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Father O.S.A.

por Rei Bacalhau, em 14.10.18

Eu gosto de músicas grandes.

 

A vantagem do rock progressivo é que sendo um género relativamente menos popular (em comparação com outros, claro), existem várias bandas que de vez em quando ficam esquecidas no tempo e que podem ser redescobertas. Algumas destas são conhecidas pelas suas fases mais "pop", apesar de terem começado como rock progressivo (o caso mais flagrante disto são os Queen). Ainda bem, sinceramente, acho bem que uma banda queira andar a saltar de género em género mantendo sempre uma estilo mais ou menso coerente ou reconhecível.

 

Um outro exemplo deste padrão são os Styx, uma banda com um nome ominoso, mas bastante adequado ao género. Não sei até que ponto eles terão sido conhecidos em Portugal, mas sei que eles têm algumas músicas conhecidas, por exemplo a Mr. Roboto:

 

 

Mas esperem, eu tinha dito que gosto de músicas grandes, e toda a gente sabe que música grande é tudo o que for além dos 6 minutos, no mínimo.

Retrocedamos então no tempo para ouvirmos um tema sobre um frade da Ordem de Santo Agostinho (O.S.A.) bêbado, com um estilo barroco a acompanhar.

 

Father O.S.A., dos Styx:

 

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publicado às 23:00


Inominável nº 16

por Rei Bacalhau, em 07.10.18

Chego um bocado atrasado à festa, mas saiu na sexta-feira uma nova e única edição da Revista Inominável.

Na coluna 2D3D discutirei brevemente as capacidades dos videojogos de poderem conectar pessoas em todo o mundo ou até simplesmente na mesma sala, através de videojogos com suporte a modos multi-jogador.

Creio que a revista tem lá outras coisas sobre outros assuntos. Se forem lá ver e for verdade depois leiam e digam-me se é alguma coisa de jeito (e sim, estou só a tentar enganar as pessoas para que leiam o resto da revista, também merece, não sou egocêntrico, ora essa).

 

Para ler, AQUI ou no blog da revista.

 

Referi que esta edição era única pelo facto de ser a última. Foi sem surpresa (mas com alguma melancolia) que recebi a notícia do fim desta aventura, que acredito que tenha tido todo o mérito e eu verdadeiramente ansiava por ler os artigos dos meus colunistas favoritos, o que quer dizer que empenho por parte de todos não faltava. Contudo, gerir e editar e publicar a revista revelou ser uma tarefa extraordinariamente colossal para uma redação desproporcionadamente pequena e gostaria de congratular as Inomináveis-Mor (como se auto proclamavam) Maria Alfacinha e Ana CB pelo esforço estóico e heróico com que defrontaram os prazos apertados de publicação da revista.

 

Gosto de acreditar que o universo da língua portuguesa ficou só um niquinho mais rico com a existência da revista. Quem sabe, talvez um dia apareçamos no Portugal em Directo.

 

Mas demos música aos sentimentos actuais. Tendo em conta as circunstâncias, parece-me adequado que a música de hoje tenha algo a ver com videojogos. 

A saga de videjogos Metal Gear Solid é famosa por dar uma imensa importância a certos temas musicais em partes criticalmente dramáticas do videjogo (como só os japoneses sabem fazer). É difícil explicar a relevância da música que vou apresentar (e nenhuma saga de videjogos tem um enredo tão rebuscado e complicado como o Metal Gear Solid), mas acreditem que para fãs convictos da série, o momento era de ir às lágrimas (e conhecendo o Hideo Kojima, as lágrimas seriam propositadas para os jogadores humedecerem os olhos para continuarem a jogar).

Como também gosto de dramatismos, utilizarei o mesmo tema, e não se admirem não perceberem nada do que é dito, porque a música é cantada em gaélico, só porque sim.

 

Tudo o que sei é que talvez o melhor ainda esteja para vir.

 

The Best Is Yet To Come, da banda sonora do Metal Gear Solid:

 

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publicado às 21:00


Save Me

por Rei Bacalhau, em 30.09.18

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publicado às 18:00


Body Count

por Rei Bacalhau, em 24.09.18

Da mesma maneira que estou a escrever isto num dia ao lado do habitual, também a música/banda que apresentarei hoje sai um bocadinho do meu padrão musical. E no fundo, se calhar isso é bom. Admito no entanto que só colocarei este tema aqui porque me intrigou, por ser algo que eu não estava nada à espera.

 

Quando pensamos em metaleiros e restante malta de rock pesado pensamos em homens brancos de cabelo longo e suficientemente fabuloso para serem elegíveis para um anúncio de champô.

Certamente não pensamos no seguinte:

 

Body_Count_cover.jpg

 

No início dos anos 90, o rapper Ice-T, em vez de mudar de nome para uma bebida mais decente, decidiu que gostaria de fazer um segundo projecto para além dos seus álbuns de rap, e então ajudou a fundar uma banda de heavy metal com influências um bocadinho de todo o lado: os Body Count.

É-me difícil classificar precisamente o género da banda, mas mistura elementos de rock mais clássico com problemas sociais bem mais recentes (bom, pelo menos no anos 90, se bem que alguns dos assuntos tratados ainda têm relevância presente). Apesar de não conter exactamente rap, certamente ajudou a definir o estilo que muitas bandas dos anos 90 viriam a adoptar (muito notavelmente, parece-me, os Rage Against the Machine, que explodiriam pouco depois da estreia dos Body Count; se é coincidência ou não, não sei).

 

Como eu disse, não é bem a minha cena, especialmente em termos líricos, mas há que ouvir um bocadinho de tudo, não é verdade?

 

Body Count, com a música epónima, do álbum epónimo:

 

 

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publicado às 23:17


Hollywood Swinging

por Rei Bacalhau, em 16.09.18

Se fosse acusado de tal, seria sem problemas que confessaria que o tom deste blog é algo pessimista, falando no geral.

Gostaria, no entanto, de relembrar que eu uso maioritariamente este blog para relatar algo que me esteja a acontecer, normalmente com músicas escolhidas simbolicamente e normalmente sobre um assunto que me pena.

 

No fundo, o que estou a dizer é que eu poderia pôr aqui a discografia inteira dos Pink Floyd e encerrava o assunto.

 

Contudo, ao contrário do que eu próprio estava à espera, para hoje não tenho nada senão pensamentos positivos e felizes, numa junção recente e coincidente de acontecimentos que me trazem alegria. Todos temos estes pequenos momentos separados temporalmente, mas para mim nunca são suficientes para me fazer pensar mais risonhamente. Uma ocasião feliz acaba por ser apenas mais uma braçada desesperada num oceano de amargura e nihilismo, para imediatamente me voltar a afogar.

Felizmente ou infelizmente, como desta vez vieram muitas bençãos ao mesmo tempo, sinto-me acima do nível da água e a respirar em pleno.

Por um dia que seja, não me importo nada de me sentir assim.

 

Celebremos, portanto. Kool & the Gang, com Hollywood Swinging, só mesmo porque não pode haver um estilo de música mais alegre do que o funk. Sem contar com músicas de Natal.

 

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publicado às 23:30


School

por Rei Bacalhau, em 09.09.18

Tem sido um ano estranho para mim, em que me coloquei numa demanda para melhoramento pessoal e comecei a tentar fazer coisas diferentes, numa tentativa ingénua de encontrar significado na minha vida. Faltava-me algo para o qual lutar, algo que me satisfizesse, algo que me desse a validação humana que todos de certa maneira necessitamos.

 

Um propósito.

 

Contudo, tenho tido algumas dificuldades em concretizar os meus desejos, e tenho aprendido e reflectido muito sobre mim.

A conclusão a que cheguei eventualmente é de que é um bocadinho parvo tentar sair extremamente da zona de conforto só para tentarmos satisfazer algo que pensamos ser a solução para os nossos problemas, e que no fundo poderá não dar em nada.

 

Fiquei sem saber o que fazer.

 

E então aconteceu. Um evento horrível cujas consequências se iriam repercutir meses depois em mim. A perdição de um homem poderá muito bem ser a salvação de um outro. pois eis-me por ventura num novo desafio, de volta ao último sítio onde me senti realmente humano e validado.

 

O Mestre deu o lugar ao Aprendiz. Esperemos que não em vão.

 

School, dos Supertramp:

 

 

P.S: a letra poderá parecer um bocadinho anti temática ao que escrevi (já que existe um tema por trás de todo o dramatismo do texto), mas prefiro tomar a mensagem dela como um aviso sobre o que não fazer.

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publicado às 00:00


Working On a Dream

por Rei Bacalhau, em 07.07.18

Estamos todos, mesmo que não o queiramos admitir.

 

Bruce Springsteen, com Working On a Dream:

 

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publicado às 23:35


Son Of Mr Green Genes

por Rei Bacalhau, em 24.06.18

Sempre ouvi falar do Frank Zappa, mas nunca lhe prestei a devida atenção devido ao facto de que é preciso quebrar uma certa barreira para se começar a apreciar o artista.

Consequentemente, decidi finalmente lançar-me feito parvo para a discografia dele e fui ao Youtube e pesquisei simplesmente "frank zappa". Apareceu-me imediatamente uma coleção de três horas e meia de músicas dele. Tendo em conta que ele em vida editou dezenas e dezenas de álbuns, não é de surpeender que uma "selecção" dos temas dele seja mesmo assim relativamente longa.

Três horas e meia depois fiquei na dúvida de se o homem era insano ou um génio, mas agora sei que era simplesmente um músico que acreditava na sua liberdade artística para tocar da maneira que bem lhe apetecesse.

 

Eu gosto de músicas grandes. Acho que já o tenho dito de vez em quando. Ora, o Frank Zappa tem o hábito de fazer as suas composições bastante alargadas com secções instrumentais absurdas (e ele nem era grande fã de drogas, aparentemente, portanto toda a maluquice é dele mesmo).

 

Como os conteúdos líricos dele podem ser às vezes... "desconfortáveis para o público geral", digamos, decidi partilhar um tema instrumental que me agradou particularmente, mas ficais a saber que é apenas uma gota num oceano.

 

Frank Zappa, com Son Of Mr Green Genes:

 

 

Já agora, o álgum desta música, Hot Hats, foi extremamente pioneiro em termos técnicos e foi dos primeiros a utilizar novas tecnologias para fazer do estúdio um instrumento por si só, como "certas" bandas viriam a fazer daí a uns anos.

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publicado às 00:00


Lookin' Out My Back Door

por Rei Bacalhau, em 17.06.18

Quando eu chego a casa do trabalho ou depois de ter estado muito tempo ao computador costumo ir para a janela da minha casa para olhar um bocadinho para o horizonte. É este um dos meus sítios predilectos para a actividade simples de pensar. Pensar no quê? Seja no que for, todo o tipo de pensamentos Bons, Maus... e Feios.

Falando em particular dos pensamentos Bons, é nestas alturas de reflexão profunda que me vêm à cabeça as ideias mais parvas e potencialmente humorísticas. Uma boa parte das minhas contribuições para a Revista Inominável foram arquitectadas naquela janela, pois a paisagem relativamente ociosa composta de blocos de cimento dá asas ao que nós poderíamos chamar de imaginação.

As aventuras de Ventura Lobo são um outro exemplo de parvoíces que me vieram à cabeça enquanto perscrutava (tenho sempre dificuldade em escrever este verbo) os confins urbanos.

 

É bom de vez em quando estar num estado de espírito alegre mesmo depois de um dia cansativo e chato. Às vezes, sem real razão aparente. Outras vezes porque fomos inspirados pela música certa.

 

Lookin' Out My Back Door, dos Creendence Clearwater Revival:

 

 

Bother me tomorrow, today I'll buy no sorrow

Doo, doo doo, lookin' out my back door...

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publicado às 22:55


Legs

por Rei Bacalhau, em 03.06.18

Há certas bandas que nunca falham, mesmo naqueles dias de baixa inspiração para partilhar alguma coisa. 

 

ZZ Top, com Legs, num dos videoclipes mais confusos e divertidos de sempre, que junta todos os elementos típicos dos vídeos dos ZZ Top: os "Tres Hombres" a aparecer e desvanecer, o Eliminator (o carro), e várias míudas giras e magrinhas a fazer avançar o enredo, que involve sempre alguém que está em baixo e que depois fica na mó de cima.

 

 

Os anos 80 eram definitivamente mais simples.

 

Já agora, tenho quase a certeza que um dos "maus da fita" ao longo do videoclipe entrou também no "Profissão: Duro".

 

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publicado às 23:54



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