Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Lucifer

por Rei Bacalhau, em 18.11.18

Ando a explorar novas bandas à procura de conteúdo novo. Claro que já se sabe que por novas bandas não quero dizer bandas dos tempos recentes, mas sim bandas dentro do meu espaço cronológico musical preferido que eu nunca tenha ouvido.

Lançado-me feito parvo à aventura, fiz algo que não costumo fazer: fui ao Wikipédia. Tipicamente encontro temas/bandas "novos" mais naturalmente, ou porque ouvi ali ou acolá ou porque me recomendaram. Hoje, no entanto, fui a uma lista alfabética de bandas de rock progressivo e comecei a explorar.

Começando pelo "A", chamou-me logo à atenção o Alan Parsons Project. É evidente que já tinha ouvido falar mas realmente nunca tinha ouvido minimamente.

Gostei do conceito do tal "projecto". Aparentemente o Alan Parsons olhava para a música como um realizador de cinema olha para um filme. Ele não precisava de participar directamente na instrumentação ou vocalmente para poder mesmo assim direccionar a música conforme o que ele queria.

Resumidamente, era um realizador de música, o que parece um título ufano o suficiente para ser atraente como conceito artístico.

Posso dizer que gostei de vários temas dos que ouvi e é sem grande justificação que escolherei um para partilhar hoje. Para mim, esta partilha é suficiente para reconhecer o mérito de tal iniciativa.

Eis então o tema Lucifer, parte do álbum Eve, que supostamente é algum tipo de homenagem às mulheres no geral (não o ouvi todo, portanto não sei). O nome do tema advém do facto de querem introduzir alguns elementos misóginos ao álbum para reflectir sobre os homens são tipicamente mauzinhos.

Talvez venha buscar outro tema a este álbum quando for dia da mulher (se eu soubesse quando é... lembrem-se que eu sou homem e sou suposto menosprezar as mulheres e tal).

 

Lucifer, do Alan Parsons Project:

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 21:00


1

por Rei Bacalhau, em 11.11.18

Há exactamente 100 anos acabou na prática a Primeira Guerra Mundial.

 

Localizados no tempo, podemos dizer que Henry Gunther foi parvo o suficiente para se deixar matar há 30 segundos.

 

E então à décima primeira hora do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês entrou em vigor o armistício que acabou as hostilidades da guerra mais sangrenta de sempre até à altura. Já tinham existido outras guerras mundiais anteriormente (vem-me sempre à mente a Guerra dos Sete Anos, em que tivemos uma participação maior), mas esta foi aquela que mais impressão causou às pessoas para realmente ser considerada Mundial, estabelecendo bem e justamente a escala do conflito.

Esta foi uma guerra que juntou dois factores muito perigosos e mortíferos: uma escala imensa de potencial e tecnologia destrutivos e um ror de comandantes de velha guarda obsoletos. Estes comandantes recusaram-se a ver que a natureza dos conflitos bélicos tinha mudado nas poucas décadas que antecederam a Grande Guerra e igualmente recusaram-se a adaptar, enviando em muitos cenários centenas de milhares de homens para matadouros inexplicáveis.

Haig, Foch, Hötzendorf, Falkenhayn, Cadorna, Ludendorf e tantos outros, homens fracos a dirigir gerações inteiras dos seus compatriotas para matanças industrializadas.

 

Consegui seguir os últimos dois anos da Guerra semana a semana através do canal de Youtube The Great War, e aprendi a ter um certo desdém pela classe militar e uma imensa compaixão (mas não necessariamente respeito) pelo pobre e reles magala que tinha de levar com lama e morte todos os dias.

Digo que não tenho respeito pelos soldados porque a mim parece-me que se todos se recusassem a obedecer a ordens (como aconteceu famosamente no exército francês) os comandantes talvez tivessem de pensar no absurdo que era o que estavam a fazer.

Compreendo que o que estou a dizer é profundamente estúpido (por razões mais ou menos óbvias), mas na Primeira Guerra Mundial o que é que não é?

 

Os Metallica têm uma música chamada One que conta a história de um soldado na Primeira Guerra Mundial que foi atingido por uma explosão e perde todos os membros e todos os sentidos e todas as formas de comunicação. Apesar de ser mantido vivo, ele está só no seu mundo.

 

Creio no entanto, que esse tema não faria justiça aos heróis da Grande Guerra, pois fala apenas de um soldado.

E não dos milhões de descartáveis.

 

Disposable Heroes, dos Metallica:

 

 

 

 

 

"This is not a peace. It is an armistice for twenty years"

- Ferdinand Foch, 1919

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:00


Essa agora

por Rei Bacalhau, em 10.11.18

Já vi coisas muito estranhas a aparecer nas estatísticas do meu blog.

 

Mas esta é certamente especial:

 

wtf.PNG

As duas perguntas que vêm à mente são:

  1. Porque é que alguém haveria de fazer uma pesquisa tão... específica?
  2. Porque é que haveria de chegar ao meu blog com a dita pesquisa?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:48



calendário

Novembro 2018

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D