strange Kind of Woman, do meu muito adorado Made in Japan, a Magnum Opus dos Deep Purple.

 

 

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Especial: O Bom, o Mau e o Vilão

por Rei Bacalhau, em 07.12.14

Eram cerca das 23:30. Estava a ouvir uma música para mim inspiradora. Pensei: "se calhar já era altura de fazer o texto sobre isso".

Levantei-me e fiz os preparativos necessários. Ligar o leitor de DVD's provou ser mais difícil que imaginei, com um infinito emaranhado de fios ligados e desligados na parte traseira do móvel onde se situa a televisão. A mim preocupavam-me especialmente os fios e cabos desligados, fundamentais para ligar o leitor à televisão. Depois de um esforço titânico (durante esse tempo de certeza que não tive frio), pulei de alegria quando vi o menu do leitor a aparecer no ecrã! Faltava a segunda parte da façanha: localizar o DVD em questão. Bem procurei, mas torna-se complicado quando numa só casa existem 10 sítios possíveis onde um só DVD possa estar. Depois do que me pareceu uma procura desesperada e infindável, agradeci aos deuses existentes e não existentes a descoberta do filme que tanto de repente me apeteceu ver.

Caso não se tenho percebido pelo título deste texto, falo do filme de nome português "O Bom, o Mau e o Vilão". Eu prefiro a tradução literal do título inglês, ou seja, de "The Good, the Bad and the Ugly" para "O Bom, o Mau e o Feio".

Surpresa!, é neste filme que se foi buscar a inspiração para o nome do blog!

Não conseguia imaginar uma melhor maneira de voltar a escrever no blog do que rever o filme e dar a minha opinião irrelevante e desinformada sobre o mesmo.

 

Começo por dizer: é um ganda filme.

 

A história roda quase toda à volta de um tesouro escondido algures. A certa altura, apenas três pessoas sabem da sua existência, e as peripécias do filme estabelecem os contextos perfeitos para alianças temporárias e frágeis entre as combinações dos três.

Comecemos pelo Bom. Clint Eastwood num dos seus papéis mais famosos, protagonizando Blondie (ou Loirinho, nunca se sabe o nome dele), um anti-herói que só é chamado de Bom porque é o menos mau dos três. Ele não leva uma vida totalmente honesta, mas é mesmo assim aquele com uma melhor consciência do "correcto" e do "digno". Não se importou nada em trair o seu colega no crime, e matar bandidos com aspecto mexicano parece ser um passatempo. No entanto, ele, mesmo não sendo homem de muitas palavras, mesmo assim questiona-se algumas vezes sobre a futilidade da guerra que os rodeia, e, por exemplo, no final do filme coloca a sua gabardina por cima de um soldado moribundo, como se lhe desse algum conforto nos minutos finais. 

O Mau: Lee Van Cleef, no papel de Angel Eyes. O típico mau-da-fita, com um olhar cortante e bigodinho maléfico. Ele, por ganância, não olha a meios para atingir os seus objectivos, e normalmente se tem de matar, é por dinheiro, não necessariamente porque obtém prazer de o fazer. Realisticamente falando... pode-se dizer que é o mais lógico dos três. Ele dá muita pancada a inocentes e a indefesos quando precisa de o fazer, mas assim que obtém o que precisa, segue caminho, não tendo tempo para acções mais sádicas. Em certas alturas ele até consegue simplesmente comprar a informação, sem precisar de violência. Apesar de tal ser incomum.

O Feio. Agora sim fica interessante. Os outros dois fariam qualquer típico filme do género. Há um bom e há um mau, e isso é suficiente em quase todos os filmes. Não neste. Neste há um Feio, na pessoa de Tuco, interpretado por Eli Wallach (faleceu este ano por acaso), que rouba o melhor papel do filme, por muito. Adiciona uma dinâmica totalmente diferente ao filme, pois o Feio não é fácil de se perceber, e muito menos de se interpretar. Falamos de um ser que é regido pelos sentimentos de fúria, vingança, ganância, sadismo, com um total desrespeito por normas de higiene ou bem-estar social. Mete impressão ver um actor agir com tamanha naturalidade ao fazer as coisas horríveis que o Tuco faz para se safar das mil e uma desgraças que lhe ocorrem. Num ponto muito ilustrativo do que quero dizer, Tuco está feito prisioneiro num vagão, acorrentado a um associado do Mau, um homem enorme que relembra o Bud Spencer. Para se safar dessa situação, ele pede para fazer as necessidades líquidas, que na altura implicaria fazê-lo directamente para fora do comboio em andamento. Depois de esperar pela altura certa, Tuco tem a ideia insana de se mandar fora do vagão com o outro, usando-o como almofada. O Bud Spencer (vou-lhe chamar assim) morre logo a seguir, mas Tuco fica preso a ele pelas correntes das algemas. Não conseguindo parti-las, tem uma ideia macabra. Na cena seguinte vê-se o Bud estendido na linha férrea com Tuco logo ao lado. Qualquer observador percebe logo que ele vai estar aquele tempo todo à espera do próximo comboio, para quebrar a corrente, o que acaba por acontecer, e o Bud vai aos trambolhões debaixo do comboio enquanto Tuco celebra a liberdade. Esta é uma de muitas, mas toda a expressão facial dele ao longo do filme denota a fealdade daquela mente conturbada, sendo que o seu vocabulário agreste não ajuda muito.

Toda a acção passa-se quase paralelamente à guerra civil americana, sendo que em certos pontos as duas histórias se cruzam. Nestes momentos pode-se observar o horror que foi essa guerra e as cicatrizes que deixa nos afectados, literalmente ou não.

A primeira impressão é quando se vê um meio homem, que usa as mãos como pés, exactamente por já não ter as pernas. Utiliza dois tacos de madeira na mãos para poder "andar" (não, esperem!, vou dizer "handar", faço combinação do nosso "andar" com o "hand" dos ingleses).

Pouco depois, o Mau visita um forte semi destruído, ocupado ainda por meia dúzia de soldados confederados. Este forte está cheio de detalhes. A madeira escura recentemente ardida, um cão magríssimo a farejar por comida, uma espécie de enfermaria com soldados decepados atulhados uns em cima dos outros e um comandante sarcástico que equipara o local a um hotel de férias, para risada dos soldados não desmembrados.

A certa altura os nossos protagonistas estão num campo de prisioneiros da união. Uma banda composta de prisioneiros põe-se a tocar uma doce doce melodia enquanto Tuco é selvaticamente torturado, tudo para abafar o som dos seus gritos. A expressão nos prisioneiros, que sabem porque é que estão a tocar, é de partir o coração. Aliás, essa merece ser mostrada. Preparem os lenços para se assoarem.:

 

 

 

Noutra cena rápida, mas que conta como um excelente pormenor, um condenado é obrigado a levar o caixão onde vai ser enterrado. É fuzilado e colocado eficientemente no caixão. A guerra havia-se tornado uma rotina para aqueles homens...

Mais lá para o final, o Bom e o Feio, aliados na altura, encontram-se num campo de batalha, cujo objectivo principal é uma ponte. O Capitão da União é um bêbado, claramente louco pelo álcool ou pela guerra, cujo dilema reside no facto de ter de proteger a maldita ponte, enquanto na verdade nada mais lhe apeteceria senão que a ponte não existisse, completando o argumento dizendo que salvaria tantas vidas se a ponte desaparecesse.

No seio da batalha, ele é mortalmente ferido, e os nossos "heróis" assumem a missão nobre de rebentar a ponte como favor final ao capitão. E é uma explosão excelente. O Capitão morre com um sorriso na boca. E um restinho de álcool.

É de loucos tentar explicar todas as alianças que são feitas entre os três de forma a chegar ao tesouro, mas sabia-se que no final apenas um poderia ficar com ele. Eis que o filme chega ao clímax, em que Tuco descobre o cemitério onde o tesouro está enterrado. Vou mostrar o vídeo fenomenal em que isto acontece, mas não tem o mesmo efeito se for visto individualmente, para se realmente sentir a loucura e o êxtase na mente de Tuco seria necessário ver o filme todo. Notem no cenário, a paciência que devem ter tido em montar todo um cemitério daquelas proporções para a realização de umas das minhas cenas favoritas do Cinema.

Sem mais demoras, arrepiem-se com "Ecstasy of Gold":

 

 

 

É de ir às lágrimas.

Vejam o filme, se puderem. São três horas bem gastas.

 

Uma última versão do êxtase, desta vez por uma orquestra:

 

 

 

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publicado às 21:59


Temporada 2

por Rei Bacalhau, em 07.12.14

Suponho que está na altura de voltar a escrever aqui. 

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publicado às 21:56



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