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The Spirit of Radio

por Rei Bacalhau, em 18.06.17

Se tentássemos, conseguiríamos fazer uma pequena lista dos temas que as músicas costumam abordar nas suas letras. Assim de cabeça, muito rapidamente, vêm-me à cabeça alguns termos possíveis como.

  • amor (certamente o mais falado, e teria imensas subdivisões);
  • dança/diversão/festa.

Depois vêm temas que algumas bandas conseguiram fazer ser notados, mas com uma colossal diferença de número de músicas para os principais acima listados.

  • intervenção política/social;
  • fantasia/ficção;
  • humor;
  • história mundial.

Hoje gostaria de falar dos Rush, uma banda cujo letrista e baterista, Neil Peart (pronunciado como o "ea" inglês em "beard"), tem a particularidade de tipicamente escrever liricamente sobre os temas menos comuns. Quase todas as músicas dos Rush seguem este padrão, mas hoje vou-me focar na denominada The Spirit of Radio

 

Esta música é uma reflexão sobre o estado e a influência da rádio como conceito, e apesar de a letra ter sido escrito há uns 40 anos, não deixa ainda de ser relevante.

Um pequeno aparte: eu tenho uma pen preparada com músicas para meter no rádio do meu carro. No entanto, apenas raramente a usei. É mais certo que me ponha a ouvir a M80, mesmo que não goste de algumas das músicas que eles toquem. Na altura não percebia bem o porquê. Mais valeria estar a ouvir músicas seleccionadas por mim, não é verdade?

Pois bem, os Rush fizeram-me perceber, mesmo que não fosse a intenção deles, que o que a rádio fornece essencialmente é companhia no nosso trajecto diário e rotineiro. Em viagens longas talvez faça sentido metermos um álbum inteiro de uma banda qualquer, mas para o dia-a-dia queremos pensar que temos alguém "ao nosso lado" para nos ajudar a acordar e quase conversar connosco enquanto esperamos pela semáforo. Não interessa que seja conversa banal ou chata, interessa é que estejamos à vontade para apreciar as vozes amigáveis de pessoas que basicamente não conhecemos fisicamente.

 

A música prossegue repentinamente numa direcção completamente diferente, melancolicamente criticando como apenas "certos" tipos de músicas e bandas é que parecem chegar ao topos, não sendo uma crítica a músicas feitas electronicamente (aliás, antes pelo contrário), mas sendo sim uma indirecta a bandas que se "vendem" (como se diz na gíria) e que se adaptam ao que as editoras ou o público querem, e não se mantendo fiéis ao que tornava a banda provavelmente única.

Nesse aspecto acho que os próprios Rush nunca foram inconsistentes, mas não tenho a certeza.

 

Considero-a uma música brilhante e excepcionalmente bem executada, mesmo instrumentalmente.

 

Os Rush, com The Spirit of Radio

 

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publicado às 11:44




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