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Música: Year of the Cat

por Rei Bacalhau, em 28.06.15

Não, não vai ser nada sobre Astrologia nem signos zodíacos, não se preocupem. Sim, Year of the Cat pode ser um dos anos do calendário zodíaco Vietnamita, mas, sendo eu o autor deste texto, acho que tenho o direito de me afastar de conceitos tão pouco fundamentados, e no geral, parvos.

Felizmente Year of the Cat é uma expressão que foi mais popularizada quando um escocês chamado Al Stewart decidiu compor uma música com esse nome. Só passei a conhecê-la recentemente na abençoada estação de rádio Nostalgia (pela sua qualidade nem precisariam de me pagar para fazer publicidade sinceramente; não estou a dizer que o façam obviamente; a não ser que queiram! um gajo está aberto a propostas!).

Estava-se em 1976 quando a música foi lançada, o que desde logo me chamaria a atenção, cronologicamente falando. Mas, não sabendo isso na altura (quando a ouvi), tendo a vantagem da total ignorância da existência da música, pude apreciá-la ao máximo, sem entrar nas discriminações maioritariamente injustas que normalmente faço a uma música que SEI que é dos anos 90, por exemplo (ou pior, anos 2000 para a frente). Confesso que celebrei um bocadinho quando confirmei que tal obra só poderia ser da minha década favorita.

Mas então porque é que gostei tanto? Muito simplesmente, fez-me lembrar uma outra música que pode ser descrita como tendo "de tudo". É fundamentalmente uma música completa, pois tem uma instrumentação variadíssima, desde o som inicial e reconhecível do piano, ao reconfortante ritmo do baixo e da bateria que entram de seguida, passando depois por guitarras, violoncelos, instrumentos de sopro, cada um com o seu momento de ribalta, satisfazendo o ouvinte durante seis minutos e meio.

E depois há a letra. Falei na semana passada de como não compreendia poesia, mas como consigo apreciá-la numa música. E para mim a letra desta música não falha nessa classificação. É poesia, certamente. Não a compreendo inteiramente, e o pouco que percebo apenas me torna aparente que um turista nessas terras orientais passa uma noite com uma senhora, que o puxou do nada, e depois perde a viagem de volta por causa disso. Não interessa! As palavras são ditas com a suavidade que os sentimentos e as descrições invocam. Repito o que já disse da outra vez: a música faz-me sentido, mesmo que não a compreenda totalmente.

Vocês é que poderão estar um pouco confusos, enfim.

Al Stewart, com o excelente tema "The Year of the Cat":

 

 

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publicado às 00:24


Música: Perdidamente

por Rei Bacalhau, em 21.06.15

Eu não sei ler poesia. Fui pouco treinado para isso. O pouco que fui foi na escola, com jovens tipo Camões e Fernando Pessoa, e creio que outros tipo Cesário Verde e tal. Tenho vagas lembranças de me falarem de rítmica dos versos, número de sílabas, tipos de rimas, conceitos técnicos xpto e afins. Depois é tudo ou metáfora ou personificação ou antítese ou pleonasmo ou comparação ou outras centenas de figuras de estilo.

Como ideia geral, a escola fez mais ou menos o trabalho de me ensinar o que seria a poesia, com tudo explicadinho, quase letra a letra.

Mas depois ponho-me a ler um poema sozinho, sem suporte algum, e não o entendo. Leio e releio e não lhe consigo dar a relevância que daria a um texto em prosa, em que as figuras de estilo até podem ser as mesmas, mas a grande diferença reside na estrutura do texto. A mim sempre me ficou a ideia de que por o poema ter uma certa estrutura que teria então assim um significado completamente diferente. 

Repito então, não sei ler poesia.

Mas certamente aprecio ouvi-la. 

Vejam portanto que tantas tantas músicas que por aqui tenho posto têm uma letra associada. Grande parte delas, tirando a música e a cantiga, ficando só palavras, são por si só poemas. Estranhamente, ouvi-los cantados já me fazem sentido, já consigo acompanhar a história mais ou menos, já consigo talvez sentir o que o autor quis dizer.

Paradoxalmente, mesmo sem perceber a letra, consegue mesmo assim fazer-me sentido.

 

Tomemos como exemplo um poema de Florbela Espanca (nome mítico, já agora), cantado pelos Trovante. Faço notar também que é a estreia de uma banda portuguesa aqui no blog.

 

 

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publicado às 22:36
editado por José da Xã a 22/6/15 às 08:13


200 anos

por Rei Bacalhau, em 18.06.15

 

 

Há uns 200 anos atrás decorreu a infame batalha de Waterloo. 

Não assumam pela música acima que eu penso que Waterloo é algures na Rússia. Eu apenas queria dar uma musicazinha simbólica de ambiente, mas não encontrei nenhuma que me satisfizesse tanto como esta do Tchaikoskkyoskotvsky, ou lá como se escreve. Verdade seja dita, quase se poderia argumentar que a invasão falhada da Rússia por parte do Grande Exército foi o princípio do fim do imperialismo napoleónico. Esse tipo de discussões deixo para quem realmente percebe do assunto.

Os leigos como eu apenas olham para trás e vêem a importância que a mítica batalha teve para o século vindouro. A queda de Napoleão era inevitável, independentemente do resultado da batalha. Era apenas uma questão de tempo. Ele tinha a Europa toda bastante zangada com ele, compreensivelmente ou não, lá está, não discuto isso.

Felizmente, o final das guerras napoleónicas marcaram um momento de "paz" mais ou menos aceitável na Europa, como quem diz que não houve guerras horríveis durante alguns bons anos (talvez não houvesse pachorra, considerando que as economia europeia estava de pantanas). Assim de repente só me lembro da Guerra da Crimeia, uns valentes anos depois.

 

A batalha de Waterloo foi particularmente sangrenta, pelo menos em proporção. Uma das maiores batalhas das guerras napoleónicas foi em Leipzig, com derrota decisiva de Napoleão, e comparando os números, percebe-se que uma muito maior percentagem de tropas francesas foram mortas em Waterloo. Morrerem dezenas de milhares de jovens num campo de batalha de um dia para o outro não é coisa com que se brinque.

 

A não ser que sejam suecos, é claro.

 

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publicado às 22:53


Música: Child of Vision

por Rei Bacalhau, em 14.06.15

Há dias cansativos. Não apetece escrever nem nada. Os olhos secam-me nas órbitas, quase arranhando-as, implorando uma noite de sono.

Mas há sempre uns últimos momentos para a Música, que confundo hoje com o próprio conceito de sanidade pessoal.

Eis que rejubilo, ao descobrir que os tipos das licenças ainda não retiraram do Youtube um vídeo de Child of Vision, dos Supertramp, como eles têm hábito de fazer, agressivamente, no caso desta banda.

Aproveitem enquanto podem, e recostem-se. Esta é mesmo para relaxar.

 

Child of Vision, dos Supertramp:

 

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publicado às 00:00



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