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Música: Code Monkey

por Rei Bacalhau, em 22.11.15

Os tempos mudam. As pessoas mudam. A Música muda.

Nada parece mais óbvio e desnecessariamente filosófico. No entanto, esta afirmação aparece-vos num blogue onde são apresentadas maioritariamente músicas "antigas", como quem diz "músicas do tempo da minha avó". É um bocado incoerente da minha parte, mas se é verdade que não tenho o hábito de ouvir músicas dos dias de hoje, também o é que exista uma ou outra excepção em que certos e determinados contextos me revelaram a existência de um ou outro tema que acabei por gostar.

Nesse aspecto, a música que apresentarei hoje também se incide sobre novos paradigmas sociais (quer dizer, não necessariamente novos, mas relativamente recentes e ainda relevantes e observáveis).

Felizmente ou infelizmente, Portugal é bastante atingido por um estereótipo na área da informática: o programador macaco. A definição pode variar, mas normalmente é aquele programador júnior que está bastante abaixo em qualquer hierarquia de importância e cujo trabalho é programar o dia todo consoante especificações que lhe deram. É um trabalho que nada tem de criativo considerando que estamos sempre sob alçada de alguém e não temos liberdade alguma. Claro que exteriormente são simplesmente homens normais, maioritariamente bacanos e essencialmente humanos, mesmo que o trabalho deles faça um leigo pensar que eles passam o dia todo fechados numa cave em condições subóptimas de existência.

Eu diria que o grande sonho de um macaco deste género seria conseguir evoluir na cadeia humana social e poder colocar-se numa situação de realização absoluta, saindo do abismo da apatia e inércia profissional que as suas tarefas implicam.

Ou se calhar é esta a minha visão por EU ser um macaco programador (ou era, quando estava empregado, AH!.... pois... ok, continuando...).

 

Voltemos à música, pois claro! Este meu devaneio não é completamente despropositado, pois o tema de hoje fala de um caso, entre tantos milhares, de programador macaco. Tem o nome deveras apropriado de Code Monkey, e é da autoria de um Jonathan Coulton. Pelo que me lembro (não fui verificar), este artista trabalhou na área de informática durante um tempo até se associar aos videojogos de várias maneiras. Já fez músicas para a banda sonora de jogos (particularmente os da excelente saga Portal). No entanto, a certa altura, há muito tempo, deu-lhe um vibe e colocou-se a si mesmo o desafio de fazer uma música por semana durante um ano (acho que foi isso pelo menos). Estas músicas envolviam sempre de alguma maneira ficção científica, tecnologia, videojogos, etc., etc.. Músicas geek, enfim. Uma alminha na Internet descobriu isto e começou a montar vídeoclipes destas músicas usando imagens, modelos e vídeos de um jogo infame chamado World of Warcraft. Eis que o "eu" adolescente descobre estes vídeos através desse jogo (admito, foi dos videojogos que mais joguei na minha vida; não recomendo).

Mesmo depois de me ter curado desse vírus virtual que era o World of Warcraft, certas músicas do Jonathan Coulton ainda se me mantiveram na memória, não sei se por nostalgia ou se por factual qualidade musical e lírica. Eis um vídeo de Code Monkey, com imagens do tal WoW:

 

Falei de qualidade lírica, mas nota-se na música que a letra parece estar escrita por um homem das cavernas que faz lembrar o Tarzan. Bom, tendo em conta o contexto, é precisamente isso que considero que adiciona um imenso charme à musiquita. Desta forma, o artista realmente quer dar-nos a entender a simplicidade do personagem, não de mente, mas de coração. Ele apenas quer alguém, e secretamente considera-se como o que a sua amada precisa. Para além disso, ele sabe que quer sair daquele buraco. Ele sabe que um dia terá tudo. Por agora apenas espera.

Suponho que é a nossa maldição...

 

Eis um vídeo muito interessante da mesma música, com a letra apresentada de uma forma toda apelativa e xpto. Jonathan Coulton, mais uma vez com Code Monkey:

 

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