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Deutschland

por Rei Bacalhau, em 31.03.19

Não posso dizer que seja musicalmente contemporâneo à minha faixa etária e como tal não ligo muito às novidades da música nos dias de hoje.

No entanto, o Youtube decidiu sugerir-me um tema acabadinho de fazer por uma banda que se calhar ainda se considera actual: os Rammstein.

Eu tipicamente tenho um problema com músicas cuja letra não consigo perceber, e como o alemão nunca foi o meu forte, nunca consegui ouvir muito esta banda, apesar de não desgostar dela instrumentalmente. Lá uma vez por outra via um ou outro vídeo no Youtube deles, nem que seja pelo jeito que eles têm em fazer vídeos "engraçados".

 

O tema mais recente deles chama-se então simplesmente Deutschland, e à primeira vista (e usarem aquele tipo de letra alemão/gótico tão típico não ajuda muito) saltam logo imensas bandeiras vermelhas sobre... "nacionalismo".

Felizmente a ideia que tiro da música e do vídeo que a acompanha é precisamente o contrário. É um tema que aparentemente, do pouco que percebo, percorre a Alemanha (ou a região que hoje conhecemos com esse nome) ao longo dos séculos e a sua história bastante marcada por períodos muito negros, predominantemente causados por razões religiosas (a Guerra dos Trinta Anos, o Holocausto, etc.) e políticas (ena, comunismo!).

É evidente que não se percebe isso da letra em si, mas sim do vídeo, que, diga-se desde já, não é para todos. Tem imagens bastante perturbadoras cheias de todo o tipo de simbolismos e referências talvez ainda hoje difíceis de digerir.

Dito isso, houve certamente muita coisa que me passou ao lado, para já porque não sou alemão e também porque não sei o suficiente da história e da cultura deles para poder fazê-lo.

 

Seja como for, não desgostei do tema nem da produção do vídeo, e creio que haverá pessoal nas Internets à porrada ao discutir o significado de cada pormenorzinho.

 

Rammstein, com Deutschland:

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publicado às 00:30


O Rei Bacalhau no Youtube

por Rei Bacalhau, em 10.03.19

Eu sempre fui fã de videojogos. Posso dizer confortavelmente que é o passatempo em que mais tempo gastei ao longo da minha vida. Se isto me beneficiou ou não, não sei, e prefiro nem saber.

 

No entanto, a vida vai correndo e vamos ficando com menos tempo ou paciência para fazermos seja o que for e tipicamente adaptamos os nossos passatempos ao que a nossa vida permite. Com a explosão da indústria dos videojogos nos últimos 20 anos e com a redução de tempo torna-se impossível manter-mo-nos a par de todos os videojogos. Igualmente, alguns dos reflexos e capacidades mentais necessárias para jogá-los tornam-se mais fracos (ou inexistentes) depois de um dia longo de trabalho.

Uma opção possível é ver outra pessoa a jogar por nós. Se isto vos parece absurdo, relembro que o nosso país é viciado em ver futebol, e não necessariamente a jogá-lo.

Para mim a plataforma que sempre funcionou bem para esse tipo de coisas é o Youtube. Há pessoal que tem muito tempo e faz séries deles próprios a jogar videojogos. Muitos fazem disto a sua vida profissional, através de rendimentos de anúncios do Youtube ou de doações directas por parte de espectadores.

Cada criador de conteúdos (vulgo: "Youtuber") deste género tem o seu próprio estilo, formato e público alvo em mente ao criarem os seus vídeos. Por exemplo, quem faz isto por dinheiro tenta apontar para o público-alvo mais jovem, pois é o maior em termos de visualizações, significando que têm de adaptar o seu vocabulário para não ferir susceptibilidades e tal.

Devido à dimensão do nosso país, não se pode dizer que tenhamos muitos criadores deste tipo, mas os que temos tipicamente estão-se nas tintas para o público alvo mais adulto que quer simplesmente chegar a casa no final de um dia e relaxar um bocadinho. Compreendo isso, claro que sim, mas parece-me óbvio que existe uma lacuna que ainda poucos se deram ao trabalho de preencher.

 

Bom, mais ou menos.

 

Há pouco mais de um ano estava à procura de um passatempo novo. Algo no qual conseguisse concentrar as minhas horas livres. Algo em que eu pudesse ser constructivo para com os outros em vez de destructivo para comigo próprio. É verdade que eu poderia ter investido mais tempo na escrita, por exemplo, mas sofro de crises de inspiração, e não gosto de me forçar a escrever, porque depois não sai nada de jeito.

Então eu ia vendo canais de Youtube sobre videjogos que me interessavam e a certo momento pensei:

"O quão difícil seria eu próprio fazer uma coisa destas?"

Investiguei durante uns tempos a ideia, reunindo as informações que me levariam a concluir sobre a exequibilidade de um tal projecto (ainda por cima na altura a Revista Inominável ainda não tinha acabado e pensei que até seria um artigo engraçado para contar a experiência). Contudo, depois reflecti um bocadinho e apercebi-me que se calhar já algum tuga tinha tido a mesma ideia, e se calhar mais valeria apoiar alguém que tivesse um projecto parecido ao meu do que estar a competir com ele.

Foi aí que descobri que o panorama dos Youtubers portugueses era um bocadinho fraquinho. Os canais grandalhões tinham acabado por abandonar o mundo dos videojogos para se tornarem "vloggers". Os canais pequeninos acabam quase todos por desistir depois de algum tempo. O único que se mantém estoicamente no activo depois de muito tempo é um tal Double F Games, que se concentra quase unicamente na saga de videojogos de Total War (e tem imenso mérito por isso).

Pareceu-me evidente que estavam reunidas todas as condições para ser eu a ajudar a preencher esta lacuna de conteúdos criados em português, para portugueses.

No entanto, não quis dar a impressão de que estava a fazer as coisas um bocado à balda. Reflecti que precisaria de refinar o meu processo e determinar se conseguiria criar conteúdos com qualidade suficiente para o objectivo que eu tinha em mente. Adicionalmente, queria determinar se era possível crescer o canal de forma natural só através de títulos e tags relevantes nos vídeos.

 

Fiz isto durante um ano.

 

Testei vários microfones, aprendi ou melhorei os meus conhecimentos em ferramentas de edição de imagem, aúdio e vídeo (tudo com software gratuito) e organizei todo o processo, desde a gravação do vídeo, o pós processamento do vídeo e áudio, a criação de miniaturas para os vídeos e a escrita de títulos e descrições politicamente incorrectas (na maioria das vezes), mas supostamente engraçadas.

E essa é a história de como de repente o Rei Bacalhau se tornou um criador de conteúdos com o seu próprio cantinho no Youtube, tal como tenho o meu próprio cantinho sossegado aqui nos blogues.

 

É evidente que não tenho muitos seguidores ou visualizações, mas também não preciso delas. Faço isto principalmente por mim e creio ter sido uma boa solução de como posso usar os videojogos para ser criativo em vez de apático.

Não tenho os anúncios activados no canal, e portanto não ganho um cêntimo de tudo isto que faço, e isso é-me perfeitamente aceitável. Posso falar do que quiser no comentário que faço nos vídeos, sendo que muitas vezes tento forçar piadas com humor mais negro ou sarcástico, já que o meu público alvo não são os jovens pequeninos, mas sim o pessoal mais da minha idade que consegue perceber referências a elementos culturais dos anos 80 e 90 e que terá inteligência para perceber que aquela ou outra piada sobre pretos ou brancos não é para ser levada a sério. Eu tento não usar muita vulgaridade no comentário falado, não porque não queria ofender alguém, mas porque acho que uma asneira tem um impacto muito mais forte quando é raramente usada.

Não há nada que me irrite mais no canais de Youtube do que os criadores estarem sempre a exortar o pessoal a fazer "gosto" ou a subscrever ao canal ou a partillharem vídeos e tal. Somos todos maiores e vacinados, e só faz isso quem realmente quer, creio eu, não é preciso estar sempre a relembrar. E portanto não o faço.

 

Então mas por que carga de água é que estou a falar disto aqui? Bom, pensei que faria sentido começar a meter aqui umas ligações ao canal sempre que eu começar uma série nova, ou sempre que lançar um vídeo mais importante ou xpto. Como as séries que faço podem chegar a ter uns 20 episódios de 30 minutos cada espalhados ao longo de várias semanas ou meses, também não será muito frequente que coloque aqui referências ao canal.

Seja como for, é só para avisar.

Eis então o vídeo de apresentação do meu canal, a partir do qual conseguem aceder ao canal em si:

 

Como não poderia deixar de ser, tenho de acompanhar o texto com alguma música. Felizmente, há coisa de meia dúzia de dias, um canal de Youtube chamado The 8-Bit Big Band publicou um vídeo da música do Tetris tocado por uma Big Band num estilo mais conteporrâneo. É o exemplo perfeito de como no Youtube pode haver um nicho de interesse para tudo.

 

Eis então The 8-Bit Big Band, com a gloriosa música do Tetris fundida com outras canções e melodias tipicamente associadas à Rússia:

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publicado às 21:50



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