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Música: Ashes are Burning

por Rei Bacalhau, em 17.04.16

Eu gosto de músicas grandes. 

O rock progressivo é conhecido pela dimensão elevada de muitos dos seus temas, com estruturas musicais complexas que eu não sou entendido o suficiente para falar sobre. Se recentemente tenho batido várias vezes nesta mesma tecla é apenas para provar o quanto eu aprecio este género musical, e não para demonstar o quanto eu sei sobre ele.

Estaria bem tramado se assim fosse.

Acredito, no entanto, que as qualidades do rock progressivo são a sua própria maldição, pois normalmente temas mais compridos e complexos e esquisitos não são tão comercialmente bem sucedidos e acabam por se esquecer nos anais da história. Poderia lembrar-me de umas excepções, tipo a Bohemian Rhapsody, ou os Pink Floyd no geral, mas são apenas isso, excepções.

Falando em Pink Floyd, é um bom ponto de entrada para o tema que quero apresentar hoje.

A grande maioria das músicas do género discutido são cantadas por homens, sendo que as mulheres normalmente têm papéis secundários, vocalmente falando. Um exemplo onde tal não acontece é numa música dos Pink Floyd onde uma mulher usa a sua voz como instrumento, sem realmente cantar.

The Great Gig in the Sky, dos Pink Floyd:

 

 

Mas talvez andar aos berros, como alguns poderiam pensar, não seja suficiente para se poder dizer que alguém cantou no sentido habitual da palavra.

Então, numa tentativa de ir buscar os mestres de antigamente e ao mesmo tempo louvar as capacidades vocais femininas, permitam-me uma espécie de Renascimento, quase literalmente.

Os Renaissance fizeram trabalhos impecáveis de rock progressivo, numa direcção atípica de outras bandas no mesmo género na altura. Creio que a maior diferença que os faziam salientar-se era a presença da vocalista Annie Haslam, uma cantora de imensa competência e capacidade. Escusado será dizer que a instrumentação não lhe ficava atrás.

Portanto, acabando assim um texto que sem querer (eu nunca planeio o que vou escrever, por isso a coisa tanto pode ir para um lado como p'ó outro) acabou por louvar as mulheres no mundo musical, apresento-vos uma música dos Renaissance, chamada Ashes are Burning.

 

E ainda dizem que não sou simpático.

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