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Os Sete Golos Mortais

por Rei Bacalhau, em 08.07.14

Orgulho: O primeiro golo, que começou o afundanço de uma equipa cujo país é o orgulhoso anfitrião do evento desportivo.

 

Ganância: Segundo golo. Os alemães escandalosamente a quererem mais do que precisam.

 

Preguiça: Terceiro golo. O sentimento de apatia completa inunda os brasileiros.

 

Ira: Tão ocupados estavam a recuperar do terceiro e a culparem-se mutua e irascivelmente que na fúria dos sentidos não repararam no quarto golo.

 

Inveja: Quinto golo. Neste ponto já invejavam o facto de Portugal só ter perdido por 4-0.

 

Gula: Sexto golo. Este foi uma sobremesa a mais que os alemães não se privaram de saborear.

 

Luxúria: Os alemães, ainda descontentes, renderam-se ao prazeres da carne e solicitaram outro golo à sua meretriz favorita, já que se mostrou tão disponível. Esta obedeceu. Sétimo golo.

 

 

Infelizmente o Brasil lá marcou um também, o que tira um bocado a piada ao título que queria dar a este texto. Enfim, fica na mesma. O golo que eles marcaram quase não se reparou.

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publicado às 23:19


Sebastianismo, futebol e relógios!

por José da Xã, em 20.06.14

A mui velha e bacoca ideia sebastianista de que basta uma pessoa para resolver os problemas do nosso país, está tão entranhada em nós que já faz parte da nossa génese.

Nos últimos 400 anos de história lusa, fomos sempre acreditando nas diferentes trovas dos Bandarras que nos têm enganado. Ai como nós gostamos de ser enganados…

O nosso futebol não foge a esta malfadada crença. Quando tudo está por um fio, prestes a desabar, eis que surge alguém que nos coloca noutro patamar. Em 66, no Mundial de Inglaterra, foi Eusébio que deu a volta ao jogo com a Coreia. Nos anos 90 num europeu Britânico foi Luis Figo que iniciou a reviravolta de 2 a zero, para 3 a dois, contra a selecção da Velha Albion. Recentemente no último Play-off para o Mundial do Brasil, Cristiano Ronaldo derrotou quase sozinho, uma Suécia fria e calculista. Já para não falar do golo solitário do Carlos Manuel contra a Alemanha (deixem-me sonhar, lembram-se?) ou o de Raul Meireles contra a Bósnia, recentemente.

É com base nestes exemplos que há quem (ainda!) acredite que Portugal pode apurar-se para a fase seguinte. Uma jogada de mestre, um remate extraordinário, um toque sublime, enfim um final feliz. E regressamos então ao mesmo fado e à ideia primeira de que basta um só homem para fazer a diferença.

Não sou diferente dos demais portugueses. Também eu quero crer que a nossa selecção vai chegar mais longe na prova, que ora decorre em terras de Vera Cruz. Todavia tenho a perfeita consciência que a missão difícil, mas não de todo impossível, tem de ser assumida por todos os intervenientes. Desde os treinadores aos atletas passados pelos dirigentes e restante pessoal, todos devem perceber que um nome não ganha jogos. Mas todos juntos. Todos!

No fim de contas qualquer equipa é como um mecanismo de um relógio. Há uma peça que dá a corda, mas todas as outras têm a sua função. E sem uma delas, por mais pequena que seja o aparelho ficará perfeitamente descontrolado.

No futebol, como na vida, as vitórias geralmente só sorriem a quem mais trabalhou para elas…

 

 

Pode ler-se também aqui

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publicado às 20:44



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