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Música: Fool's Overture

por Rei Bacalhau, em 18.09.16

Suponho que sou um utópico, o que para qualquer pessoal inteligente será o mesmo que dizer que sou um idiota de primeira. No entanto, reservo-me pelo menos o direito de existir. Seja como for, as minhas ideias absurdas raramente são tornadas públicas, portanto acho que não mereço a pena de morte. Ainda.

 

Com a recente história dos recrutas comandos a morrer nos treinos, veio também a ideia de se acabar com os comandos de vez. Isto reincendiou umas velhas teorias minhas de que há certos estados que não precisam de forças militares para coisa alguma, especialmente se o orçamento do país não o permitir. O meu argumento era algo do género:

"se verdadeiramente uma nação não está à espera nem de atacar nem de ser atacada, para quê manter um elevado número de efectivos nas forças armadas? Poder-se-iam fazer muito cortes a muitos batalhões/regimentos/seja-o-que-for. As missões de salvamento da Força Aérea e da Marinha podem ser passadas para outras instituições cujo objectivo não seja andar à porrada com alguém. De qualquer forma estamos mais ou menos protegidos pelo resto dos países grandalhões e poderosos. E quero lá saber do prestígio de uma nação..."

 

Tretas do género. No entanto, depois comecei a informar-me, pois sabia que algo não podia bater certo. Todos os países, de uma forma ou doutra, têm forças militares, independentemente da sua neutralidade absoluta.

A verdade, sucintamente, pode ser explicada com um toque de semântica. Um país não tem um ministro da Guerra, mas sim um ministro da Defesa. Essa é essencialmente a função das forças armadas: defender. E fazem-no em tantos sectores e actividades diferentes. E sem reconhecimento algum. São dados como garantidos.

Bem vistas as coisas, são tipo o Batman.

 

Retiro o que disse e purguei todas as ideias de desmobilização total da minha cabeça. Aliás, até peço desculpa por sequer o ter pensado.

Posso ser um utópico, mas pelo menos sei que esse tipo de pensamentos não tem qualquer base num mundo real (enfim, é essa a definição de uma utopia, não é verdade?).

 

É tudo louco. Somos loucos por pensar que ter exércitos traz estabilidade ao mundo e que tudo se resolve à pancada.

Mas somos muito mais realisticamente loucos se pensarmos o contrário.

 

Fool's Overture, de Roger Hodgson.

 

 

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publicado às 18:30




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