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Looking For The Summer

por Rei Bacalhau, em 11.06.17

Chris Rea, com Looking for the Summer:

 

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publicado às 00:00


Panama

por Rei Bacalhau, em 04.06.17

Desde sempre que a Música e certos eventos históricos importantes estiveram de mãos dadas. Seja como uma forma de patriotismo numa guerra qualquer ou num contexto de intervenção política, a verdade é que não se consegue pensar em certas épocas da história sem aludir a certas melodias ou canções.

 

A Guerra Revolucionária Americana terá sempre associada a Yanky Doodle:

 

 

A Revolução Francesa terá sempre associada La Marseillaise, (cuja letra, descobri hoje, tem demasiadas semelhanças com A Portuguesa; e eu a pensar que o nosso hino era original...):

 

 

O nosso próprio 25 de Abril tem n mil músicas de intervenção associadas, das quais não colocarei aqui nenhuma com medo que me apareça aqui algum comunista, essa agora, haja decência.

 

No entanto, há certos eventos histórico-musicais mais pequenos à volta do mundo que ocorrem que passam um bocadinho mais despercebidos. O caso que apresentarei hoje não é o mais grave, mas não deixa de ser um bom exemplo.

Em 1989, os Estados Unidos andavam aborrecidos e lá arranjaram maneira de andar à porrada com o Panamá. Acho que se desentenderam lá o Presidente. Presidente esse, de nome Manuel Noriega, que morreu há uns dias depois de ter estado basicamente preso desde então. No entanto, na altura, prendê-lo não foi um processo totalmente linear. A operação militar que tinha o objectivo de o capturar chamava-se "Nifty Package" e não teve exactamente sucesso imediato. O Noriega refugiou-se numa espécie de embaixada da igreja católica e os americanos não o podiam forçosamente capturar sem causar escândalos diplomáticos e tal.

E toda a gente sabe que os americanos não gostam de causar escândalos.

O que é que os entendidos em psicologia decidiram fazer? Durante vários dias colocaram música rock aos berros numa tentativa de desmoralizar o Noriega a render-se o mais pacificamente possível. A rendição acabou por acontecer, mas nunca ficou estabelecido que a música tenha sido a razão total.

Todas as bandas que tiveram uma música sua a tocar nessa lista de reprodução diabólica marcaram assim, mesmo que involuntariamente, um pedacinho da nossa históriia mundial (por alguma razão, alegadamente, até os Oingo Boingo tiveram direito a tempo de antena).

 

Mas certamente que os Van Halen nunca pensaram que uma sua música iria ser usada para ajudar a convencer um ditador panamiano refugiado numa instituição católica a render-se. Acredito que foi completamente sem querer que criaram uma música com o nome de um país.

 

Panama, dos Van Halen:

 

 

(P.S.: aparentemente, esta música é sobre um carro; não queria de modo algum implicar que os Van Halen têm um vidente no seu seio)

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publicado às 00:17


Two Out Of Three Ain't Bad

por Rei Bacalhau, em 28.05.17

Agora que já passou algum tempo já posso pensar em incluir o termo Salvador Sobral no meu texto sem arriscar que me apareça aqui uma data de gente a mandar vir com o que eu escrevo, para melhor ou pior.

Para mim ainda é inexplicável que uma música como a dele tenha ganho lá nas Europas nos dias de hoje. Não, não estou a dizer que a música dele não é uma música de festival e tal; esse argumento parece-me um bocadinho gasto, pelo menos se usado de forma absoluta. Certamente que há 50 anos um tema como o Amar Pelos Dois teria sido banalmente aceite como música digna de um festival, devido à cultura de entretenimento diferente que existia na altura (se bem que estou a falar sem saber, porque é evidente que nunca vi um festival da Eurovisão completo, e muito menos o Festival da Canção português).

Antes que me comecem a interpretar mal, gostaria de clarificar que eu não acho que a música seja má ou pouco merecedora de ganhar seja o que for. 

Agora, que considero que a canção não tem nada de muito escandalosamente especial, lá isso não tem. Não para o leigo musical que sou em termos de composição e outras tretas técnicas. Repito, clarificando, que como OUVINTE a música não tem nada de extraordinário. Não em comparação com outras músicas que ouço.

O que é verdadeiramente extraordinário é ter ganho o festival por... razões sociais? Não sei se será a melhor expressão, mas muitas vezes há coisas que se tornam famosas/boas (no nosso mundo os dois conceitos às vezes confudem-se) apenas devido ao seu sucesso social (o que se chama hoje de "viral"; assumo que antigamente tinha outro nome, tipo "moda").

"Ah, mas a música é especial, é muito bonita! A letra, o arranjo, a excentricidade do Salvador."

Efectivamente, aceito esse argumento, mas isso não a torna necessariamente excepcional. Facilmente arranjo uma data de músicas simples que têm a mesma beleza. É claro que no meu caso essa músicas têm mais ou menos 40 anos, mas certamente que algum conhecedor de música mais recente conseguiria dar um exemplo de um tema feito algures nos últimos 20 dias por um artista qualquer desconhecido que tem o mesmo valor e mérito que Amar Pelos Dois. A única diferença é que "nunca" será conhecido senão por aqueles que se dão ao trabalho de pesquisar mais profundamente.

E todos nós sabemos que não é assim que as massas funcionam, eu incluído.

 

"Ah, mas está escrita e cantada em português! Mesmo assim toda a gente gosta! Explica lá isso agora, hmm?"

Cheque-mate. Não tenho resposta, efectivamente. É-me completamente absurdo que um inglês ou finlandês ou raio que o parta consiga gostar de uma música cantada em português. É que aí nem a letra safa. Por exemplo, está estereotipado que o franceses têm músicas de amor lindíssimas, mas tenho tendência a não ouvi-las porque compreenderia muito pouco. Só posso mesmo culpar os media e os vídeo virais como já referi, mas mesmo isso parece-me insuficiente. Não sei.

 

Vamos à música então. É um exemplo de uma música "simples" que facilmente rivaliza com Amar Pelos Dois.

Two Out Of Three Ain't Bad, de Meatloaf, com composição de Jim Steinman (já que de repente, por breves momentos, as pessoas em geral parecem estar mais cientes de que os compositores também são importantes, e não apenas só quando são parte da família):

 

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Gates of Babylon

por Rei Bacalhau, em 21.05.17

Não, não; não se confundam.

Não é a música dos Boney M.

No entanto, recomendo que se coloquem sentados em cima do tapete mais próximo, mesmo que seja daqueles de ioga ou de Arraiolos. Suspeito que poderá levantar vôo ao tocarem a seguinte melodia.

 

Rainbow, com Gates of Babylon:

 

 

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publicado às 00:41


history of the entire world, i guess

por Rei Bacalhau, em 14.05.17

 

É evidente que o vídeo acima é algo conciso, mas não deixa de ser válido. No entanto, a excelente conclusão a que o autor chega não é a razão pela qual eu o mostrei.

A internet é um sítio horrível que tem a pior combinação de mentes insanas com tempo livre a produzir conteúdos só porque sim. Imagino então que alguns produtores, por maluquice ou por desejo explícito, tentem ser um bocadinho diferente dos outros.

Eis que nas minhas explorações atrevidas pelos cantos cinzentos da internet encontro uma referência a bill wurtz, um tipo que decidiu criar vídeos pequeníssimos com musicazinhas e jingles acompanhadas de temas e imagens surreais e às vezes quase epilépticas. O vídeo acima é apenas um pequeno exemplo, apesar de o canal dele no Youtube estar repleto de... bom... nem sei explicar bem... repleto de parvoíce aleatória.

Este homem é tão humoristicamente parvo e aleatório que de repente ele decide criar um vídeo completamente diferente dos seus restantes.

É assim que a internet é abençoada com o vídeo history of japan:

 

 

Este foi o primeiro vídeo dele que eu vi, e fiquei imediatamente agarrado pelo seu modo seco de falar e a colocação as suas piadas bem pensadas, contrastando com os jingles apelativos que fariam qualquer outro não levar o conteúdo do vídeo a sério. No entanto, qualquer um com uma mínima noção de História irá compreender que qualquer desvio relatado do que realmente aconteceu tem um propósito humorístico.

Por exemplo, aquando da invasão mongol:

"So the mongols came over, ready for war, and died in a tornado."

É evidente que isto é uma referência ao que nós chamamos de kamikaze, mas não deixa de ser engraçado pensar que um único tornado deu cabo das invasões mongóis.

 

Quando acabei de ver o vídeo pela primeira vez, foi em êxtase que foi ao canal do jovem procurar mais, pois naquela altura era tudo o que eu mais almejava. Contudo, o canal dele estava muito pouco activo e todos as suas publicações era vídeos pequeníssimos como o que mostrei no início deste texto.

 

Fiquei em choque, pensando que ele teria desistido da sua "carreira" de Youtube (não é bem carreira porque ele não monetiza o seu canal). No entanto, apanhei um ou outro rumor de que ele estava a trabalhar num projecto ainda maior e mais ambicioso. 

A história do mundo!...

 

Esta semana, assim que vi o vídeo dele na página principal do Youtube, preparei-me para ver 20 minutos de pura parvoíce gratificante. Era exactamente o que eu esperava que fosse, talvez até melhor.

 

the history of the entire world, i guess, de bill wurtz:

 

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publicado às 12:25


Fountain of Sorrow

por Rei Bacalhau, em 07.05.17

Não sei qual é que é o processo químico que faz uma pessoa sentir-se em baixo sem razão aparente num determinado período de tempo. Sei, no entanto, que esses químicos de vez em quando invadem a nossa circulação e tornamo-nos temporariamente... diferentes. Noto isto em muitas pessoas, mesmo naquelas que eu nunca imaginaria isso ser possível (ou se imaginasse ser possível, nunca pensei em vê-las exteriorizar esse tipo de fraquezas).

No fundo, temos todos direitos a momentos de fraqueza e de amargura só porque sim.

Quer dizer, é evidente que não é só porque sim. Há algo cá bem dentro de nós reprimido a querer sair. Há sempre uma razão. Muitas vezes nós é que não queremos admitir e dizemos "ah, não sei porque é que estou assim..."

 

Eu gosto de dirigir esse tipo de pensamentos para a música, pois de certa maneira queremos pensar que há outra pessoa no mundo que já se sentiu como nós (ou então porque a editora pediu um tema assim mais lamechas para aumentar as vendas, não sei).

Uma boa letra triste não pode ser mal acompanhada instrumentalmente. Acho que nisso os músicos de estilos mais ligeiros são os mestres. Eis um exemplo de um tema que tem um ritmo quase alegre mas com muita melancolia melodiosa por trás.

 

Jackson Browne, com Fountain of Sorrow

 

 

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publicado às 01:38


Conundrum

por Rei Bacalhau, em 30.04.17

É certo e sabido que um dos meus instrumentos de rock preferido é a bateria, não por a saber tocar, mas por apreciar ouvi-la. Dito isso, tenho pena de não perceber efectivamente nada de técnica percussionista, pois eu gostaria de saber o porquê de gostar tanto de um certo estilo rítmico e não tanto de outro qualquer. Não consigo identificar precisamente o que me faz gostar tanto de alguma música com um toque de bateria mais invulgar.

Simplesmente gosto.

Ao fazer as minha investigações, especialmente no Youtube, leio comentários de indivíduos que dizem que certa música é extremamente difícil de tocar e que admiram imenso certo baterista por conseguir fazê-lo consistentemente. Eu adoraria saber dar uns toques de bateria só para ter uma melhor noção da complexidade motora que é tocar quatro coisas ao mesmo tempo (com os quatro membros completamente independentes uns dos outros).

Os anos 70 estiveram famosamente bem populados de bateristas icónicos. Hoje gostaria de dar relevo a um que acho que não é tãããão conhecido como os outros, mas que usa técnicas e que produz sons que me agradam, especialmente se estiver em sintonia com o resto da banda.

 

Barriemore Barlow, dos Jethro Tull, com um momento instrumental ao vivo, denominado Conundrum (provavelmente por ter algo a ver com "drum"):

 

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publicado às 23:59


Your Love is King

por Rei Bacalhau, em 23.04.17

O rádio do meu carro tem uma porta USB que lê "pens" . Como estou absolutamente farto de não ter uma estação de rádio minimamente adequada para os meus gostos (a M80 não safa de todo) tenho andado a construir um pequeno repertório de músicas para pôr numa pen velha minha e andar com ela no carro.

Estou a tentar organizar essa coleção de modo a que possa ser representativa do meu estado de espírito enquanto condutor.

Por exemplo, tenho uma pasta chamada "Rock!", com ponto de exclamação e tudo, onde coloco músicas de todos os tipos de rock clássico, perfeitas para se conduzir numa ocasião de boa disposição, especialmente depois de se sair do trabalho e ter de enfrentar as massas de maníacos nas estradas.

Escolhendo uma ao calhas, The Doors, com Break On Through To The Other Side:

 

 

 

Tenho outra pasta com conteúdos mais animados e pop, muito apropriados para um início de dia:

Sei lá, tipo a Give a Little Bit, dos Supertramp (e de certeza que este vídeo daqui a uma semana já vai estar inválido, pois as músicas dos Supertramp são caçadas incansavelmente do Youtube): 

 

 

E quando tenho de ir para uma viagem mais longa? Se calhar queremos alguma coisa que nos mantenha a pica para nos manter acordados ao longo dos quilómetros. Consequentemente, tenho uma pasta intitulada "Drive",

Ainda não experimentei, mas deve ser perigosíssimo andar na autoestrada ao som de I Speed at Night, dos Dio:

 

 

 

 

 

 

 

Realmente... falando de noite...

Existem alturas em que já é noite cerrada. As pessoas já dormem e as estradas estão vazias. Não há razão para se ter pressa. Não há razão para pormos o sangue a circular repleto de adrenalina. Não há razão para nos colocarmos animados e airosos.

A própria noite convida-nos a relaxar, seduzindo-nos a moderar a velocidade e a desligar-nos das nossas preocupações.

É nessas alturas que carregarei no botão para a pasta "Chill".

Relaxa.

E ouve só.

 

Sade, Your Love is King:

 

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publicado às 00:20


Stars

por Rei Bacalhau, em 16.04.17

Em termos musicais, os anos 90 são daqueles dos quais menos percebo, ou, melhor dizendo, cujos artistas famosos me são mais desconhecidos.

Nos anos 2000, por prestar um bocadinho mais de atenção ao que me rodeava, consegui ficar com uma ideia geral dor artistas que andavam na ribalta na altura.

Nos anos 90, nem por isso, especialmente porque tinha mais idade para ver o canal Panda (que se calhar nem existia) do que para outra coisa qualquer.

 

Realmente, como é que num raio é que eu passava o tempo quando era puto?

 

Quando me tornei consciente que o conceito de música é algo que podemos procurar por nós próprios em vez de esperar que a sociedade nos diga o que é que é "bom", iniciei a minha educação nos anos 70.

Desde aí, nunca mergulhei muito nos anos 90 porque fiquei com a noção que a música que eu gosto já não era feita em massa nessa década.

Por um lado compreendo a minha lógica, porque efectivamente os tempos e estilos mudaram e as bandas dos anos 90 foram em direcções contrárias àquilo que eu aprecio mais. Por outro lado, não me compreendo, porque efectivamente eu sei que isso está sempre a acontecer e mesmo no espaço de uns poucos anos os artistas seguem direcção musicais completamente opostas à donde estavam. Os anos 70 foram loucos nesse aspecto, e portanto apenas posso assumir que os anos 90 tenham sido igualmente caóticos, pois um número maior de bandas e de tecnologias disponíveis aumenta exponencialmente o leque de possibilidade para os músicos se provarem mais... "artísticos".

Dito isso, é evidente que sempre conheci os irlandeses Cranberries, com músicas sobre tanques e bombas e tal, mas creio que nunca lhes prestei a devida atenção que merecem, pois efectivamente fiquei com impressão positiva ao analisar (à minha maneira) os temas deles, tanto em termos de letras como em termos instrumentais.

Dito isto, acho que a partir de agora poderei começar a sugerir mais temas desta década (e consequentemente desta banda).

 

The Cranberries, com a simples mas eficaz Stars:

 

 

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publicado às 23:42


Poet and Peasant - Overture

por Rei Bacalhau, em 09.04.17

Composição de Franz von Suppé:

 

 

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publicado às 18:33



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