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All You Need Is...

por Rei Bacalhau, em 22.04.18

Hoje vou muito directamente ao assunto, apetece-me ouvir Beatles, e é precisamente isso que irei partilhar!

 

The Beatles, na sua aparição no Ed Sullivan Show, com o tema I Want To Hold Your Hand:

 

 

 

Oi? Ups, devo ter-me enganado, isto não são os Beatles! The Rutles? O que raio é um Rutle? Esperem lá, vou tentar de novo.

 

The Beatles, com Get Back, famosamente filmado em cima de um edifício:

 

 

 

Ai... mau, enganei-me outra vez, peço imensa desculpa. Que raio, mas quem é que são os Rutles, e porque é que têm músicas tão parecidas às dos Beatles? Que mistério...

 

É evidente que vocês, caros leitores, se tiverem senso de humor, já terão compreendido que estou muito obviamente a gozar convosco. Sem ofensa. Em minha defesa, eu tinha de encontrar alguma maneira mais humorística para apresentar a mítica saga dos Rutles, uma banda de paródia aos Beatles envisionada por Eric Idle, membro dos Monty Python.

A ideia atrás da criação dos Rutles era apenas (tanto quanto percebi) de fazer um documentário a gozar com o percurso bastante controverso dos Beatles, mas posteriormente a banda continuou segundo a liderança de Neil Innes, que maior importância teve para a concepção da banda, sendo o compositor e letrista das músicas.

 

O "documentário", de nome All You Need is Cash, foi lançado em 1978, numa altura em que todos os Beatles ainda estavam vivos, com opiniões sobre o filme variadas.

 

Segue de seguida o tal documentário, e se prestarem atenção, poderão ver qual dos Beatles gostou mais do conceito. É uma horinha e pouco, mas vê-se bem e tem muita parvoíce à mistura.

 

All You Need is Cash, a história dos Rutles: 

 

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publicado às 23:06


Peacemaker Die

por Rei Bacalhau, em 08.04.18

No passado dia 4 fez 50 anos que o Martin Luther King foi assassinado.

 

É evidente que este tipo de datas simbólicas tem de ser aproveitado para fazer referências musicais relevantes.

 

No entanto, antes do momento musical, gostaria de fazer uma pequena reflexão sobre o sonho dele.

Não sei como é nos Estados Unidos ainda nos dias de hoje em termos da relação entre brancos e pretos (e certamente não vou acreditar no que as televisões dizem, isso é sempre perigoso). Gostaria era de falar um bocadinho do que eu observo em Portugal, e quem diz Portugal, diz Lisboa, porque toda a gente sabe que o resto do país só interessa na época dos incêndios.

Eu gosto de pensar que o Martin Luther King visitaria Portugal com agrado, pois ele veria parte do seu sonho concretizado. Eu moro numa zona de grande densidade de descendentes africanos e sempre estive habituado a valorizar mais as minhas amizades com pretos do que com brancos. Acho estranho em ouvir falar de racismo quando estou a andar pela minha cidade e vejo os velhotes a conversar amigavelmente com os pretos, apesar de tipicamente nos quererem levar a acreditar que as populações não se dão bem juntas.

 

Há cerca de um ano, se calhar menos, chegaram novos vizinhos aqui à casa do lado, uma família grande de pretos. Houve um certo sentimento de apreensão por parte de alguns membros da minha casa, e esses receios justificaram-se quando a música aos berros começou as fins de semana. Ora, eu pessoalmente admiro esse aspecto da cultura dos povos nominavelmente africanos (mesmo que nascidos em Portugal, que não é este caso). A minha família constantemente melancólica não consegue sequer conceptualizar o conceito de diversão e assume que as kizombas (ou sejam lá o que for, não sou culto nesse assunto) são postas propositadamente com volume alto para nos chatear.

As pessoas de senso comum sabem que isso não poderia estar mais longe da verdade. Antes pelo contrário, diria eu. Se eu fosse a diferenciar os pretos dos brancos, teria de ser positivamente. Um exemplo simples:

 

A MEO está sempre a chatear-me para eu aderir a um serviço de televisão deles. Não me interessa, nunca me interessou e não vejo que seja provável que me venha a interessar. No entanto, eles telefonam-me persistentemente, apesar de eu algo ironicamente dizer "ah, mas ainda na semana passada disse não". Todos os que me telefonam se identificam com um nome normal de branco e com um sotaque a condizer. Esta semana, contudo, aconteceu algo inédito. Estive ao telefone com um preto com um nome de preto e um sotaque de preto. A oferta era a mesma, e referi que há meros DOIS DIAS me tinham telefonado a dizer o mesmo (isto é absolutamente verdade). A reacção imediata deste santo foi dizer algo como "ah, ok, vou colocar aqui uma nota então para não voltar a ligar".

Nem acreditei, agradeci como nunca agradeci a alguém e assim que desliguei a chamada pensei logo no Denzel Washington a dizer "my nigga".

 

 

Igualmente, voltando um bocadinho atrás, umas conversas amigavéis com os meus vizinhos pretos sensibilizou-os para o respeito pela paz dos outros, e as coisas têm estado excelentes desde então. Há trocas de cumprimentos e até de produtos hortícolas e sinto-me no direito/dever de dar uma festinha nos cachorros deles.

No entanto, não acredito de modo algum que nada disto tenha a ver com a cor da pele.

Sempre achei que o pessoal liga mais ao racismo do que ele merece, e creio que muitas vezes acontece que confundem as acções de alguém de uma cor diferente como algo inerente à cor, e não à pessoa em si (porque pessoas parvas vêm em todos os formatos).

 

 

Para reflectir adicionalmente sobre isto, apresento uma música dos Extreme, que é extremamente violenta na sua letra e igualmente inteligente na utilização de ironia.

 

Peacemaker Die, dos Extreme:

 

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publicado às 00:00


Behind Blue Eyes

por Rei Bacalhau, em 18.03.18

Behind Blue Eyes, dos The Who:

 

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publicado às 23:16


Shine On You Crazy Diamond

por Rei Bacalhau, em 04.03.18

A aleatoriedade tem destas coisas.

 

Começou a chover na segunda-feira, e eu, querendo evitar a cambada de assassinos que anda nas estradas em dias de chuva, decidi ir por um caminho mais longo, mas mais seguro porque não apanho nenhuma via rápida.

Ora, tendo o meu rádio com a minha lista personalizada de músicas, e estando num contexto de condução mais lânguida, rodeado de chuva espessa, estava mais ou menos à espera que o rádio, que escolhe a próximo tema a tocar aleatoriamente, me pusesse a tocar algo adequado. Pontos bónus se fosse a Riders on the Storm dos Doors ou então a It's Raining Again dos Supertramp, como manda o cliché.

Mas não.

De repente a música parou. E eu compreendi. Agradeci ao rádio pela escolha.

 

Não é que o rádio tenha ficado estragado. Era simplesmente o início de uma música dos Pink Floyd.

Numa altura de seca extrema, todas as gotas são deveras pequenos diamantes.

 

Shine On You Crazy Diamond, dos Pink Floyd, em homenagem a Syd Barrett:

 

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publicado às 23:42


O dia em que o MEO Music morreu

por Rei Bacalhau, em 01.03.18

Sinto que devo prestar uma pequena homenagem ao serviço do MEO Music que acabou hoje (ou melhor dizendo, ontem, suponho eu).

Tentei hoje fazer login através do programa do Windows, mas ele mandou-me dar uma volta. Crendenciais erradas e tal.

Por um lado não me admira que a Altice tenha olhado para os custos de suportar um "mini-Spotify" e tenha chegado à conclusão de que não valia a pena. Não faço ideia se assim foi, mas não me parece irrazoável pensar que suportar toda a infraestrutura e serviços necessários para o excelente funcionamento do conceito fosse bastante caro. O capitalismo é mesmo assim, e de certa forma, ainda bem.

A verdade é que o capitalismo aparentemente dá todo o poder à empresas, mas estas têm de ter noção que qualquer das suas acções poderá ter consequências na opinião dos seus clientes (e o dinheiro vem das carteiras deles, normalmente). A verdade é que a razão principal pela qual eu ainda sou da MEO é (era) o MEO Music, porque não gastava dados móveis e tornava-o extremamente conveniente para se ter um rádio personalizado no telemóvel.

Estou plenamente consciente de que existem alternativas ao MEO Music, disponibilizadas pela própria MEO, mas não são de todo apetecíveis, especialmente porque terei de pagar muito mais por elas.

Na prática, não acredito que o fim do MEO Music vá gerar uma vaga de descontentamento geral pelos clientes da MEO. Não acredito que houvesse assim TANTA gente a usar o serviço. No entanto, a nível pessoal já nada terei a prender-me à MEO, e talvez venha a mudar de operadora (e irritar toda a gente que me liga com a mensagem de "Este cliente agora pertence à não-sei-quê. Por favor aguarde.").

 

Por razões de simbolismo, decidi que a última música que ouviria no MEO Music seria a do costume (já la vamos). Ora, visto que no computador já não consigo, tentei, pela piada, aceder através do telemóvel. Facto engraçado: sou uma das 2 pessoas em Portugal que ainda tem um Windows Phone, apesar de na prática já estar obsoleto há muito. O MEO Music deixou de ser suportado para WP há vários meses (ou se calhar anos até, não me lembro), mas o serviço continuou a funcionar mais ou menos bem.

Pois bem, fiquei orgulhoso deste meu pedaço de plástico lascado quando ele conseguiu aceder ao MEO Music tranquilamente. Pesquisei músicas à vontade e aparentemente ainda funcionava tudo. Acho hilariante pensar que o Windows Phone é tão irrelevante que alguém no lado da MEO se esqueceu de desligar o serviço para esta plataforma (se calhar para Android e tal também ainda funciona, mas gosto de pensar que sou o último português a conseguir ouvir alguma coisa no MEO Music).

Contudo, querendo enterrar completamente o assunto de vez, naveguei para a música que eu queria e ouvi-a enquanto escrevi este texto (em horário laboral, ainda por cima, mas não faz mal, isto é mais importante... certo?).

 

Pela n-ésima vez neste blog, American Pie, de Don McLean:

 

 

 

Curioso que a morte de que a música fala também ocorreu em Fevereiro.

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publicado às 10:15


Red Headed Stranger

por Rei Bacalhau, em 25.02.18

Recentemente desenvolvi um gosto ligeiro pela música do Willie Nelson.

A sua voz e género musical predilecto embalam-nos enquanto ele nos conta as histórias normalmente trágicas que ocorrem nos fins do mundo rurais da América.

Há uma ocasião para todas as músicas, e hoje em particular estive grande parte do dia em actividades agrícolas amadoras, o que incluiu cortar uma árvore à machadada por falta de meios mais propícios à tarefa. Era uma laranjeira, mas também só tinha uma machadinha, o que no fundo significa que durante umas semanas não terei de ir a ginásio algum (não que eu alguma vez considerasse inscrever-me num ginásio, a ideia no geral parece-me um bocado parva, mas pronto).

Ora, as poucas músicas que já ecoam na minha mente do Willie Nelson fizeram-me companhia ao longo do dia, o que facilitou um bocado a tarefa, pois estive concentrado em tempos mais simples e duros. Ao escrever isto olho para a pele a sair dos calos nas minhas mãos e não posso deixar de pensar nos milhões de mãos que terão sofrido um estado semelhante e muito provavelmente pior ao longo de toda a história da Humanidade. No fundo, somos todos filhos de agricultores, de uma forma ou doutra.

 

Eis então uma música que me acompanhou hoje: conta-nos a história de um temível forasteiro no Velho Oeste atormentado pela morte recente da sua amada. Ele chega a uma cidade no seu garanhão preto, trazendo um outro cavalo consigo que pertencera à sua mulher.

Uma senhora da cidade ao ver o cavalo vazio decidiu roubá-lo, sem ninguém ter tempo de a avisar que tal acção poderia ter consequências muito graves. Assim que ela põe mão no cavalo alheio, o forasteiro alveja-a quase sem pensar, matando-a.

Ela é enterrada ao final do dia, e o forasteiro segue em liberdade, é claro, já que não se pode enforcar um homem por matar uma mulher que lhe está a tentar roubar o cavalo, como a própria letra da música explica.

 

A história não tem nenhuma moral ou significado escondido. É simplesmente isso, uma narrativa de um acontecimento quase banal tendo em conta a ambígua noção de lei no Velho Oeste.

 

Apesar de a música não ter sido escrita por ele (acho que poucas das que ele cantou foram), a interpretação de Willie Nelson da música Red Headed Stranger torna-a bastante agradável, ao contrário da tragédia que narra. Esta música é parte de um álbum com o mesmo nome, que se concentra à volta da história do Forasteiro. Recomendo o álbum todo, especialmente numa próxima viagem longa que façam, por exemplo pelo interior bucólico do nosso país.

Adicionalmente, existe um filme, também com o Willie Nelson (como actor), em torno deste álbum, mas não consegui achar uma maneira de o ver legalmente.

Eis então uma amostra. Red Headed Stranger, cantada por Willie Nelson:

 

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publicado às 20:25


The Sun Goes Down

por Rei Bacalhau, em 18.02.18

Falei há relativamente pouco tempo dos Thin Lizzy e da minha redescoberta desta banda.

Apesar de serem uma banda de rock mais animado, toda a gente sabe que há sempre "aquela" música diferente. No caso dos Thin Lizzy, um bom exemplo seria o tema The Sun Goes Down. O seu tom mais sombrio e ominoso poderia ser interpretado como uma espécie de despedida do Phil Lynott, que viria a falecer poucos anos depois com 36 anos, drogas e tal.

 

The Sun Goes Down, dos Thin Lizzy:

 

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publicado às 23:21


Orion

por Rei Bacalhau, em 04.02.18

Um concerto de heavy metal é, no fundo, uma má ideia, se pensarmos bem na coisa.

 

Digo isto na sequência do concerto recente que os Metallica deram cá na Quinta-Feira. Eu não queria realmente ir, mas ofereceram-me o bilhete e não tive possibilidade de dizer "não". Então lá fui.

Não era a primeira vez que ia a um concerto deles, portanto já sabia o que esperar. Notem desde já, nada tenho contra os Metallica, antes pelo contrário. Posso com confiança dizer que aprecio várias músicas deles, apesar de não estar familiarizado com os álbuns mais recentes. Tenho é algo contra todo o espírito que está por detrás de um concerto destes.

O meu bilhete era para a plateia em pé, já agora, o que só aumentou a minha reticência em ir (mas pronto 80€ são 80€). Passarei a explicar o problema.

 

Por alguma razão estes concertos atraem um género de indivíduos que não compreende o conceito de "espaço público" (como quem diz, espaço partilhado por outras pessoas), e muito menos compreendem o conceito de "ir a um espectáculo para apreciar o espectáculo e não arruiná-lo para os outros".

Começo com o problema mais evidente, que também aconteceria se estivesse descansadinho nas bancadas: o pessoal aproveita este tipo de eventos como um "Dia Nacional do Fumador" e toda a gente acha uma ideia fenomenal fumar para cima dos outros num espaço que, apesar de amplo, continua a ser fechado. Fumar por si só já me parece uma actividade intrisecamente estúpida, mas é tolerável enquanto não prejudicar outros. Agora... quando isso não acontece... 

Voltemos para o espaço horrendo conhecido como plateia. É um local que fica absolutamente inundado de cerveja e vómito mesmo antes de o concerto começar e torna a locomoção quase divertidamente difícil, pois temos de fazer um esforço adicional para arrancar o pé do lodo peganhento que se instalou entretanto. Adicionalmente, tendo em conta a pobre capacidade de coordenação motora média de um metaleiro, é bastante provável que uma boa parte de qualquer cerveja entornada não chegue ao chão, mas sim ao vestuário de pobres inocentes ali à volta (ou mesmo dos que estão longe; há quem atire copos de cerveja meio cheios numa direcção aleatória, só porque sim).

Quando o concerto em si começa, certas músicas mais queridas da população local exortam-na a formar pequenos conglomerados para realizar uma dança tribal chamada "moche". Estes moches são uma forma estranha de dançar em que alguns indivíduos, ou às vezes dezenas deles, começam a saltar uns contra os outros freneticamente, sem qualquer tipo de relação rítmica com o que a banda está a tocar. Desta vez tive azar que um destes moches se tivesse formado ao pé de mim e tive de empurrar de vez em quando um ou outro jovem em rota de colisão comigo. No entanto, nem tudo foi mau, pois quando eles se cansaram a área manteve-se relativamente vazia e tive uma muito melhor visão para o palco. Uma senhora que estava à minha frente não conhecia o conceito, provavelmente, pois quando levou com um dos ganzados em cima empurrou-o e deu-lhe um valente pontapé. A reacção estupefacta dele foi genuinamente hilariante, pois ele não tinha percebido até aquela altura que existiam outras pessoas ali à volta que não conheciam as regras implícitas dos concertos de metal.

 

"Então, mas não percebo. Então mas 'tás a dizer que um concerto de heavy metal é má ideia por causa das pessoas que lá vão? É que quase tudo o que descreves aqui acontece noutros espectáculos de géneros musicais diferentes!", pensam vocês, e bem, mas talvez um bocado apressadamente.

 

Um outro problema que detecto em concertos mais pesados é que nem sempre dá para se ouvir o que o vocalista está a dizer. A banda que abriu para os Metallica, por exemplo, tinha um daqueles vocalistas que anda aos berros e não se percebia patavina do que ele andava a dizer, especialmente sob os sons instrumentais. Quando os Metallica começaram a tocar, notei que o mesmo acontecia com as músicas que eu não conhecia, ou seja, eu só conseguia companhar liricamente as músicas se o meu conhecimento prévio conseguisse tapar as lacunas que não conseguia ouvir. 

Ora, isto é absolutamente horrível para os ouvintes (não necessariamente fãs) que lá estivessem arrastados por familiares ou amigos, pois é bastante provável que todas as músicas dos Metallica fossem exactamente iguais umas às outras para eles.

Concluindo, um concerto de heavy metal só começa a valer a pena se conhecermos mais ou menos bem a banda. 

 

"Ah, mas num concerto nem sempre interessa o que eles andam para lá a cantar!", argumentam vocês, furiosamente.

Pronto, não quero ofender. Se cantar não vos interessa, tomem lá com a Orion, dos Metallica:

 

 

(ironicamente a música que eles menos tocam ao vivo; uma veniazinha ao Cliff Burton)

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publicado às 19:26


Solitary Man

por Rei Bacalhau, em 28.01.18

Soube esta semana que o Neil Diamond vai reformar-se, por lhe ter sido diagnosticado o Parkinson.

 

É evidente que este tipo de notícias não são surpresa para alguém que gosta de música menos recente. Achei estranhíssimo quando o pessoal derreteu-se em lágrimas quando o vocalista dos Linkin Park morreu no ano passado. Se o pessoal não aguenta esse tipo de notícias sobre artistas que nem sequer conhecem pessoalmente, ui, daqui a uns 20 ou 30 anos vai estar toda a gente com depressão.

 

Não conheço exaustivamente o trabalho do Neil Diamond, admito-o. Sei, no entanto, que ele merece bastante respeito pelas suas capacidades de escrita de letras de músicas, sendo que "centenas" de artistas já fizeram versões de músicas dele (sabiam que o Red Red Wine dos UB40 é na verdade uma música original do Neil? Descobri isso a fazer pesquisa para este texto).

 

Não imagino que o Parkinson seja algo fácil de se lidar com. No entanto, o próprio Neil disse que planeia manter-se activo musicalmente, mesmo que tenha de ser fora dos palcos. Se alguma coisa, esta será apenas mais uma fase conturbada da sua vida preenchida. A música que gostaria de apresentar hoje é um tema que ele escreveu quando estava no início de carreira a esforçar-se para ser notado. Diz-se que ele próprio veio a admitir que foi uma obra autobiográfica inconsciente.

 

Solitary Man, de Neil Diamond. As melhoras e tal.

 

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publicado às 22:55


Fly Like An Eagle

por Rei Bacalhau, em 21.01.18

Recentemente fiz algo que nunca tinha feito na minha vida, ou pelo menos que me lembre: fui comprar música.

Anteriormente a esta experiência, toda a música que alguma vez possuí não era exactamente minha, como quem diz que os CD's não eram meus. Eram sempre o CD esquecido num móvel ou um CD que alguém me ofereceu ou um CD que alguém pirateou (apesar de andar a fazer esforços para legalizar a colecção física de música cá em casa). Poder-se-ia dizer que se alguém me ofereceu um CD, então ele seria efectivamente meu, e na prática concordo, mas no fundo, não fui eu que o tirei da prateleira da loja. Não fui eu quem o escolheu.

 

Determinado como ando em mudar vários aspectos da minha vida, agarrei nalguns cartões oferta que me têm dado ao longo do tempo (finalmente perceberam que é mais eficaz darem-me cartões do que objectos aleatórios que eu poderia nunca usar) e fui à Fnac trocá-los. Forreta como sou, andei à procura nas promoções e é surpreendente como se conseguem arranjar colectâneas do Barry White por 5€.

Andei precisamente à caça de músicas/artistas cujas músicas não conseguia obter "fisicamente", tendo apenas a alternativa de as ouvir no MEO Music ou no Youtube.

Os álbuns que acabei por "comprar" estavam todos mais ou menos na mesma faixa temporal dos anos 70 e 80. O que saiu mais fora deste padrão foi o álbum de colectânea do Seal, que é mais cronologicamente avançado.

 

Hoje apresentarei uma música desse álbum. Aparentemente, qualquer pessoa que já tenha visto o Space Jam (o filme) deverá saber que a música Fly Like an Eagle, cantada pelo Seal, era parte da banda sonora. Pessoalmente não me lembro disso, mas também não me apetece ver o filme só para confirmar o facto. O tema original é da autoria de uma tal Steve Miller Band, que supostamente tenho de conhecer a partir de agora, pois é uma banda "das antigas" e eu seria hipócrita se não lhe desse um bocadinho de atenção.

 

Algures na internet li o comentário de alguém a dizer que sempre pensou que era o Michael Jordan que cantava este tema.

E eis a dose diária recomendada de racismo passivo.

 

Fly Like An Eagle, cantada pelo Seal:

 

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publicado às 16:40



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