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Música: Temple of the King

por Rei Bacalhau, em 12.07.15

Seria blasfémia para mim se alguém duvidasse da qualidade daquela grande banda que tão subjectivamente idolatro: os Deep Purple.

É uma banda dos diabos, que passou por milhentas alterações de pessoal, das quais se destacam 4 conjuntos diferentes: a Mark I, II, III e IV.

Para mim, a mais relevante é a II, pois foi essa que fez alguns dos álbuns mais mágicos que já ouvi, sendo que grande parte desta minha consideração vai para o mítico Made in Japan, o qual não me canso de elogiar.

Os Deep Purple tornam-se ainda mais relevantes por serem todos uma cambada de palermas anti-sociais. Alguns dos seus membros andavam sempre à batatada uns com os outros, caso notável de Ian Gilllan e Ritchie Blackmore. Ora, isto não é necessariamente mau, pois por um lado os concertos ao vivo tornavam-se mais interessantes quando eles estavam a tentar superar-se um ao outro.

Por outro lado, as pressões impostas sobre alguns membros são demasiado grandes e eles acabam por sair e depois voltar e depois chateiam-se outra vez, et cetera, ad infinitum, alea jacta est, canis familiaris, e outros latins.

A verdade é que por muito que os Deep Purple fossem uma dor de cabeça para o gestor de recursos humanos, eles tiveram a particularidade de criarem todo um sistema astronómico de bandas e artistas à volta desse Sol que é a entidade Deep Purple.

O Ian Gillan foi vocalista em quase dezenas de bandas, incluindo os Black Sabbath, vejam lá.

Os Whitesnake foram criados pelo David Coverdale, onde também participaram o Jon Lord e Ian Paice.

Aliás, bem vistas as coisas, devem ter havido poucas bandas onde o Ian Paice não tenha tocado, ele gosta mesmo da coisa.

Uma outra grande banda criada como satélite dos Deep Purple foram os Rainbow, liderados pelo Ritchie Blackmore, quando este amuou com o David Coverdale e o resto da banda. O Roger Glover tocou nesta um bocado, e também o Don Airey, o actual teclista dos Deep Purple, 30 anos depois.

 

Mas eis que entra um novo actor nesta mixórdia cósmica. Um cometa divino com o nome apropriado de Deus, id est (lá está o latim outra vez), Ronnie James Dio. Este foi o vocalista mais famoso dos Rainbow, que acabou por avançar para os Black Sabbath (a aparecer pela segunda vez hoje...) e depois para a sua própria banda, simplesmente Dio.

Para mim, os Rainbow tiveram uma vantagem sobre os Deep Purple: tinham letras de jeito, ou que eu consigo apreciar mais. A Mark II dos DP era absolutamente fenomenal em termos instumentais, mas em termos de letras... eh.. come-se, como se diz coloquialmente. O Dio tinha um jeito para as letras com assuntos medievais e de fantasia, tanto que não conheço muitos artistas que fossem nessa direcção lírica naqueles tempos, com excepção notável dos Uriah Heep. (é provável que esteja a fazer um erro crasso nesta afirmação, mas gostaria de fazer notar que, se tiver omitido algum artista importante nesse aspecto, é por pura ignorância)

Como não quero gastar mais o meu latim, eu faço o favor de me calar, e vós fazeis o favor de ouvir esta músicazinha, quid pro quo e tal.

Os Rainbow, com Temple of the King:

 

 

 

Claro que se o número de ligações com músicos determinasse o tamanho de um artista no espaço cósmico, estranhamente, eu diria que o Roger Glover seria uma super-estrela, maior que os Deep Purple por si só. Mas isso fica para outra altura.

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