Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Música: My Oh My

por Rei Bacalhau, em 25.10.15

Ontem tive uma conversa sobre músicas/canções de amor. O argumento que eu estava a tentar contrapôr era o de que a língua francesa é a melhor para ser utilizada em canções desse género. Será por hábito que podemos dizer isso? Por a música francesa, aos olhos ignorantes do mundo, estar irremediavelmente associada a Paris, cidade indiscutivelmente romântica? Será que a língua francesa terá mesmo os melhores fonemas silábicos para exprimir emoção? Não necessariamente aqueles que melhor penetram os nossos tímpanos, mas sim os que penetram a alma e tal?

Não sei, mas o que eu argumentei é que as outras línguas conseguem falar de amor se assim o quiserem, pois pelo menos a nível lírico há génios em todo o lado, como quem diz que poemas não faltam. Faltam eventualmente músicos para os cantar/tocar (leia-se, músicos/cantores com baixo grau de azelhice). Alguns dos exemplos que foram abordados na conversa já foram até falados anteriormente aqui no blog, nomeadamente os Trovante e o Rui Veloso.

Outro belíssimo exemplo que foi referido mas que ainda não teve relevo aqui foi uma músicazinha bem conhecida de Carlos Paião: Cinderela.

 

 

Este exemplo levou a conversa para outro argumento: até que ponto é que a letra tem de ser complexa para não deixar de ter a sua beleza ou um significado profundo? Até que ponto não se pode dizer tanta tanta coisa com a mais simples das frases? É verdade que aprecio uma música de amor bem escrita como qualquer outra pessoa (vem-me à cabeça aquela do António Variações, Canção do Engate, acho eu?), mas também vejo que mesmo com uma letra simples, existem outros factores que podem influenciar positivamente a música. No caso da Cinderela, o mérito é totalmente do Carlos Paião, que lhe adiciona uma doçura ternurenta com a maneira como a canta.

Tenho outro exemplo, agora puramente meu, e desta vez em inglês. Gostaria de provar que não é por uma banda se vestir e actuar de maneira ridícula que não consegue encher de poder emocional uma canção, por simples que seja. Os Slade têm imensas canções e músicas de beleza extrema, que normalmente são subvalorizadas por serem de uma banda "parva". How Does It Feel e Everyday são dois temas recomendáveis, mas hoje gostaria mesmo de acabar com My Oh My, que tem o melhor balanço das várias coisas aparentemente aleatórias que discuti hoje num texto tão desnecessariamente confuso.

Os Slade, com My Oh My:

 

O teledisco é que é muita estúpido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:00


1 comentário

De Entreasdezeasonze a 26.10.2015 às 15:47

Gostei de ambos os temas, se bem que diferentes.
Não percebi a história da música francesa. Sempre tive a ideia que era a língua italiana a mais dada à música romântica.
Gigliola Cinquetti, Gianni Morandi, Bobby Solo, Domenico Modugno e mais recentemente Laura Pausini são exemplos de belíssimos cantores românticos italianos.
Escute-os e depois me dirá...

Comentar post




calendário

Outubro 2015

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D