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Música: Sharing the Night Together

por Rei Bacalhau, em 19.07.15

O sexo sempre foi um forte tema musical. Quantas e tantas músicas não falam, explicitamente ou subrepticiamente, de sexo? O pouco que ouço dos dias de hoje, no que eu de forma tão racista apelido de "música de preto", demonstra o quão a nossa sociedade já está pronta para ouvir e aceitar temas puramente sexuais, que faria qualquer homem de antigamente com imaginação fértil corar. Não estou a criticar, as sociedade evoluem e ainda bem, mas não posso dizer que goste particularmente, se não for feito do modo que estou habituado.

"Então, mas nos anos 70, que sabemos ser a tua década musical preferida, também havia disso?", certamente estais a perguntar-vos, caros leitores.

É verdade sim senhor, havia e não era pouco. O movimento disco era tão à volta do assunto também, mas mesmo desta altura não consigo apreciar totalmente o cariz quase totalmente físico que se dá ao sexo. Nisso não há grande diferença para os dias de hoje se tivermos em conta certos artistas.

MAS, volto a dizer, também não são estes a que eu estou habituado. Eu estou habituado a artistas que tratam de sexo como uma coisa física, tudo bem, mas também amorosa, que transcende os simples desejos hormonais de andar às cambalhotas uns com os outros.

Quem me ensinou a ver as coisas nesse prisma foi o grande, em todos os sentidos da palavra, Barry White. Tomem esta música como exemplo, I'm gonna love you just a little more baby:

 

 

 

Sim, lá está, tenho perfeita noção de todo o sentimento sexual por trás da música. Mas não é só a letra. É o ritmo, é a beleza geral de todo o conjunto das componentes da música. O Amor transmitido. E tudo complementado com uma das Vozes do século, para mim.

"Mas a única coisa que em ti não é virgem é o teu signo zoodíaco... como é que podes afirmar compreender sequer uma coisa do que disseste!?", contestais, com toda a veemência, não é verdade?.

Pois bem, touché, nisso haveis-me apanhado. Reconheço que não tenho grande direito de falar neste tipo de assuntos não tendo experiência neles. No entanto, permiti-me argumentar que pelo menos o direito de ser ingénuo, conscientemente ou não, ninguém mo pode retirar. Deixai-me pensar que o amor, físico ou não, pode ser como o Barry White envageliza.

Não tenho esperança qualquer em arranjar um modo de comprovar por mim próprio o que estes artistas prometem, especialmente à medida que os anos vão passando. Neste momento apenas espero pelos 30 anos para a minha vida mudar: a Internet diz que quem chega ao 30 anos ainda virgem torna-se automaticamente um feiticeiro. Anseio por esse dia, pois a qualidade de vida aumentará, certamente (imaginem lavar a casa toda magicamente, à lá Disney, daria jeito hem? Ou se calhar mandar um bela bola de fogo, quentinha e acabadinha de fazer na fuça de um chato que o mereça? Hmm? Dá que pensar).

 

Seja como for, por blasfemo que pareça, o Barry White não é o destaque de hoje. Compreendai que não é todos os dias que conhecemos uma banda que tem como membro o Capitão Gancho. Ok, não é bem o Capitão Gancho, mas ele parece um pirata. A banda chama-se Dr Hook, e o nome deriva do facto de um dos seus membros, um Ray Sawyer, ter uma pala no olho devido a um acidente qualquer que sofreu. Curiosamente, o Capitão Gancho não tem uma pala, mas sim, exactamente, um gancho! Mas a piada manteve-se.

Lidar com a solidão é-me difícil, mas torna-se apenas ligeiramente mais fácil quando ouço a música a seguir, Sharing the Night Together, e especialmente quando vejo o vídeo que a acompanha, pois faz-me pensar que com o meu cabelo actual poderia ter feito sucesso nos anos 70 (sendo que "ter sucesso" pode ser algo tão simples como ser considerado normal, segundo os padrões do tempo e da sociedade em questão).

A música, simples e concisa, não deixa de ter uma certa doçura e beleza relaxante, apesar do objectivo do personagem nela inserido ser apenas de .. erm... enfim... se "inserir" mais, por assim dizer. Porque lá está, nem é tanto o que é dito, mas a forma não explicíta (mas certamente implícita) como é dito.

 

Dr Hook, com Sharing the Night Together:

 

(Eu agora ando com a mania da segunda pessoa do plural, não se preocupem que não vai durar muito... aliás, não vos preocupais, melhor dito, acho eu... é difícil, um gajo não está habituado, nunca sei se está certo ou não...)

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