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Fountain of Sorrow

por Rei Bacalhau, em 07.05.17

Não sei qual é que é o processo químico que faz uma pessoa sentir-se em baixo sem razão aparente num determinado período de tempo. Sei, no entanto, que esses químicos de vez em quando invadem a nossa circulação e tornamo-nos temporariamente... diferentes. Noto isto em muitas pessoas, mesmo naquelas que eu nunca imaginaria isso ser possível (ou se imaginasse ser possível, nunca pensei em vê-las exteriorizar esse tipo de fraquezas).

No fundo, temos todos direitos a momentos de fraqueza e de amargura só porque sim.

Quer dizer, é evidente que não é só porque sim. Há algo cá bem dentro de nós reprimido a querer sair. Há sempre uma razão. Muitas vezes nós é que não queremos admitir e dizemos "ah, não sei porque é que estou assim..."

 

Eu gosto de dirigir esse tipo de pensamentos para a música, pois de certa maneira queremos pensar que há outra pessoa no mundo que já se sentiu como nós (ou então porque a editora pediu um tema assim mais lamechas para aumentar as vendas, não sei).

Uma boa letra triste não pode ser mal acompanhada instrumentalmente. Acho que nisso os músicos de estilos mais ligeiros são os mestres. Eis um exemplo de um tema que tem um ritmo quase alegre mas com muita melancolia melodiosa por trás.

 

Jackson Browne, com Fountain of Sorrow

 

 

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publicado às 01:38


Conundrum

por Rei Bacalhau, em 30.04.17

É certo e sabido que um dos meus instrumentos de rock preferido é a bateria, não por a saber tocar, mas por apreciar ouvi-la. Dito isso, tenho pena de não perceber efectivamente nada de técnica percussionista, pois eu gostaria de saber o porquê de gostar tanto de um certo estilo rítmico e não tanto de outro qualquer. Não consigo identificar precisamente o que me faz gostar tanto de alguma música com um toque de bateria mais invulgar.

Simplesmente gosto.

Ao fazer as minha investigações, especialmente no Youtube, leio comentários de indivíduos que dizem que certa música é extremamente difícil de tocar e que admiram imenso certo baterista por conseguir fazê-lo consistentemente. Eu adoraria saber dar uns toques de bateria só para ter uma melhor noção da complexidade motora que é tocar quatro coisas ao mesmo tempo (com os quatro membros completamente independentes uns dos outros).

Os anos 70 estiveram famosamente bem populados de bateristas icónicos. Hoje gostaria de dar relevo a um que acho que não é tãããão conhecido como os outros, mas que usa técnicas e que produz sons que me agradam, especialmente se estiver em sintonia com o resto da banda.

 

Barriemore Barlow, dos Jethro Tull, com um momento instrumental ao vivo, denominado Conundrum (provavelmente por ter algo a ver com "drum"):

 

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publicado às 23:59


Your Love is King

por Rei Bacalhau, em 23.04.17

O rádio do meu carro tem uma porta USB que lê "pens" . Como estou absolutamente farto de não ter uma estação de rádio minimamente adequada para os meus gostos (a M80 não safa de todo) tenho andado a construir um pequeno repertório de músicas para pôr numa pen velha minha e andar com ela no carro.

Estou a tentar organizar essa coleção de modo a que possa ser representativa do meu estado de espírito enquanto condutor.

Por exemplo, tenho uma pasta chamada "Rock!", com ponto de exclamação e tudo, onde coloco músicas de todos os tipos de rock clássico, perfeitas para se conduzir numa ocasião de boa disposição, especialmente depois de se sair do trabalho e ter de enfrentar as massas de maníacos nas estradas.

Escolhendo uma ao calhas, The Doors, com Break On Through To The Other Side:

 

 

 

Tenho outra pasta com conteúdos mais animados e pop, muito apropriados para um início de dia:

Sei lá, tipo a Give a Little Bit, dos Supertramp (e de certeza que este vídeo daqui a uma semana já vai estar inválido, pois as músicas dos Supertramp são caçadas incansavelmente do Youtube): 

 

 

E quando tenho de ir para uma viagem mais longa? Se calhar queremos alguma coisa que nos mantenha a pica para nos manter acordados ao longo dos quilómetros. Consequentemente, tenho uma pasta intitulada "Drive",

Ainda não experimentei, mas deve ser perigosíssimo andar na autoestrada ao som de I Speed at Night, dos Dio:

 

 

 

 

 

 

 

Realmente... falando de noite...

Existem alturas em que já é noite cerrada. As pessoas já dormem e as estradas estão vazias. Não há razão para se ter pressa. Não há razão para pormos o sangue a circular repleto de adrenalina. Não há razão para nos colocarmos animados e airosos.

A própria noite convida-nos a relaxar, seduzindo-nos a moderar a velocidade e a desligar-nos das nossas preocupações.

É nessas alturas que carregarei no botão para a pasta "Chill".

Relaxa.

E ouve só.

 

Sade, Your Love is King:

 

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publicado às 00:20


Stars

por Rei Bacalhau, em 16.04.17

Em termos musicais, os anos 90 são daqueles dos quais menos percebo, ou, melhor dizendo, cujos artistas famosos me são mais desconhecidos.

Nos anos 2000, por prestar um bocadinho mais de atenção ao que me rodeava, consegui ficar com uma ideia geral dor artistas que andavam na ribalta na altura.

Nos anos 90, nem por isso, especialmente porque tinha mais idade para ver o canal Panda (que se calhar nem existia) do que para outra coisa qualquer.

 

Realmente, como é que num raio é que eu passava o tempo quando era puto?

 

Quando me tornei consciente que o conceito de música é algo que podemos procurar por nós próprios em vez de esperar que a sociedade nos diga o que é que é "bom", iniciei a minha educação nos anos 70.

Desde aí, nunca mergulhei muito nos anos 90 porque fiquei com a noção que a música que eu gosto já não era feita em massa nessa década.

Por um lado compreendo a minha lógica, porque efectivamente os tempos e estilos mudaram e as bandas dos anos 90 foram em direcções contrárias àquilo que eu aprecio mais. Por outro lado, não me compreendo, porque efectivamente eu sei que isso está sempre a acontecer e mesmo no espaço de uns poucos anos os artistas seguem direcção musicais completamente opostas à donde estavam. Os anos 70 foram loucos nesse aspecto, e portanto apenas posso assumir que os anos 90 tenham sido igualmente caóticos, pois um número maior de bandas e de tecnologias disponíveis aumenta exponencialmente o leque de possibilidade para os músicos se provarem mais... "artísticos".

Dito isso, é evidente que sempre conheci os irlandeses Cranberries, com músicas sobre tanques e bombas e tal, mas creio que nunca lhes prestei a devida atenção que merecem, pois efectivamente fiquei com impressão positiva ao analisar (à minha maneira) os temas deles, tanto em termos de letras como em termos instrumentais.

Dito isto, acho que a partir de agora poderei começar a sugerir mais temas desta década (e consequentemente desta banda).

 

The Cranberries, com a simples mas eficaz Stars:

 

 

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publicado às 23:42


Poet and Peasant - Overture

por Rei Bacalhau, em 09.04.17

Composição de Franz von Suppé:

 

 

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publicado às 18:33


Original Prankster

por Rei Bacalhau, em 02.04.17

Se há coisa da qual me poderia orgulhar, se me importasse com isso, seria o facto de ser um tipo honesto. É claro que não é algo do qual me possa efectivamente orgulhar, já que não é uma qualidade prática, porque no meu caso a honestidade também leva à sinceridade, e não há coisa pior no mundo moderno que a sinceridade.

 

No entanto, se me puder considerar honesto, não posso dizer que seja essa exactamente a noção que exponho cá para fora, já que aquilo que somos e aquilo que MOSTRAMOS que somos são coisas não necessariamente mutualmente inclusivas.

Ao longo dos últimos anos comecei a desenvolver técnicas requintadas de aldrabar pessoas, puramente para efeito humorístico. Tive de treinar muito até conseguir manter uma cara séria quando estava a inventar uma peta espontânea. Com muita ajuda da internet, acabei por me tornar uma versão leve do que se chama um "troll", sempre a meter-me com as pessoas e a provocá-las quase à Groucho Marx.

É evidente que o dia das mentiras começou a tornar-se uma celebração bastante apreciada por mim, porque as pessoas à minha volta conhecem-me como uma pessoa profundamente honesta e incapaz de mentir, EXCEPTO para fins humorísticos a curto prazo. Tendo isso em conta, acredito que nunca ninguém saiba quando é que estou a falar a sério ou não. Aproveito-me desta confusão que incuto para criar as histórias mais surreais com uma verosimilhança suficiente para enganar alguém.

 

Eis um exemplo de ontem.

Estava a jantar e apercebi-me que ainda não tinha mentido naquele dia tão especial a um dos familiares à mesa. Teria de inventar alguma coisa, não poderia deixar de ser!

O primeiro passo é arranjar um tema que desperte a atenção da vítima, para aumentar a ingenuidade necessária para uma peta bem sucedida. Ora, neste caso a vítima é uma grande apreciadora de pistácios e decidi atacar por aí, e inventar a história à medida que a ia contando.

- Olha, és tu que gostas de pistácios, né?

- Pois, mas não posso comer muitos e tal.

- Pois, ainda por cima eles são radioactivos ou algo do género, né? (aqui eu faço a pergunta para que a vítima esteja mais investida na conversa, e consequentemente caia ainda mais na teia)

- Ah, isso são uns lá na Turquia ou sei lá.

- Ora pois bem, no outro dia estava a ver aquele programa da Dina Aguiar, aquele das notícias portuguesas e veio lá uma notícia interessante sobre isso. (aqui adiciono factos irrelevantes secundários como mais uma medida de distracção; no entanto, tenho de ter a certeza que a vítima não poderia saber sobre esses factos, e neste caso sei que a vítima nunca vê aquele programa).

- Então, - continuo eu - aparentemente agora há umas plantações xpto de pistácios lá para o Norte que estão a fazer um sucesso do caraças no estrangeiro, e vão ser comercializadas cá em Portugal daqui a uns tempos, em grandes superfícies.

- Ah é? (aqui já sei que a tenho fisgada)

- Ah, mas há uma cena... é que são muito maiores do que os pistácios normais. São para aí do tamanho do meu dedão. Eles mostraram na reportagem e meia dúzia deles cabiam na mão da pessoa.

- Ah, depois tenho de ver isso então.

- Eles disseram o dia em que isso ia passar a ser comercializado... era... - e faço um gesto dramático como se não me lembrasse. - Ah, era no dia 1 de Abril de 2017.

Dito isto, calo-me e fico à espera com um sorriso parvo na cara. Este é o momento para o qual trabalhei. Olhar para a expressão da vítima que olha para mim confusa, por não estar a perceber inicialmente.

- Então, mas isso é hoje...

 

 

Vitória total.

 

 

Seguem-se os insultos do costume, compreensiveís, claro, não julgo as pessoas por fazê-lo.

 

Se eu pudesse, andaria sempre com um altifalante comigo, para cada vez que completo uma façanha destas o colocar a tocar uma música, como se estivesse numa sitcom americana.

Creio que foi exactamente para isso que os Offspring criaram a música tão apelativa chamada Original Prankster, mesmo que a maioria da letra seja intraduzível para mim.

 

The Offspring, com Original Prankster:

 

 

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publicado às 17:37


The Lady in Red

por Rei Bacalhau, em 26.03.17

Ouço música na M80 de vez em quando, (digo de vez em quando porque o resto são anúncios). Dado este contexto, alguns poderão saber que esta estação lançou lá para a altura do Dia dos Namorados um álbum intitulado de "Love", acho eu. Dizem, malevolamente, que é o CD perfeito para namorar.

Até agora tudo bem, parece ser uma estratégia de marketing normal. No entanto, certos puristas semânticos poderão ofender-se ao perceber que a Love of My Life dos Queen é o primeiríssimo tema do CD.

Para melhor compreender, relembro aqui a obra (com letra incluída):

 

 

Ora, esta belíssima peça do reportório dos Queen NÃO é uma música propícia para namoros. É aplicável talvez quando um acaba, mas não me parece que fosse essa a intenção da M80, essa agora.

Se simplesmente dissessem "ah, é um CD com músicas de amor...", ok, tudo bem, aceitaria de bom grado e faria igual escândalo se esta música não lá estivesse. Agora, parem é de usar o slogan "ah, e tal, é perfeito para namorar e o camandro". Muitas pessoas em Portugal poderão ficar com impressões erradas quando o(a) namorado(a) lhes dizer "ah, esta é para ti", e põem a tocar a Every Breath You Take dos Police. Para mim seria suficiente para chamar a polícia (a verdadeira, não a banda, então?, vá vocês perceberam).

 

No entanto, também devo elogiar a selecção de algumas músicas. O Gene Wilder, se ainda fosse vivo, certamente ficaria satisfeito por ver a Lady in Red incluída, essa sim, uma música perfeita para namorar.

Quer dizer, imagino eu, segundo as expectativas que as novelas e os filmes me dão.

Não que eu veja muitas novelas, claro.

 

The Lady in Red, do Chris De Burgh:

 

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publicado às 22:33


With a Little Help From My Friends

por Rei Bacalhau, em 19.03.17

Não sou um tipo sentimental. Não no exterior, pelo menos, o que no contexto deste blog é a mesma coisa que dizer que o meu lado Bom não demonstra qualquer tipo de sentimentos que possam reflectir afecto, tanto dado como recebido. Não é de surpreender que a maior parte das pessoas me considere um tipo simpático, mas distante.

É no meu lado Feio, aquele que mostro menos, que realmente me permito esse tipo de sentimentalismos. Tendo em conta que neste blog estou à vontade para mostrar o meu Bom, o Mau e o Feio, gostaria de dedicar o texto de hoje aos meus amigos, dos quais efectivamente não tenho muitos, e maior parte dos quais nem sabem que tenho um blog.

Uma chamada, uma mensagem, uma conversa ou um favor. Mesmo que sejam extremamente raras e espaçadas no tempo, todas estas situações relembram-me que, mesmo que eu não o queira admitir abertamente, são os amigos, tanto dentro e fora da família, que nos podem fazer a vida um bocadinho mais agradável, dando-nos intervalos de felicidade num mundo em que esta última é na prática inantingível.

Nenhuma música demonstra mais este sentimento que With a Little Help From My Friends, música composta de propósito para Ringo Starr pelos seus amigos.

 

With a Little Help From my Friends, dos Beatles:

 

 

 

Antes de acabar, referência óbvia ao Chuck Berry, que para melhor ou pior, foi de certa maneira o Michael Jackson dos anos 50.

C'est la vie, e tal. A música dele vai percorrer as estrelas para sempre. Literalmente.

You Never Can Tell, de Chuck Berry:

 

 

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publicado às 13:52


Burn

por Rei Bacalhau, em 12.03.17

Hoje combati um incêndio.

Calma, nada de especial, arderam não 50 hectares, mas sim uns 50 m².

No entanto, como nós, feitos camponeses, não tínhamos grande experiência nem equipamento para o lutar, ainda ficámos relativamente assustados que não conseguísssemos impedir o avanço lento mas constante das chamas pelo solo seco.

Armado de toda a coragem e adrenalina que o meu corpo conseguiu produzir (e de um ancinho), pisei, afastei, tossi, tropecei, arrebanhei, tossi outra vez, fugi, voltei, não necessariamente por esta ordem, numa demonstração de bravura cega e inédita contra o elemento perigoso.

Quando os bombeiros chegaram, já tínhamos o fogo controlado.

Não pude deixar de pensar como aqueles profissionais (que só chegaram tarde porque efectivamente eles não sabiam onde nós estávamos; o incêndio foi pequenino a esse ponto) faziam aquilo rotinamente, defendendo as terras dos outros com poucos recursos. Por exemplo, um dos bombeiros tinha um casaco de tamanho demasiadamente pequeno para ele, com as mangas a chegarem comicamente ao meio do antebraço.

Tremo só de pensar que daqui a pouco tempo eles vão estar bem mais ocupados.

 

Foi um dia de emoções quentes, mas ao lutar ferozmente com as chamas só pensava no teclado de Jon Lord para me acalmar.

 

Muito apropriadamente, Burn, dos Deep Purple:

 

 

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publicado às 22:17


Cheap Sunglasses

por Rei Bacalhau, em 05.03.17

Devido a uma mudança recente nos meus hábitos diários, tenho começado a levantar-me cedo para enfrentar as massas de condutores no seu trajecto patético para o trabalho/emprego. Digo patético devido à agressividade com que alguns humanos escolhem conduzir, sejam as altas velocidades numa via rápida, as penetrações injustas numa fila ou mesmo a ridícula utilização dos máximos para delicadamente pedir ao condutor da frente algo como:

"Sai-me da frente, caralho!"

Nesta situação hipotética, o coitado está a rolar na faixa da esquerda, é certo, mas estava a ultrapassar um camião, e ele vai a 90 numa estrada com limite de velocidade de 50, mas o jovem agressivo lá atrás quer ir a 120 porque "tive de ir deixar o cabrão do puto à escola, e agora 'tou atrasado porque não sei organizar a minha vida e ainda por cima estive a discutir com a cabra da minha mulher que provavelmente me anda a meter os cornos e o meu casamento está a desmoronar-se e pior que tudo o Benfica perdeu ontem à noite e por isso este deficiente mental à minha frente é que vai pagá-las e vou descarregar nele todas as minhas frustrações, porque só a bebida já não faz nada e lembrei-me agora que tinha apostado no Benfica, ora bolas, ainda pior, SAI-ME DA FRENTE".

Neste tipo de situações eu sou o gajo que está na faixa da direita a relaxar e a observar cautelosamente, feito antropólogo.

Mas este não é o problema que me afectou, porque a isto já estamos todos habituados.

Tendo em conta que tenho de conduzir em direcção ao Sol tanto de manhã como à tarde, de vez em quando sou violentamente encadeado pelo nosso magnânimo astro, ao ponto de começar a recear não conseguir ver alguma coisa que se passe na estrada. Então, apliquei a solução que todos aplicam: arranjei uns óculos escuros.

Esta medida não parece muito impressionante, mas sendo eu um indivíduo relativamente prático, nunca antes tinha usado óculos de sol pois nunca tinha ido a necessidade disso. Como também nunca me importei com validação social, não posso considerar estranho chegar a este feito numa altura tão atrasada da minha vida adulta.

É evidente que no momento em que coloquei os óculos senti-me pela primeira vez na vida um "gajo fixe", na definição algo vaga do que ser fixe é.

A única outra coisa que me poderia tornar ainda mais "fixe" num contexto de condução é uma música de blues rock, e toda a gente sabe que a combinação  dos dois conceitos tem um nome muito específico:

 

ZZ Top, com Cheap Sunglasses:

 

 

 

 

Menção honrosa a BB King, obviamente. A semelhança nominal entre ZZ Top e BB King não é coincidência.

 

BB King, com Paying the Cost to be the Boss:

 

 

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publicado às 13:43



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