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Especial: Demons and Wizards: Rainbow Demon

por Rei Bacalhau, em 04.04.14

 

Eis a tenebrosa e misteriosa estória do Demónio, como o Círculo a contou:

 

Em terras distantes, quando nem o Império existia, os utilizadores de magia praticavam a sua arte sem limites. Não havia Mal nenhum, pois nunca nenhum dos magos da altura pensou na magia como uma ferramenta de destruição. Aliás, o próprio conceito de Maldade não existia!

 

Reza a lenda que então houve um mago que experimentava combinações perigosas de magia e fez um erro crasso. Quando concebia um feitiço novo, chegou-lhe a infeliz notícia a partir do seu aprendiz que um animal selvagem havia morto a sua amada esposa. Muitos sentimentos passaram pela cabeça do feiticeiro e, sem querer, passou-os para o feitiço que ainda não estava pronto. O feitiço tornou-se instável quando todas as sensações de raiva, culpa, vingança, ódio e afins se tornaram fisicamente presentes.

 

Uma enorme explosão cataclísmica, de impacto global, mudou para sempre as terras e os seus habitantes. As pessoas que sobreviveram ficaram sempre com a marca do Mal dentro delas e seria algo que passariam sempre de geração em geração. O mundo ficou para sempre condenado. Felizmente o Bem não deixou de existir e conseguiu, com o passar do tempo, balancear as vontades das pessoas.

 

Contudo, houve um ser em que isso não aconteceu. No centro da explosão emergiu uma figura negra, que emanava o Mal. Esse ser puramente mágico que seria o responsável principal por todas as acções vis que as pessoas começaram a realizar. Esse ser nojento, horrível, perigoso e assustador. Esse ser a que chamaram...

 

Demónio.

 

Os anciãos sempre o pressentiram ao longo dos séculos e olhavam-no atentamente e para as suas acções. Felizmente ele agia sempre através dos seus subordinados, cultistas normalmente. Nunca havia agido ele próprio contra os povos do mundo. Os anciãos sempre souberam que não o conseguiriam derrotar pelo seu imenso poder, e por isso a sua inactividade relativa deixava-os aliviados. No entanto, mantiveram a magia um segredo de todos ao longo dos tempos, para que não se voltasse a repetir o cataclismo.

 

 

Tudo esteve bem, até recentemente. É verdade que os cultos tinham tido uma maior actividade, mas isso era controlável. As más notícias ocorreram no dia em que do céu choveu uma bola de fogo. No dia em que o Aprendiz chegou. Os anciãos estremeceram quando sentiram o Demónio pela primeira vez a mexer-se. Ele vinha aí, das terras longínquas na orla do Império. Na altura, os anciãos do Círculo não compreenderam o porquê de só agora ele se movimentar, depois de milénios adormecido. Mas eis que chega a notícia do Viajante e os anciãos perceberam finalmente.

 

O Demónio aí vinha. Montado no seu cavalo flamejante, galopando a toda a velocidade. Sombras maléficas acompanhavam-no, alimentadas pelo ritmo alucinante das trevas.

 

Percorria os campos dia e noite, por entre as brumas que ele próprio gerava. De facto, por onde ele passava não existia luz. Tempestades incríveis, densas e negras assolavam as terras infortunas. Ninguém se atrevia a barrar-lhe caminho, pois o seu poder de morte era muito grande. Os que sequer conseguiam olhar para a espécie de rosto que ele tinha só lhe conseguiam ler uma vontade insana, como se possuído por um propósito de vida ou de morte.

 

E de facto era-o.

 

A conclusão a que o Círculo chegou foi muito simples: o Demónio pôs-se em movimento porque estava em risco. Algum poder forte o suficiente o acordou. Um poder forte o suficiente para possivelmente o destruir. Esse poder estava todo contido num homem de Bem, a salvação do mundo, o único lutador possível.

 

O Aprendiz.

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publicado às 06:00




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