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Música: Warning

por Rei Bacalhau, em 24.01.16

Hoje relembrei-me porque é que gosto tanto de música dos anos 70 e afins. Encontrei mais um conjunto de músicas agradáveis dum artista que já conhecia, mas cujo primeiro álbum nunca tinha ouvido.

Falo de Black Sabbath, o álbum de estreia dos Black Sabbath, que tem músicas famosas, tais como o tema Black Sabbath. Apesar da falta de originalidade nos nomes, é considerado pelos entendidos sérios um (ou "O") álbum que marcou o início do heavy metal. Estou-me um bocado nas tintas para tais afirmações, já que outras bandas já estavam a começar a fazer coisas parecidas pela mesma altura (os Led Zeppelin vêm-me à mente). Seja como for, para a altura era considerado um álbum de blues-rock, e fico-me por aí, até porque me dá jeito para apresentar a música que quero relevar.

Não sei, tem simplesmente um não sei quê de clássico mítico, aquele cheiro a mofo de ter estado no baú no sotão tanto tempo, que faz os nostálgicos retrógados como eu pensar "Ah, nos tempos antigos é que era!", apesar de nem ser um pensamento quando a música foi gravada. E depois espirro porque tenho alergia a pó, seja ele metafórico ou não.

Warning, dos Black Sabbath, do álbum Black Sabbath.

 

 

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Música: Hocus Pocus

por Rei Bacalhau, em 17.01.16

O dia nasceu. A grande batalha estava prestes a começar.

- General, declaro que está tudo a postos. O seu posto de comando está estabelecido.
- Hurra! Óptimo, Batata. Em frente, marche!
- Informo que o meu nome não é Batata, General.
- Tudo bem, Couve, marche, vá. Estamos todos ansiosos. Marche!
O General começa a andar na direcção oposta à do seu posto.
- Noto que o General está a ir na direcção errada.
- Pois bem, não tenho culpa disso, o meu posto devia estar junto àquele portal interdimensional.
- É um poço de água, General.
- Ah? Bom, desta vez escapas-te, Cenoura, para a próxima sou o primeiro a jogar. Onde é que está o tal posto. Ah! Ali! Marche!
Continuou na direcção errada.
- Faço notar que o General ainda está a ir em direcção ao poço.
- Ah, sim! Vai lá Beterraba, e eu sigo-te.

Chegaram ao posto de comando, não antes de o General insultar um trilho de formigas.
- Traidores! Desertores! A batalha é para ali! Para aí é só o portal interdimensional, que não funciona. MARCHE! - dizia ele.
- Permita-me dizer, meu General, que as formigas não são parte do nosso exército.
- Deviam ser! Tu, ficas aqui a treinar as formigas, quando voltar quero-as em fileiras, prontas para combater.
O coitado do soldado começou a berrar com elas, que remédio.

Do posto via-se o magnífico campo de batalha.
- Alface, onde estão as nossas tropas?
- Relembro que o General mandou-as todas numa expedição à Mongólia. Ainda não voltaram.
- Desertores! Traidores! Gabirus! Que tropas nos restam para a batalha de hoje?
- Informo que não temos tropas algumas. O último soldado que tínhamos ficou a treinar as formigas.
- Ah, bem sabia que foi uma boa decisão! Daqui a nada teremos um formidável exército. Aprenda comigo, Ananás, eu não duro para sempre.
- Questiono qual é o plano de acção, meu General.
- Pois bem, envie tropas para aquela enseada ali. Fará um massacre.
- Relembro que não temos tropas.
- Essa agora, tenho de pensar em tudo, Maçã? Tem que ter um sentido táctico se quiser sobreviver. Quem não tem gato, caça com cão.
- Creio que a expressão é ao contrário, meu General.
- Essa agora? Como? Cão com caça, gato tem não quem?
- Não era isso que eu queria dizer, meu General.
- Ora bolas, Banana, nem faz muito sentido! Voltemos ao principal. Sabemos que aquele bosque tem cangurus, é necessário capturá-los.
- Falho em ver como é que esse era o assunto principal que estávamos a discutir.
- Táctica, Alperce! Táctica! As batalhas decorrem a mil à hora, temos de estar preparados para tudo. Os cangurus são o mais importante agora. Fundamentais se a nossa estratégia inicial é para manter.
- Permita-me responder que a batalha nem sequer começou ainda, meu General. Não temos nenhum relatório de cangurus no bosque. Não delineámos qualquer estratégia pois o meu General preferiu, de forma brilhante, contar os unicórnios que passavam no céu.
- É verdade, Tomate. Quantos é que contei?
- Relembro que nem um.
- Ah bom, foi melhor que da outra vez! Excelente! Vitória! Traga a banda, Cebola!
Deveras, uma banda apareceu, tocando um hino de vitória.
- Reforço a minha afirmação prévia: a batalha ainda não começou, meu General. Consequentemente, Não pode ter havido vitória.
- Ah, brilhante dedução. Teremos de ter isso em conta na próxima batalha, meu caro Girassol. Banda, lembrem-se que não podemos tocar antes da vitória! Parem de tocar! Agora, em frente, marche, contra o inimigo!
- Relato que as tropas ainda não regressaram da Mongólia.
- Traidores! Desertores! Gabirus! Teremos de ser inventivos. Laranja, ordene que se plantem sequóias naquela enseada para prevenir que sejamos flanqueados.
- Pergunto se as sequóias crescerão atempadamente para terem influência na batalha.
- Claro que sim, Margarida, já alguma vez viu uma sequóia crescer?
- Declaro que efectivamente não.
- Então não questione, envie a Brigada de Sapadores Cor-de-Rosa.
- Informo que essa brigada já não existe, meu General.
- Gabirus! Também foram para a Mongólia?
- Negativo. Relembro que ordenou que fossem todos digitalizados e armazenados naquele disco rígido que se estragou a semana passada.
- Então eles agora não podem ser recuperados, ò Alga?
- Nem passaram do processo de digitalização. Aparentemente atirar um sapador contra o monitor com muita força não se mostrou ser um processo muito seguro de digitalização.
- Gabirus! Quem nos resta então?
- Sugiro o soldado das formigas.
- Gosto da ideia! Sim senhor! Banda, vão plantar as sequóias. E quero tudo afinadinho.
A fanfarra dirigiu-se para a enseada, com convicção.
- Uva! As sequóias já cresceram?
- Ainda não foram plantadas, pois a banda acabou de sair daqui.
- Óptimo! Corre tudo como planeado! Agora, o inimigo, onde está? Ainda não deu sinal.
- Informo que o inimigo não está cá.
- Pimentão! Que me diz, essa agora? Marche! Como assim, não está cá?
- Informo que não temos inimigo algum. É tudo uma invenção sua, tanto quanto sei.
- Claro! Pois bem, isso são boas notícias! As formigas estão prontas?
- Observo que estão neste momento a atacar o seu treinador.
- Excelente! Parece-me que temos o dia ganho! Vitória! Banda! Música!

 

 

 

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publicado às 23:59


A Romana

por Rei Bacalhau, em 15.01.16

"Estou a voltar para casa, todo janota. Fui a uma entrevista de emprego que me correu bastante bem. Não diria que está no papo, mas a possibilidade certamente afigura-se-me favorável. Não tenho o hábito de andar bem vestido, e nestas alturas gosto de pavonear-me pelos transportes públicos. Sinto que estou bem vestido, e sinto-me a emanar uma aura de poder e confiança, sendo este um estado de espírito que provavelmente vai-me deixar psicologicamente exausto até à altura em que chegar a casa.
Que se lixe! Sinto que fui feito para estar num blazer e calças de ganga. Dou passos poderosos e decididos pelas ruas de Lisboa, ignorando tudo e todos, orgulhoso, altivo, arrogante. Deixem-me ter estes minutos nesse estado. Sabe bem variar de vez em quando.
Olho com desdém para um grupo de jovens com roupas propositadamente rasgadas e descuidadas, com combinações estranhas de cores berrantes. Ouço com nojo o diálogo pouco eloquente, atropelado e barbaricamente desprovido de qualquer gramática. Não lhes faria mal nenhum ler um livro, começando talvez pela colecção "Uma Aventura".
Ah, sabe bem pensar mal dos outros. Faz bem por um momento pensar que sou pelo menos igual a qualquer outro humano social, senão mesmo superior, ora essa! Sabe bem ser um bocado egoísta!
Chego ao metro, apinhado de gente a esta hora, compro um bilhete. Coloco-me inponentemente à espera do comboio. Até incho um bocadinho o peito, feito besta selvagem na altura do cio. Apesar disto, não o faço para impressionar as fêmeas como um animal. Faço-o por mim. Quero lá saber do resto. Hoje 'tou demais. Até sentimentos de misoginia me vêm à cabeça. Porque é que me haveria de preocupar com fêmeas? Não preciso delas. Só sabem estragar a cabeça de um gajo. Nãã... já chega de fêmeas. Olhar em frente, transformar o meu celibato involuntário em celibato voluntário, consciente, deliberado, propositado, perpétuo. É isso mesmo. Que se lixem as fêmeas. Vá... pronto, não todas, mas as da minha faixa etária, pelo menos.
O metro chega. Entro depois de deixar as pessoas sair, ao contrário da cambada de idiotas que tenta logo penetrar a fila de pessoas a querer sair. Deus, ou Alá, ou Buda lhes livre de estar uns minutos em pé. Idiotas.
Vou absorto nos meus pensamentos. Nem me apetece observar as vidinhas das pessoas à minha volta. Para mim, é como se só estivesse lá eu.
Em breve terei de voltar à vida urbana. Terei de voltar para um mundo ao qual não acho que pertenço. Um mundo de política, de futebol, de notícias, de eventos, sobrecarregado de vida, de ódio, de amor.
O metro pára. Tenho de fazer uma curta caminhada para mudar de linha. Subo a escadaria da estação de S.Sebastião sem esforço.
Nova espera magnífica. Nova chegada de metro. Nova demonstração de falta de civismo. Só ao pontapé, esta gente.
Depois de umas estações o metro esvazia um bocado. Há um espaço ao pé da porta onde me posso encostar em pé. Óptimo. Encosto-me.
Depois de uma ou duas estações, dou uma olhadela à volta, para investigar o panorama.
Raios...
Eis que dou com uma pessoa directamente à minha frente, encostada simetricamente a mim. Apanhei-lhe o olhar de relance, mas certamente. É uma mulher com aspecto sofisticado, com uma certa classe. Não sei há quanto tempo estaria ela ali, se já estaria quando eu entrei ou se ela entrou depois de mim. Não interessa. O relevante é que toda a bazófia inebriante e arrogante que me havia contagiado neste dia desapareceu quase completa e imediatamente.
Ah, estou a dramatizar, claro. Ai ai... Sou mesmo parvo. Não devia ser para mim que ela estava a olhar. Deixa lá ver se ela olha outra vez.
Yup, olhou sim senhor, definitivamente na minha direcção. Realmente estar todo janota faz diferença. Deixa confirmar outra vez. Vou olhar pela reflexo da janela do metro para ela estar à vontade para olhar.
Essa agora, está mesmo a olhar para mim, consigo ver perfeitamente pelo reflexo. Sim senhor.
Foi a minha vez de olhar. É deveras estranho que uma mulher de tal singular beleza se rebaixe a olhar para alguém numa liga tão abaixo dela. Ah, não vejo anel algum nela. Fixe. O blazer deve-me ficar mesmo bem.
Mas uma beleza, deveras. Uma pele muito clara e limpa, adivinhando-se-lhe uma sensação macia de toque. Cabelo ondulado e longo, castanho escuro, bem tratado, talvez ligeiramente encaracolado. Olhos castanhos, perscrutadores e nervosos, que neste aspecto contrastavam com a calma pensativa que a suas feições expressavam. O seu nariz, majestoso, pronunciava-se com relevo na suave planície que era a sua suave face. Quando se colocava de lado, inspeccionando a janela do metro, talvez também à minha procura, este nariz profundamente romano, junto à graça tranquila e séria das suas feições dava-lhe um teor inteligente, humildemente e inconscientemente superior, quase real, como alguém que não sabe que é uma rainha, daquelas benévolas adoradas por todos, mas que age como uma, não sabendo bem porquê. A sua boca pequenina fez-me imaginar que atrás dela, escondidinhos, estariam duas fileiras de dentinhos também pequeninos, brancos e redondos, nem que fosse para completar perfeitamente tal aparição afrodisíaca.
Mais umas trocas de olhares.
Ela sai.
Sigo-a com os meus olhos o máximo de tempo que consigo.
Em dez minutos mudei totalmente de estado de espírito. A primeira cara bonita que me apareceu foi o suficiente para voltar ao mesmo de sempre.
E nunca mais a verei.
É patético ficar melancólico por um episódio assim. Mas sou assim.
Estou tramado."

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publicado às 00:34


Música: Clint Eastwood

por Rei Bacalhau, em 10.01.16

Não se deixem iludir pelo título. É apenas como a música se chama.

 

Voltemos à idade das trevas. À minha idade das trevas. Quando eu, na minha adolescência, pairava perdido pelo panorama de inexistência musical. Já o disse antes, mas repito: só comecei a ouvir música aos 18 anos. Antes disso, não tinha gostos próprios e ouvia basicamente o que a pessoa que estivesse na mesma divisão que eu ouvisse. Na altura, isso implicou que ouvia música popular da altura maioritariamente.

Esta semana eu estava a deambular pelo Youtube e deparei-me com uma sugestão de uma música que já não ouvia há imenso tempo. A música copia o nome do actor e chama-se Clint Eastwood, não sei bem porquê. É da autoria de uma banda peculiar chamada Gorillaz. É peculiar porque é denominada como sendo uma banda virtual, em que os seus membros não existem realmente, sendo que por trás das músicas em si estão vários artistas.

Apesar de eu tentar reprimir as recordações que tenho da minha idade das trevas, há algumas músicas que me ficaram espetadas na memória pela associação a alturas nostálgicas da minha vida. Neste caso, lembro-me perfeitamente de ouvir o álbum desta música repetidamente enquanto ficava a desperdiçar a minha adolescência a editar mapas do Warcraft 3, o que me aguçou o bichinho de desenvolvimento de jogos e acabou por me amaldiçoar profissionalmente.

Ah, bons tempos...

 

Não sei... pode ser nostalgia a falar, mas ainda hoje gosto desta música, apesar de ter imensas características de rap, que é uma área da qual me afasto normalmente. É uma lição de humildade, e se calhar deveria respeitar um bocado mais os artistas desse género musical, porque eu já tentei mentalmente, e NÃO consigo cantar a letra desta música como ela é.

 

Das trevas para a luz, trago Gorillaz, com Clint Eastwood.

 

 

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publicado às 23:37


Música: Morning has Broken

por Rei Bacalhau, em 03.01.16

Estão os três em casa. Dois deles estão a jogar computador. O outro, o Mau, entra em cena, determinado e algo chateado.

- Estou farto. Saiam daí, vamos sair.

O Bom olhou espantado para o Feio, que simplesmente continuou a jogar.

- Olha lá, que queres dizer com isso?

- Estamos há quase dois meses em casa. Já chega. Tenho dito. Vá, levantem-se e saiam.

- Mas... 

- Ouve, não estou para conversas e não me quero azedar mais do que já estou, caralho. Estou farto de estar em casa.

- Mas...

- FODA-SE, mas és surdo!? SAI! FORA!

O Bom saiu escorraçado. O Feio continuou o videojogo, oblívio para o mundo à volta.

- Vamos ter problema é?

Sem efeito.

- Ok, se assim o queres.

E desligou o computador.

O Feio explodiu. A reacção foi instantânea. Vociferou obscenamente ao infractor, portando-se como uma criança. Gritava, berrava, chorava pelo jogo perdido, que não tinha gravado e estava num ponto importante. Questionava infantilmente o acto.

- QUEM PENSAS QUE ÉS!?

Lançou-se a ele, doido de raiva, possúido de fúria, inebriado de adrenalina.

O Mau pregou-lhe uma valente bofetada.

- É tudo culpa tua, sabes!? É por tua causa que estamos quase que presos aqui. O outro idiota vai na tua conversa e por isso tenho-me mantido de fora. Chega, Já chega! JÁ CHEGA!

O Feio já se encostara a um canto, dobrado no chão, como um cão que sabe que fez mal ao dono. Lamuriava-se.

- Podes ficar aí se quiseres. Não serves para nada também. NADA! És uma merda, e só tornas a nossa vida uma merda. Porque é que existes? O que é que estás cá a fazer? Porque é que temos de te aturar? A ti e às tuas merdas. Andas sempre feito conas, a queixar-te de tudo, a lamuriar-te que o destino te fez assim imperfeito e portanto não digno de felicidade. Sabes o que te digo? Tretas! Conices tuas. São só desculpas! Pensas por alguma razão que o mundo te deve alguma coisa? Dinheiro? Um bom emprego? Uma namorada? Nem uma puta aceitaria estar contigo. O mundo não te deve nada, vê lá se percebes isso, seu monte inútil de merda. Queres felicidade? Vai à procura dela. Não a encontras? Temos pena, o mundo não é justo. E por não ser justo é que temos de o atacar com tanta merda quanta ele nos manda, ou mais. Se ficas parado ficas enterrado em merda. Aliás, já estamos todos assim por causa de ti. Porque precisas de pensar e o caralho. Porque precisas que alguém faça as decisões por ti. Olha, eu vou pegar no outro gajo e vou sair e não sei a que horas volto. Por mim podes ficar aí a fazer-te de paneleiro e a chorar. Última oportunidade.

Sem efeito.

O Mau sai com um estrondo na porta.

- Que raio se passa contigo? Que bicho te mordeu?

- Era necessário fazer alguma coisa. A situação está insuportável. Se ele quiser ficar ali, ele que fique, não precisamos dele.

- Mais tarde ou mais cedo precisaremos, essa agora!

- Então que seja mais tarde. Ou preferes ficar aqui com ele também? Está uma manhã potencialmente produtiva pela frente.

- Não... eu vou. Olha, sabes que mais? Fizeste-me lembrar agora o Cat Stevens.

- Porquê?

- Porque ele também chegou a uma altura e disse, "ah, agora quero ser Islamabad e tal" e converteu-se lá p'ó Islão. Agora chama-se Maomé Alá ou Yusuf Slimani ou Jihad Islam... Uma delas...

- Ok...? Faz sentido, mas como é que te lembrei dele, exactamente?

- Falaste em manhãs e tal, e lembrei-me da música.

- Qual música?

- Aquela do "Morning has Broken".

- Não estou a ver, mas parece-me simbólica. Não interessa, vamos por-nos a caminho.

- Vamos fazer o quê mesmo?

- Desenterrar merda.

E partiram.

Ele ficou sozinho. Ao aperceber-se disso, começou a trautear, aos soluços.

 

Morning has broken.... like the first morning...

 

 

 

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publicado às 23:17



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