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Fall Out

por Rei Bacalhau, em 27.11.16

Se por um lado chateia-me ligeiramente que não possa jogar os videojogos mais recentes em toda a glória da Raça Superior PC, as limitações técnicas do meu computador dão-me uma vantagem. Estando limitado no que consigo jogar, muitas vezes tenho de voltar atrás no tempo e experimentar os jogos aclamados que nunca joguei.

Recentemente, o meu computador tem feito um bom trabalho em correr o jogo "Fallout 3", a terceira iteração principal de uma saga de jogos cujo conteúdo é tão absurdo quanto é verosímil.

Como o nome indica, os jogos desta série lidam com o resultado de uma guerra atómica que provocou o apocalipse em 2077, reduzindo a humanidade a cinzas.

Ou quase.

Em prevenção para uma guerra nuclear, uma empresa norte americana construiu complexos subterrâneos ao quais chama de "Vaults" (ou "Cofres", suponho), nos quais as pessoas poderiam comprar ou de alguma forma arranjar um lugar para viverem felizes sob a horrível chuva radioactiva, ou em inglês, "radioactive fallout".

Tipicamente, o jogador começa como sendo uma das pessoas que vive num destes cofres e por alguma razão relativa ao enredo de cada jogo acaba por sair para ir explorar o mundo devastado e destruído à sua volta.

 

No Fallout 3 a acção passa-se na cidade de Washington, 200 anos depois do lançamento das bombas. Já houve tempo para uma nova sociedade inteira se desenvolver no exterior, sobrevivendo da melhor maneira possível. Por impressionante que pareça, existem ainda humanos a popular a capital dos Estados Unidos, coexistindo hesitantemente com mutantes de toda a espécie e com robôs relíquias que de alguma forma ainda funcionam depois de tanto tempo. Os mutantes são um dos aspectos principais do jogo, já que toda a fauna e flora sofreu com a radiação extrema que envenenou toda a vida naquela zona. Existem mutantes humanos, alguns dos quais ainda se agarram a qualquer resto de humanidade que possam ter, mas também existem insectos e crustáceos mutantes, e nada é mais aterrador que um escorpião três vezes maior que um homem.

A não ser que tenhamos uma enorme minigun para contra-atacar a diferença de tamanho.

 

Ao sairmos do cofre pela primeira vez, o espectáculo pode ser um bocado desencorajador. Nada é bonito. Só se vê destruição. Só se vê entulho. So se vêem tons de cinzento e castanho putrefacto dos edifícios em ruínas. Não se ouve nada para além do vento impuro que assola a terra. As árvores estão há muito mortas e as ervas secas. Ao explorarmos uma cidade próxima, apenas vemos casas abandonadas, ainda completamente mobiladas e às vezes com um esqueleto enegrecido a descansar casualmente no seu sofá à frente de uma televisão.

É a partir deste momento que começamos a decidir se vamos ajudar a salvar a Humanidade ou contribuir para a sua destruição. Todas as nossas acções reflectem a nossa reputação e tanto podemos destruir um campo de esclavagistas como, pelo contrário, ajudá-los a obter escravos (imagino eu, já que sou bonzinho e decido sempre contra os maus da fita).

Um dos melhores aspectos do jogo, para mim, é como os Estados Unidos estavam culturalmente presos nos anos 50 mesmo até 2077 (e obviamente nos 200 anos seguintes) e por isso temos toda as ferramentas para nos vestirmos como o James Dean e andar à porrada de maneira baril (seria essa a palavra que eles usariam?) armado com uma arma laser. Este facto também influencia a música, já que a estação de rádio que conseguimos ouvir durante as nossa aventuras está cheia de temas dos anos 40 e 50.

Muito apropriadamente, por exemplo, esta de uma banda chamada The Ink Spots: I Don't Want To Set The World On Fire.

 

 

Acho que os tipos que fizeram o jogo resumiram sublimemente o caos absurdo e divertido que o jogo seria quando o apresentaram ao mundo em 2008, na E3 da altura (a E3 é tipo um dos maiores eventos de videojogos anuais). Foi este vídeo seguinte:

 

 

 

Sabem quem é que se calhar não se importariam de viver nesta época? Os Police. Porquê? Porque eles têm uma música cujo título é Fall Out. Não tem o mesmo significado, obviamente, mas a letra da música tem assim umas implicações anárquicas ou punks ou seja o que for que afirmam que não precisam de líderes e tal. Bom, no mundo de Fallout é cada um por si só, por isso eles estariam bem confortáveis.

 

Fall Out, dos The Police:

 

 

Já agora, não querendo ser muito maçador, se no vídeo acima carregarem na roda dentada e meterem a velocidade a 1.25x vão ouvir como os Police tocavam ao vivo, como comprovado a seguir:

 

 

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publicado às 12:03


7 comentários

De golimix a 29.11.2016 às 08:47

Só pela música valeria a pena jogar. Pena que eu seja daquelas pessoas que se enerva com os jogos no PC

De Rei Bacalhau a 29.11.2016 às 11:43

Se esse for o caso, verdadeiramente o Fallout é capaz de não ser a melhor escolha para quem se enerva facilmente, já que a visão de um super mutante gigantesco a carregar sobre nós com uma marreta pode ser intimidante.

A não ser que tenhamos um lança-mísseis.

Outrossim, não acredito que os jogos de PC existam para enervar os seus utilizadores, e é por não estar sozinho nesse pensamento que existem muitos jogos cujo objectivo é a descontração de quem o joga. Há que saber simplesmente procurar.

De golimix a 30.11.2016 às 08:43

Já não sei o que hei-de fazer com a falta de tempo que é melhor estar quietinha e não procurar nada!

De José da Xã a 30.11.2016 às 14:59

Toma cuidado com o Rei Bacalhau.
Não é peixe de fiar. Tem mais de mil maneiras... de ser

Eu que sou do signo Peixes sei do que falo!

De Rei Bacalhau a 30.11.2016 às 18:47

Não mil.

Apenas três.

De José da Xã a 01.12.2016 às 19:24

Há mais de mil maneiras de cozinhar um bacalhau... seja ele Rei ou não!

De golimix a 01.12.2016 às 12:04

Hummmm.... Sei.

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