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Especial: Demons and Wizards: All My Life

por Rei Bacalhau, em 05.04.14

 

O Aprendiz depressa adquiriu muitos conhecimentos de magia, em particular em magia destrutiva, que se pensava que iria ser bastante usada. Apesar do pouco tempo que tinha para se treinar, a experiência dos anciãos e a sua capacidade natural de manipulação de feitiços foram críticos para o rápido desenvolvimento das suas capacidades.

 

O Aprendiz partia então para a guerra.

 

O exército imperial acompanhava-o e as palavras do Aprendiz eram motivação suficiente para combater um inimigo tão perigoso como os cultistas eram. As batalhas eram evidentemente horríveis, mas os poderes magníficos do Aprendiz permitiam utrapassar todos os obstáculos. Ele lançava bolas de fogo, erguia paredes de pedra para protecção, limpava as feridas dos soldados com água pura e mágica, chamava tempestades de areia para atordoar os inimigos.

 

Os grupos organizados dos cultistas dissolviam-se e muitos membros individuais ficavam ofuscados pelo poder do Bem emanado pelo Aprendiz. Rapidamente reganhavam a esperança que o culto lhes tinha tirado e o Império deixava-os voltar para casa, a pedido do próprio Aprendiz. Os anciãos do Círculo seguiam a campanha a partir da Capital e regozijavam de alegria ao saberem as várias fantásticas vitórias que o Aprendiz adquiria. Eles sentiam o poder dele a crescer diariamente, mas pensaram que talvez não fosse suficiente para derrotar o Demónio.

 

No entanto, havia um poder que os anciãos desconheciam. Um poder com que o Aprendiz foi abençoado que nem milénios de estudo os permitiriam compreender.

 

Um dia, a campanha ataca um campo de cultistas que ainda resistia e aterrorizava as localidades circundantes. Dos vários prisioneiros capturados haviam sempre aqueles que já estavam demasiado sob a influência do Demónio para poderem voltar para o Bem. O Aprendiz falava, sempre futilmente, com cada um deles na esperança de os despertar. Desta vez, no entanto, fez uma descoberta que não esperava. Aproximou-se de um membro do culto coberto por um capuz. Removeu o capuz e assustou-se. Reconheceu-lhe os olhos, a boca, o nariz, a cara ainda meiga.

 

Era Ela.

 

 

Durante um momento não soube o que fazer. Depois, sem hesitar, abraçou-A longamente, sem no entanto receber uma acção recíproca. Ela parecia distante, olhando sempre numa certa direcção fixa. Não dizia uma palavra, mas por vezes tentava soltar-se das cordas que A amarravam. O Aprendiz usou as suas melhores palavras e magia para A acordar, mas nada resultava. A maldição havia-se apoderado do seu Amor...

 

Ele não o podia permitir. Não poderia ter sacrificado e lutado tanto para chegar a este ponto e agora, tão perto do seu objectivo, falhar. Só lhe restava uma alternativa. Meteu a mão ao bolso do seu robe e retirou de lá um objecto gentilmente apertado na sua mão. Pegou na mão Dela e proclamou para sempre o seu Amor por Ela, pousando na sua palma a Jóia de matrimónio. Ele que na sua vida anterior nunca havia imaginado que poderia querer casar-se, estava agora na situação mais improvável a declarar-se, procurando usar a derradeira arma contra o Mal para A despertar:

 

O Amor.

 

Ela olhou demoradamente para a bela Jóia. Notou-se um brilho nos seus olhos, era claro que Ela lutava para se soltar do controlo do Demónio.

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publicado às 07:00




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