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Muitas dúvidas uma só certeza!

por José da Xã, em 27.09.14

 

Já perguntei diversas vezes a mim mesmo se as opções que tomei na minha juventude foram as mais correctas? Questiono-me com frequência quanto à minha competência profissional, humana ou simplesmente como cidadão deste mundo, cada vez mais pequeno.

 

As respostas serão dadas unicamente após a minha morte. Só aí alguém poderá falar sobre o que fui ou fiz. Se o fizerem…

 

Não me licenciei, nunca fui grande estudante, nunca soube tocar um instrumento musical, nunca fui grande atleta, nunca soube jogar à bola, nunca soube jogar às cartas, nunca escrevi bem, nunca publiquei um livro, nunca chefiei ninguém, nunca geri uma empresa, nunca… nunca… nunca… fui muito inteligente!

 

Então o que é que faço que traga valor acrescentado a mim e aos outros? No trabalho obedeço a instrumentos decisores, a normas e directrizes pré-estabelecidas, a ideias de outrem!

 

Na minha vida pessoal tenho pouca autonomia. Há sempre coisas para fazer, tratar, resolver, arranjar e quase sempre sobre o olhar crítico do cônjuge. O tempo que dedico àquilo que gosto retiro-o quase sempre ao sono, ao descanso de Morfeu.

 

A idade pesa-me já. Sou demasiado velho para mudar e tomar opções radicais e ainda novo para jamais pensar em dar novos rumos à minha vida.

 

É aqui que resido o meu actual dilema de vida… Que fazer? Manter-me neste rame-rame que que a Negra me leve ou sacudir a água deste capote que tem sido o meu destino e dar novo estímulo aos dias que me restam?

 

Tenho aos 55 anos de idade estas (grandes) dúvidas. Como não as terão os jovens?

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publicado às 13:11


8 comentários

De Vasco a 05.10.2014 às 03:13

Não me parece que não seja inteligente nem que não escreva bem.
No que ao curso académico diz respeito, quantos o têm mas não são detentores de qualquer formação? Sim, a outra...
Acredito que a vida é feita de partilhas e de ajudar o próximo/ o nosso semelhante.
O resto...
O resto são assessórios.

De José da Xã a 05.10.2014 às 22:49

Caríssimo,

também acredito na máxima: os outros primeiro! Por isso escrevei este texto.

Porque antes alguém escrevera sobre dúvida e incertezas, como se todos os dias eu não tivesse esses mesmos problemas.

A vida de cada um constrói-se tendo como base um conjunto de decisões(boas e menos boas!). Mas pior que as consequências dos nossos actos são aquelas decisões que jamais tomámos e que perduram na nossa mente por tempo indeterminado associadas a uma velha questão: e se eu?
Não obstante o texto apresentar alguns momentos menos brilhantes da minha vida, ainda assim vivo feliz. Porque a felicidade não é um bem "per si" mas um caminho que se percorre.

Talvez seja a minha fé que me leva para este trilho. Mas até agora, não olvidando alguns acontecimentos menos felizes, sinto-me bem comigo mesmo e tenho perfeita consciência do meu real valor.

Grato pelo apoio!

De Vasco a 05.10.2014 às 23:25

Não chame "momentos menos brilhantes da sua vida". Repare no grande Homem que é só pela coragem que tem ao expor-se e assim poder dar força a outros. O exemplo que foi para o seu filho.
Claro que "momentos menos brilhantes" estão dependentes das escolhas. Por exemplo, posso garantir-lhe que há muitos doutores que não escrevem como o sr. Quem garante que a faculdade seria um bom caminho?
A vida é uma incógnita.

O bom mesmo, é ler a sua conclusão, no comentário. Isso sim!!!
Abraço.

De José da Xã a 06.10.2014 às 13:34

A exposição a que se refere não é o maior dos meus problemas.
Gostava realmente de ser, quiçá mais competentes em algumas das actividades que vou desenvolvendo.
Ah outra coisa! Gostava sinceramente que os meus filhos se orgulhassem do pai.
Um abraço.

De Vasco a 06.10.2014 às 20:50

Tenho a certeza que os seus filhos de si se orgulham!
Repare que, se nos preocupamos com "a" tudo fazemos para atingir esse mesmo "a"

Abraço

De José da Xã a 06.10.2014 às 22:32

Sim, talvez tenha razão.


Abraço

De Eu, simplesmente! a 27.10.2014 às 00:31

Rame-rame, nunca!
Que se sacuda a água do capote, que se invente nova atitude, seja o que for mas, rame-rame, nunca. É que morrer em vida é um enorme desperdício.

De José da Xã a 27.10.2014 às 09:21

Por vezes dá-me para estas dúvidas e tristezas.
Mas depois dá-me a veneta e levo tudo na frente.

Ainda assim muito obrigado pela força!

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