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Filosofia barata? - II

por José da Xã, em 18.10.13

"O hábito não faz o monge" - Provérbio popular

 

 

As sociedades modernas têm tendência para valorizar a imagem acima de qualquer outra qualidade do ser humano. O que cada um veste, o relógio que usa ou o carro que conduz podem ser indícios de uma determinada forma de estar.

 

A experiência que a vida me tem demonstrado não se rege por esses parâmetros, bem pelo contrário. Com demasiada frequência vemos gente de aspecto apresentável mas que não passam de tristes personagens, enquanto haverá quem se apresente publicamente de forma menos formal e seja deveras rico em postura e filosofia de vida.

 

Todavia... há um mínimo. Mas o que corresponde esse mínimo? É na tentativa de responder a esta pergunta que vamos saltitando de opinião.

Assim, há quem considere que a imagem não conta mas a competencia técnica, não estando em destaque as tatuagens, as rastas ou os percings. Todavia uma gravata bem ajustada numa camisa imaculada ou um corte de cabelo bem curto, em detrimento de competência e qualidade técnica, são pressupostos perfeitos para algumas empresas.

 

É neste dilema que vamos remando, permanentemente. Uma dúvida quase existencial, sem uma verdade absoluta nem uma certeza confirmada.

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publicado às 22:41


1 comentário

De Rei Bacalhau a 20.10.2013 às 16:50

Percebi a indirecta. Já tivemos esta discussão várias vezes.

Na verdade já colocaste no teu texto o meu argumento principal neste assunto: para mim a competência técnica deveria ser posta sempre acima da apresentação estética. Se tem tatuagens, piercings, brincos, escravos índios anões no bolso presos por correntes, nada devia interessar. Cada um é como é. O risco normalmente com pessoas assim mais..... "esquisitas".... é que poderão arranjar-se da sua maneira por motivos de personalidade.

Dantes não pensava assim, mas a experiência ensina que é necessário um trabalhador num contexto de equipa saber trabalhar com outros para maximizar a eficácia e eficiência da empresa/projecto/etc.. Quero dizer portanto que a personalidade é fulcral também para o trabalho no mundo real, e aceito que pudesse ser usado como critério de escolha.

Competência técnica, como já disse, também.

Agora... estética? Não me parece fulcral. Concordo no entanto que existe um mínimo, e até acho que é bastante fácil definir um, com base numa regra simples: tudo o que for verdadeiramente incómodo ou perigo para um humano deve ser considerado abaixo do mínimo e portanto, reprovável.

Implica isto que para ser tomada a sério, uma pessoa não deve, por exemplo: cheirar mal, ter clara falta de cuidados higiénicos, possuir doenças altamente contagiosas, possuir armas, ter imagens de pedofilia estampadas na roupa, ouvir Paulo Gonzo sem fones, etc, etc...

De resto, desde que trabalhe, não vejo mal nenhum em vestir-se da maneira que quer.

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