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Música: Nights in White Satin

por Rei Bacalhau, em 04.01.15

É um novo ano e tal.

 

Já referi o óbvio, como parece ser tradição para toda a gente nesta altura, por isso passemos ao importante.

O Ano Novo traz um evento que tenho feito tradição em ver, mesmo que isso implique acordar mais cedo num dia de "férias": o Concerto de Ano Novo, tocado em Viena pela sua banda filarmónica, ou lá como se chama.

Confesso, não percebo nada de música clássica. No entanto, isto só implica que se eu quiser saber ouvir música, tenho de começar por realmente ouvi-la, se é que isto faz sentido. Saber ouvir todos os instrumentos de corda (cujos nomes não me lembro, mas sei que os dei no 5º ou 6º ano), saber distinguir os instrumentos de sopro (repito o que disse para os de cordas)... e há uma outra categoria, mas não me apetece ir ao Wikipédia... será a percussão? Acho que sim... não tenho a certeza... BOM, é óbvio que percebo pouco do assunto, mas gosto de ouvir, como leigo. Imagino que um verdadeiro conhecedor, que saiba ouvir (nem que seja à sua maneira informada), conseguirá apreciar este género de música muito mais que o mortal comum.

Entre as agudezas dos violinos e as gravidades dos tambores, era claro que o foco era para a família Strauß. Contudo, uma das músicas era de um compositor de nome Franz von Suppé, com o nome Morgen, Mittag, und Abend in Wien. Pelo pouco que sei de alemão, quer dizer algo do género: Manhã, Meio-dia e Noite em Viena.

Aqui está uma versão de um concerto de Ano Novo anterior:

A música foi feita para um violocenti... viololocentie.... violoncelista brilhar naquela parte inicial, claramente.

O título intrigou-me, já explicarei porquê. Entretanto, parece que a música é conhecida para muitas pessoas devido a um episódio do Bugs Bunny (pelo menos é o que o pessoal diz nos comentários do Youtube onde fui buscar o vídeo anterior).

TIve de ir verificar rapidamente, e só encontrei uma versão ranhosa gravada directamente da televisão, mas que transmite a ideia de que pelo menos na altura os desenhos animados eram excelentes veículos culturais.

 

Mas o título intrigou-me, como disse. 

Em 1967, uma banda de rock fraquita decidiu gravar um álbum em conjunto com uma orquestra. Esse álbum acabaria por catapultar essa banda para o sucesso comercial.

Não, não falo dos Deep Purple, esses foram depois. Falo dos Moody Blues, e o álbum tem o nome de Days of Future Passed. O propósito do álbum é de falar sobre as fases diferentes de um só dia, dando o ciclo completo desde uma madrugada à outra. Daí a música no concerto me ter feito lembrar que este álbum pode não ser totalmente desinspirado. Uns 40 minutos magnificamente compostos, em que música orquestral e rock se combinam, num que pode ser considerado dos álbums pioneiros do que se viria a chamar rock progressivo. 

"Mas que raio? Mesmo na altura não se lançava uma banda para o sucesso com um álbum desses. Seria necessário um single!" É uma pergunta válida e respondo dizendo que o álbum termina com um single, sobre o qual preciso de dizer nada ou pouco.

Para já, o álbum total, cujo vídeo acompanhante deve ter dado um trabalho desgraçado ao autor, mas que combina perfeitamente:

Days of Future Passed, dos Moody Blues:

 

 

E para acabar, dou relevo ao famoso single:

 

Nights in White Satin:

 

 

 

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